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2015-10-09

 

Putin com "uma estratégia equivocada" na Síria :-)

«O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, afirmou nesta quarta-feira, na Itália, que a Rússia utiliza "uma estratégia equivocada" na sua ofensiva aérea na Síria e reiterou que Washington não colaborará com Moscovo enquanto os bombardeios prosseguirem.» 
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Síria[Dados de The World Factbook - CIA disponíveis na net]
Área: 185.000 Km2 [quase duas vezes Portugal].
População: 22.457.336 (2013). Árabes 90.3%, Kurdos, Armenios e outros 9.7%.
Regime: República, regime autoritário, laico, liberdade para as diferentes religiões.
Parlamento: 250 deputados eleitos por 4 anos.
Partidos legalizados: 6, partidos kurdos não legalizados 16.
Voto aos 18 anos para homens e mulheres.
Idade média da população: 22,7 anos (Portugal 40,7) Mortalidade infantil por 1000 nascimentos: 14,63 (Portugal 4,54, EUA 5,9)
Religião: Sunitas 74%, outros islamitas incluindo alauitas, druzos: 16%, Cristãos vários: 10%, Judeus: pequenas comunidades em Damasco, Al Qamishli, e Aleppo.
PIB per capita: 5.100 dólares, em 2011 (Portugal 23.800 dólares, em 2012)

Serviço militar obrigatório para os homens 18 meses a partir dos 18 anos. As mulheres podem prestar serviço militar voluntário
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Mas que se passa então? A Rússia apoia o governo da Síria e está a bombardear, parece que com grande eficácia, os terroristas do Estado Islâmico e também os terroristas financiados pelos EUA, pela Arábia Saudita,  pelo Qatar e pela Turquia, a Al-Nusra, a Frente Islâmica, o Exército Livre da Síria, o Exército dos Mujahedins, a União Islamita, a Aliança Mujahedin Wa-Ansar, etc., que conquistaram uma grande parte do território e estão uns e outros apostados em derrubar Bashar Al-Assad e ao mesmo tempo em se derrubarem uns aos outros.

Esses bombardeamentos "errados" puseram em chamas um comboio de dezenas de camiões autotanque do "Estado Islâmico" carregados de petróleo que vendem a metade do preço, à Turquia e à França e talvez a companhias norte-americanas e são uma importante fonte de financiamento. Ora isto irrita sobremaneira o Tio SAM e a NATO que estão muito preocupados com os mísseis russos e os seus aviões que, confirmaram agora, detectam os caças indetectáveis norte-americanos. Já vão enviar tropas para a Turquia que quer esmagar o Estado Islâmico? Não. Os Kurdos.

E vistas as coisas assim a estratégia de Putin é errada, explica o Sr Ashton Carter. Errada para uns certa para outros! É assim a vida.
Mas afinal que objectivos visam tais estratégias. A Rússia apoia Bashar al-Assad porque este permite-lhe uma muito conveniente base naval no Mediterrâneo e manter influência naquela região nevrálgica. 

Os EUA querem derrubar o regime sírio porque é uma ditadura má como era a da Líbia de Kadafi e a do Iraque de Sadan desde que este deixou de ser um amigo dos EUA após a guerra com o Irão (1980-88). 
Tal como fizeram no Iraque, na Líbia, na Ucrânia, e anteriormente pela América Latina e o resto do mundo, os EUA acham-se no direito de intervir militarmente, ou organizando golpes de militares ou com grupos terroristas por si financiados para derrubar os governos que guardam para si as riquezas naturais dos seus países e teimam em não se submeter às ordens de Washington.
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Por vezes, mas cada vez menos desde o desaparecimento da URSS, invocam os pretextos da defesa das liberdades, da democracia, dos direitos humanos, etc. apesar de serem aliados e "muito amigos" das mais ferozes e retrógradas ditaduras da região como a Arábia saudita e países do Golfo.
O governo de Damasco quer o petróleo, o gás e as restantes riquezas para a Síria em vez de as subordinar aos interesses das petrolíferas e multinacionais norte-americanas. E isso os EUA consideram uma intolerável ofensa à SUA liberdade. 

Apesar de ditaduras, mais ou menos disfarçadas de democracias, a Líbia e a Síria, com eleições e partidos políticos, com regimes laicos, sem a escravatura de metade da população, as mulheres, com liberdade religiosa, porque defendiam os seus interesses nacionais foram invadidas e lançadas no caos.  
Sobre a Síria também "postei" aqui e aqui .

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