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2013-09-20

 

Como nós ajudamos a Alemanha

Com a sua política de austeridade imposta a Portugal e aos outros países do Sul, Merkel já conseguiu poupar 141 mil milhoes de euros nos juros da sua própria dívida. Receosos do estado calamitoso da economia  e de eventual incumprimento os capitais fogem do Sul e "refugiam-se" a juros que tendem para zero e por vezes chegam a valores negativos na Alemanha.  Quem o diz é Jorgo Chatzimarkakis, eurodeputado alemão. Dinheiro que pertence aos países do Sul. Jorgo discorda assim dos "caniches de Merkel" que nos governam e que acham que os portugueses devem ser castigados por mandriões , gastarem acima das suas possibilidades e estar muito agradecidos aos países do Norte e especialmente à Germânia.
Entretanto, nos telejornais tenho ouvi a Srª Merkel em campanha eleitoral dizer que o desemprego na Alemanha tem vindo a cair tendo passado dos 5 milhões em 2006 para 3 milhões agora [é o mais baixo de sempre, desde que é calculado] e que nos últimos 4 anos a situação da Segurança Social tem melhorado com a inscrição de 1,5 milhões de novos trabalhadores sendo o número de empregos o mais elevado da história da Alemanha.
Como se vê a política de austeridade imposta pela Alemanha têm consequências diferentes na Alemanha e nos países como Portugal, Espanha ou Grécia. Lá a poupança em juros chega a 141 mil milhões, em Portugal os juros anuais já ultrapassa o orçamento do Serviço Nacionalde Saúde.
A chanceler enfatizou também que "na Zona Euro somos solidários. Há razões para dizermos que somos solidários, mas só na condição de que esses países ponham em ordem aquilo que neste momento não está em ordem."
Contra estas mostruosidades ditas pela Srª alemã pouco podemos fazer mas que os "caniches portugueses da Srª Merkel" que nos governam no-las queiram impingir como "a realidade" inelutável é que não devemos tolerar e cabe-nos correr com eles o mais depressa possível.
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Nota:
Com novos dados reformulei o post.


Comments:
Por acaso não colocou um "1" a mais? É que tenho visto sempre 41000M, embora seja, em qualquer dos casos, um valor pouco relevante.
V. da esquerda, apesar de terem razão em muito do que dizem, não conseguem ganhar credibilidade por confundirem dados concretos com argumentos meramente ideológicos.
Poderá dizer que sem um orçamento "federal" generoso se aprofundará a periferização da Periferia, embora seja duvidoso que, mesmo com um dilúvio proveniente do Euro-centro, com os "governantes" que escolhemos alguma vez se conseguisse contrariar essa dinâmica.

Agora vir falar que a Alemanha paga taxas de juro mais baixas, sinceramente!! Não as pagava já antes? Não era o nivelamento das taxas de juro o que os nossos génios achavam que resolveria os problemas? Não foi esse nivelamento durante anos a principal causa do regabofe e da orgia?

Têm que ser coerentes para ganhar credibilidade o que não garantiria necessáriamente largo apoio político e eleitoral porque a verdade não seria agradável:
A UEM e a pertença ao Euro só pode subsistir se os países ditos do Norte concordarem (quer dizer chegarem à conclusão que também é do interesse deles) num processo inflaccionista ou, em alternativa, "compensarem" de outra forma (transferências unilaterais...) o que, do v/ponto de vista, ganham com os actuais estatutos do BCE (note: Estatutos do BCE=Tratados Internacionais).
Como isso não vai acontecer têm que propor um saída do Euro, controlo de movimento de capitais, bancarrota automática da Banca/País e as concomitantes consequências. Poderão então proclamar que deixámos de ser um protectorado, readquirimos a nossa "soberania" monetária o Banco voltou a ser de Portugal e "at last but not least" o Estado voltou a poder lançar impostos sem os inscrever no Orçamento e, fantástico!!, não será inconstitucional!!!!!!. De caminho não se esqueçam de dizer aos detentores de poupanças (que tenham sido ingénuos e as não tenham posto a salvo da readquirida soberania)qe desculpem os cortezinho de 30, 40 60%???

A.M.


 
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