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2014-04-01

 

A Ucrânia vai provar a receita da "troica"


Superfície: 603,550 Km2 - habitantes 44, 300 milhões. 67% da população tem como 1ª língua o ucraniano (língua oficial), 24% o russo, 9% outras. PIB per capita 7.400 dólares (2013) (Fonte CIA The World Factbook)
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Os EUA e a Alemanha com a UE a reboque, querem conquistar aquele enorme território à influência da Rússia que ameaça voltar, a prazo, a ser uma grande potência. Esta, como é óbvio, quer a todo o custo manter as antigas repúblicas soviéticas na sua órbita e manter a superpotência norte-americana e a NATO o mais longe possível das suas fronteiras.
Este é o grande jogo estratégico em torno da Ucrânia onde o interesse das populações que não os das pequenas tribos oligárquicas que as dominam, são a última coisa a ter em conta, sem perderem de vista, no entanto, a necessidade de anestesiar os povos com a propaganda, a demagogia e a mentira. 
Já se viu que nem a Casa Branca nem os contribuintes norte-americanos  estão dispostos a apostar muito neste poker no qual os interesses do povo ucraniano estão ausentes.
Uma Ucrânia hostil à Rússia traria a esta perdas muito superiores aos ganhos que daí adviessem para Washington ou Berlim por isso todos os “jogadores” tem presente que a Rússia está disposta a aumentar a parada para lá da que é aceitável àquelas capitais.  
Não sendo possível comprar a Ucrânia a baixo preço a normalização por via negocial prevalecerá e já está a fazer o seu caminho.
Nestas “guerras” geoestratégicas,
Receio que a população que acorreu à praça Maidan, justamente descontente com o seu governo corrupto e que viu a sua luta ser aproveitada por grupos terroristas bem organizados da extrema-direita, incluindo nazis, vá sofrer uma grande desilusão com a sua entrada ou aproximação à UE.
O FMI já está a “ajudar” e os EUA, assim como Berlim, levando Bruxelas a reboque, também emprestarão dólares e euros mas com juros e contrapartidas político-sociais, a um preço que nós conhecemos mas os ucranianos nem sonham.  
Na sua crónica “Um mundo de trevas?”, no Público de ontem, António Correia de Campos, oferecia-nos o perfume da ”ajuda” que o FMI, Washington e Berlim (oficialmente a UE) aprontam para “salvar” a Ucrânia. Uma espécie de troica com a conhecida austeridade e correspondente agravamento das assimetrias sociais: privatizações, ricos mais ricos e pobres mais pobres, com a débil classe média a desaparecer .
Diz Correia de Campos:
«A Ucrânia recebeu a promessa de 13 mil milhões de euros do FMI, aos quais se seguirá mais um milhar de milhões dos próprios Americanos, se o Congresso concordar, e mais algum da União Europeia. As condições são ferozes, mas estão em linha com a gravidade do despautério em que a Ucrânia tem vivido.
O preço do gás vai duplicar e o da gasolina quintuplicar. As pensões virão para metade e a frota de viaturas do estado vai ser leiloada. Provavelmente os preços administrados passarão a preços de mercado o que significa que transportes públicos, habitação, aquecimento, água e electricidade, educação e saúde passarão a ser pagas por valores reais. Ou seja, com vinte anos de atraso em relação às restantes repúblicas da antiga URSS, o país fará a sua entrada abrasiva na órbita do capitalismo. Duvido que queira aderir à União Europeia. Os Ucranianos sentirão na pele, além do frio do próximo inverno, a penúria por perda do equilíbrio precário em que viviam. Passarão anos a braços com o FMI e o Banco Mundial. »

Comments:
Caro Narciso,
Vamos ser um pouco mais otimistas e esperar que a Ucrania consiga se sair tão bem como a Polonia, que é o único pais europeu que continua crescendo e sem recessão...
abç
Cassiano

 
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