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2013-10-08

 

Machette compromete Portugal ao "acamaradar" com o regime de Luanda

Justino Pinto de Andrade, professor de Economia da Universidade Católica de Luanda e líder do Bloco Democrático, diz, (hoje no Público) sobre as despropositadas declarações, em Luanda, de Rui Machette, na qualidade de MNE de Portugal que:

"esta posição é muito má para a imagem de Portugal". "As pessoas pensam que ficando de joelhos fomentam as relações entre os dois países. É o contrário".
 
"Se os atos ilícitos que envolvem as entidades angolanas em território português fossem investigados, nós em Angola teríamos melhor forma de pressionar os políticos corruptos."

Vieram a público notícias de que o vice-presidente angolano, Manuel Vicente, e o procurador-geral da República de Angola, João Maria de Sousa, estavam sob investigação no âmbito de um inquérito-crime aberto em Portugal pela Procuradoria-Geral da República por fraude fiscal e branqueamento de capitais.
Rui Machette assumiu-se, assim, paradoxalmente tendo em conta a sua qualidade de jurista, como representante de um país que denegaria os princípios democráticos da separação de poderes entre o executivo e o poder judicial para acamaradar com o regime onde isso é escarnecido. Este comportamento do ministro de Estado e ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal é absolutamente inaceitável e lança oficialmente, a suspeita de desculpabilizador de quem está sob investigação de crimes graves .

Já vi, aí pela net, uma outra interpretação que me recuso, no entanto, sequer admitir. Dado que um dos 33 empregos de Machette era, até assumir funções ministeriais, o de consultor na PLMJ, uma das maiores sociedades de advogados nacionais que defende em Portugal aquelas altas individualidades do Estado de Angola, ao comportar-se como se comportou, em Luanda, o ministro.Machette, desonrou o seu país mas pode ter ganho novos clientes para o escritório de advogados onde tinha emprego.
__________

As declarações "camaradas" de Rui Machette em Luanda. "Apaziguadoras" segundo as suas explicações depois do clamor de protestos em Portugal:
 
Questionado sobre as investigações na PGR portuguesa, Rui Machete sugeriu que podia tratar-se de “um mal entendido”. “Tanto quanto sei, não há nada substancialmente digno de relevo, e que permita entender que alguma coisa estaria mal, para além do preenchimento dos formulários e de coisas burocráticas e, naturalmente, informar as autoridades de Angola pedindo, diplomaticamente,
desculpa, por uma coisa que, realmente, não está na nossa mão evitar”, disse o chefe da diplomacia
portuguesa." [Link]

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