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2013-09-17

 

A propósito da chegada da Tróika ... e dos apelos do Presidente

Eu encararia bem os apelos do Presidente se ... se esses apelos se traduzissem numa proposta geral de resolução da dívida.

Agora lançar uma "dica"  sem qualquer valor (direi mesmo, uma dica algo bacoca) de apelo ao bom senso da Tróika e/ou de entendimento entre as forças políticas portuguesas é só para não ficar calado. Não tem peso. Melhor seria que enchesse a boca de bolo rei, lembrando outros tempos mais carnavalescos.

Seria interessante por exemplo Cavaco Silva explanar uma teoria de como resolver o problema da dívida, defendendo o alongamento do seu pagamento no tempo e uma taxa de juro baixa. Penso que foi Daniel Bes sa que este fim de semana no Expresso ponha como hipótese transformar a dívida num prazo a 100 anos a uma taxa de juro a 1% e até avançava com outra hipótese de 50 anos e uma taxa de juro de 2%. Dizia ele mesmo esta segunda hipótese dava para respirar.

De facto, penso que Cavaco sabe que caminhamos para qualquer coisa que não é nada do que está a ser feito. Cavaco sabe que as políticas do Governo não levam a Nada e mais cedo ou mais tarde vai ter de haver mudança de agulha. O problema é que quanto mais tarde pior, maiores serão os sacrifícios a suportar pela população. Este governo está consciente do empobrecimento a que está a conduzir o país.

Não é preciso ser grande perito em finanças para ver que este caminho assenta num concepção ideológica, Aquela de que vivemos acima das nossas possibilidades. Será que pensões abaixo de 1000 euros equivale a viver acima das sua possibilidades?! Afinal, olhar para a realidade basta para ver o buraco em que nos está a levar este governo.

 A dívida, o principal cancro da nossa economia, continua aumentar e bem e o défice só com alguma cosmética e sacríficios da população é que se mantém ao nível inicial e nunca nos limites acordados com a Tróika.

Prolongar o pagamento da dívida a uma taxa de juro baixa, tipo 1%, é uma hipótese de saída a negociar. 

Iria mais longe, contudo. Sou por uma auditoria à dívida para também a expurgar daquelas componentes que entroncam em situações de prisão, caso BPN. Também admito que algumas componentes da dívida de curto prazo, tipo empréstimos a bancos possam  ter um juro mais elevado. Se me permitem havia que identificar a dívida, digamos estrutural e sobre esta negociar condições do tipo das referidas.

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