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2008-12-29

 

Vou pôr-me a jeito...

Ando há uns tempos a pensar num "escrito" sobre a crise, um "escrito" em contra-ciclo. A isto chama-se atear a fogueira, não propriamente a da inquisição, essa fica com a igreja que ainda não resolveu nem assumiu todos os males que provocou, ou seja, em termos reais, preparo-me para levar com uns comentários pouco jeitosos e muito jocosos.

Vamos então lá ter com a crise. A questão que coloco do ponto de vista do cidadão/consumidor que todos somos, é a dos efeitos generalizados que me parecem errados e forçados, quantas vezes apenas por razões políticas. Não estou a referir-me, como é evidente, àqueles que beneficiam sempre das crises para acumular muito, ou seja, uns tantos grandes magnatas.

Na minha leitura da crise, há um vasto leque de pessoas que não estão em perda de poder de compra. Há grandes incertezas para onde esta crise irá, há medo generalizado, mas na realidade impactos gravosos só têm recaido sobre os que não têm emprego ou que o têm perdido, em muitos casos, por causa da crise.

Agora sobre os que não se enquadram nesta situação e, felizmente são muitos, a situação não piorou porque o aumento de preços não tem evoluído a ritmo acelerado, bem pelo contrário. Para esta camada da população, o custo de vida não tem sofrido alterações significativas.

Para as empresas, a situação é bem mais complexa: o preço do crédito aumentou, o acesso ao mesmo está mais dificultado, para além dos mercados se terem contraído.

Generalizar, como tem sido feito pela grande maioria dos analistas é viciar a leitura dos factos, pelo menos até ao momento.

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