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2013-07-18

 

Também apoio o "Acordo de Salvação Nacional" desde que...

 
"It's the economy, stupid !" explicava Clinton. É o conteúdo "stupid" digo eu. É que também concordo com a necessidade urgentíssima de um "acordo de salvação nacional". Mas de que acordo? Ora aí está, é o conteúdo.
Vejamos, se o conteúdo do acordo for, por exemplo, mais ou menos assim:
 
-   renegociar a dívida;
-   devolver os subsídios roubados;
-   não despedir as dezenas de milhar de funcionários públicos programadas;
-   limitar drasticamente durante o período mais intenso da crise as reformas e pensões mais altas  e não tocar nas mais baixas;
-   limitar as remunerações da administração pública, Governo, PR, incluindo empresas, institutos e fundações do Estado, por um certo lapso de tempo, a um teto expressivo,
-   reduzir a metade ou um terço, durante a crise o orçamento da PR, do Governo e da AR, a frota de carros do governo e do estado. Proibir a compra de carros de luxo para o estado,
-   criar escalões de IRS de 80 e 90% (como fez Stalin ou Mao Tsé Tung? Não! Como fizeram os presidentes dos EUA, Roosevelt e Eisenhower, em situação de "salvação nacional" nos anos 40 e 50 para rendimentos familiares muito altos. Englobar, em sede de IRS, os dividendos em vez de os taxar baixinho. 
-   não privatizar a CGD nem nenhum das empresas do seu universo, como é o caso dos seguros;
-   não privatizar a RTP, nem nenhum outro bem estratégico para o país.
 
Em resumo obrigar a oligarquia financeira, seus aliados e empregados de luxo a arcar com o grosso dos custos da crise de que são responsáveis, poupar as suas vítimas e salvar o estado social.
 
Não há um "interesse nacional" ! Há vários e frequentemente antagónicos.
 
A gritaria que para aí vai sobre o "interesse nacional" é sobre o interesse da alta finança internacional e nacional e respetivos aliados e clientelas. E o "interesse" destas classes não é o "interesse" das classes médias e dos trabalhadores. Não é o "interesse" de 90% ou mais dos portugueses. Nas matérias em discussão, no que respeita ao equilíbrio financeiro do Estado, o interesse dessas duas partes é rigorosamente oposto. Quando estes "gatos" apelam, por esses media afora, a um "acordo de salvação nacional" é da salvação deles, gatos, que estão a falar e não do interesse dos "ratos" que nós somos, como na conhecida parábola canadiana "Ratolândia" que o Youtube oferece.   Não estamos a falar de "interesse nacional" comum a todos os portugueses como p.ex. a ausência de catástrofes naturais que interessa quer aos Srs banqueiros e quer ao professor ou ao trabalhador portuário, aos "gatos" e aos "ratos". A lamúria que ai vai nos media, dirigida pelo governo e pela presidência da república sobre o "interesse nacional" é uma conversa de "gatos" para tentar convencer "ratos".
 
Acho que o PS fez bem em aceitar "dialogar" com os partidos do Governo e acho que o mesmo deveriam ter feito o PCP e o BE, não porque haja qualquer esperança fundada em trazer este governo vendido à troica/aos credores/a Merkel a posições opostas às que o têm orientado e levado o país à ruina mas para pôr em destaque perante a opinião pública as diferenças de conteúdo do acordo/desacordo.
Se o PS claudicar, aceitando o plano austeritário do governo para a destruição do estado social, ainda que recauchutado com umas alterações pouco significativas para enganar eleitor, terá a merecida recompensa do eleitorado. Se se portar bem terá o voto dos eleitores. Aguardemos.
O comunicado do PS após o encontro proposto e realizado com o BE é um mau indício a revelar o pior do PS. Já quanto ao PCP parece que continua, apesar de muita gente capaz que lá tem, firme no seu desígnio de fazer acordos só com os Verdes e com a Intervenção Socialista, isto é, consigo próprio.
 
Entretanto o Presidente foi com o Sr que o trata por Sr. Silva, o "Alberto João", visitar as cagarras na Selvagem Grande, ali onde Portugal quase pega com as Canárias, para se distrair ou para nos distrair da crise?

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