2011-02-05
Breves
1 . A UE de Merkel e Sarkosi
A Senhora Merkel e o Senhor Sarkosi, sem passar cartão aos restantes membros da UE, decidiram que as medidas que a UE devia ter tomado há muito tempo serão tomadas daqui a uns meses. Aumento do fundo de apoio aos países em maiores dificuldadescom a dívida, versatilidade no seu uso, etc. e passos na união económica (coisa que vem com o atraso de anos) com incidênca na área orçamental, fiscal e outras. Mas... mas como se faz na Alemanha. Assim a modos que a partir de agora somos todos ALEMÃES.
A Senhora Merkel e o Senhor Sarkosi, sem passar cartão aos restantes membros da UE, decidiram que as medidas que a UE devia ter tomado há muito tempo serão tomadas daqui a uns meses. Aumento do fundo de apoio aos países em maiores dificuldadescom a dívida, versatilidade no seu uso, etc. e passos na união económica (coisa que vem com o atraso de anos) com incidênca na área orçamental, fiscal e outras. Mas... mas como se faz na Alemanha. Assim a modos que a partir de agora somos todos ALEMÃES.
2. Mubarak sai, não sai, sai, não sai.
Obama envia recados para que saia já. Parece que a Washington agrada a ideia de que a transição seja dirigida pelo recém nomeado vice-presidente, o general na reserva, Omar Suleiman, chefe dos serviços secretos e mais do que comprometido com o regime.
Não está descartado o perigo de, instalado um regime democrático, as eleições serem ganhas pela Irmandade Muçulmana e que esta a curto termo substitua a democracia por um regime teocrático. Só duas forças estão organizadas. O Exército que tudo tem controlado e os Irmãos Muçulmanos com sedes abertas por todo o país a funcionarem em pleno: as mesquitas! E que contam com o apoio que logicamente terá quem não só alimenta as almas mas tem uma rede de ajuda aos estômagos dos mais carenciados.
No entanto, quem não arrisca não petisca e se os egipcíos estão à espera do meu conselho pois lá vai: arrisque-se pois é a única alternativa.
Esperemos que os sectores democráticos atraiam a parte mais sã do exército para que a democracia vença.
Etiquetas: Crise UE., Merkel Sarkosi, mubarak, Obama. Suleiman
2010-06-05
[1978] Equilibrar os OE é a última coisa que se deve agora fazer

Diz Paul De Grauwe, Prof de economia Internacional na Universidade Católica de Lovaina. É considerado um dos maiores especialistas da União Económica e Monetária europeia.
Extratos da entrevista ao Público de 2010-06-04:
"... Sempre pensei que se não fizermos algo para uma maior unificação política estaremos claramente em apuros. As tensões acumular-se-ão e haverá grandes problemas, que poderão ir até à ruptura da UEM.
......
As curas de austeridade destes países não correm o risco de alimentar uma nova recessão?
Precisamente. A pressão dos mercados e da Alemanha é muito perversa. Estes países estão sob pressão para reduzir a dívida pública demasiado depressa e o resultado é que transferem, de novo, o problema do sector público para o privado, como se fosse uma batata quente. Ou seja: a explosão da dívida privada foi durante a crise transferida para os governos. Agora, os governos são pressionados pelos mercados a fazer o contrário. Isto é um grande problema que poderá levar a uma recessão em "W" que tornará ainda mais difícil a redução da dívida.
...........
O que é que pensa que os líderes europeus deveriam fazer para sair da crise?
Certamente não o que estão a fazer agora, que é o que a Alemanha quer, ou seja, equilibrar os orçamentos. É uma ideia parva. O que precisam é de fazer alguma coisa em conjunto para eliminar os desequilíbrios da zona euro, e isso significa que a Alemanha terá de assumir também as suas responsabilidades. A Alemanha poderia fazer hoje alguma coisa para estimular a economia. Porque se Portugal, Espanha, Grécia ou Irlanda têm défices na balança de transacções correntes, isso também acontece porque a Alemanha tem excedentes na sua. E não se pode dizer que o primeiro grupo é mau e o segundo bom, porque não é assim que as coisas funcionam. A responsabilidade é dos dois lados. Houve erros em Portugal, mas também houve erros na Alemanha, com esta forma excessiva de construir excedentes nas exportações à custa dos outros. Agora é preciso fazer o contrário, porque senão entramos numa espiral deflacionista. Se Portugal e os outros reduzirem salários e se a Alemanha continuar a fazer o mesmo, teremos um grande problema. Os alemães têm de assumir a sua parte da responsabilidade, mas não querem.
Entrevista completa aqui.
Etiquetas: Crise UE., Paul De Grauwe


