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2009-03-04

 

Como domar o monstro da crise à solta?

pergunta o Raimundo. Para lá das medidas imediatas para minimizar o contágio da crise financeira à economia real é necessário reflectir o mais depressa possível sobre a regulação de toda a finança.

O exemplo da AIG é paradigmático: aquela que já foi a maior companhia de seguros do mundo vai agora no terceiro plano de recapitalização por parte do governo americano que é, por força das coisas, detentor de mais de 80% das acções. Podemos legitimamente perguntar por que razão o estado enterra tanto dinheiro na AIG, não seria mais são deixá-la falir como aconteceu com o banco Lehman Brothers? A perspectiva de uma falência da AIG é de tal forma assustadora que o governo americano não tem escolha.

Durante a bolha de crédito que deu origem à actual crise a AIG lançou-se no mercado dos Swaps de Crédito (Credit Default Swaps: CDS em inglês) sendo actualmente um dos maiores emissores destes contratos que protegem os compradores contra o risco de falência de empresas que emitem obrigações. Acontece que os CDS emitidos pela AIG em pleno período de bolha de crédito não foram tratados com as regras que regem habitualmente os seguros e que os obrigam a guardar provisões que permitam afrontar o risco que seguram. Partindo de hipóteses extremamente optimistas sobre o mercado de crédito (estava-se então em plena euforia) e usando como subterfúgio legal uma filial em Londres para escapar às regras estritas da regulação das companhias de seguros a AIG emitiu uma enorme quantidade de CDS que tem agora obrigação de respeitar. Se a AIG falir é de esperar uma reacção em cadeia de falências de instituições financeiras provocadas pela impossibilidade de pagar os CDS emitidos no passado, com consequências desastrosas para a economia real devido ao desaparecimento do crédito.

Este exemplo mostra bem que uma primeira medida urgente é que o estado esteja mais presente para impor o respeito das regras e que crie novas regras em domínios onde estas são inexistentes como por exemplo as agências de notação.

Na linguagem da bolsa um mercado que sobe é bullish (donde o touro) e um mercado que baixa é bearish (urso). A foto do touro da Broadway perto de Wall Street em New-York é de minha autoria.
Comments:
Meu caro Pedro há tempo já que ando com vontade te pedir uns posts a explicares-nos não a forma mágica de resolver a crise mas, conhecedor que és de modelos matemáticos para a finança nos explicasses alguns conceitos mais arrevesados usados no Casino Global a começar pelos Swaps e os vários produtos tóxicos. Ou melhor ainda como é q se chegou aqui.
Abraço.
A tua imagem desapareceu. Pelo texto concluo ser um touro. Que afinal fugiu. Vou tentar encontrar um para lá meter. Quando reencontrares o teu deita este fora.
Abraço
 
blogosferaeconimica no seu melhor. Ou não...

JN
 
Olá Raimundo, já voltei a por a minha foto do mesmo touro, espero que agora esteja melhor. Fica combinado que escrerei umas pequenas explicações técnicas sobre alguns derivados de crédito e acções, espero que isso não chateie muito os leitores.

um abraço
 
Boa Tarde,

Pedro Ferreira eu acho uma boa ideia que escrevas sobre esses assuntos acções e investimentos e já agora regras dos bancos sobre os mesmos.

JN
 
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