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2009-04-12

 

Mitos acerca da justiça...

Tenta-se povoar "a vida" com demasiados mitos. Mitos esses que só interessam aos poderes e à sua sustentação que, a todos os níveis, influenciam a sociedade e a vida das pessoas. Que só interessam aos poderes que dominam. O mito da justiça independente, isenta, livre de influências é um deles, ainda por cima exercida por gente que nem sujeita a sufrágio é. Que bonita justiça de Estado?!

E depois monta-se uma espécie de marketing para fazer igualar junto das pessoas estes mitos a "valores intrínsecos" desta ou daquela classe. É como a "infalibilidade do Papa", até quando fala do uso do preservativo.

Por muito que se esforcem os diversos operadores de Justiça para nos convencerem que ela actua independente de interesses, com isenção e tudo reside na consciência de cada operador, o dia a dia vem desmentir exactamente isso. Temos exemplos muito recentes de tão pouca isenção e de muita influência na decisão final das sentenças.

De forma simples. Ninguém acredita numa justiça isenta de influências. A toda a hora, cada processo, cada sentença mostra que nenhum dos valores que nos tentam impingir adere à vida real. Nada se passa como dizem.

Pressões? Mas o que é isso? É evidente que as há de todos os lados. Os indícios disso são mais ou menos visíveis consoante o jogo de poder nas instituições se encontra em cada momento. O problema "só existe" équando vezes as falhas de avaliação as deixam perceber.

Este artigo Viagem ao reino de Pinto Monteiro é um exemplo e exemplar e extensível a muitas outras situaçãoes na justiça e não só.

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Comments:
Aqui está uma boa reflexão. A justiça não é isenta,nem podia ser. Os justiceiros são "Homens". A questão de fundo é que ninguém controla os "justiceiros" que apesar de se digladiarem como se vê no caso do FReeport por razões políticas, eles formam uma corporação e defendem-se uns aos outros. É no desfazer desta questão que se radica a justiça injusta.Quem defendeu o Braga Parques e Pinto da Costa? Tudo muito pouco isento. Mas isso não prejudicou nenhum juiz.
 
Preservativo. Justiça. Gostei. Ligação perfeita em ascenso. Fode-se com o preservativo (do mal o menos) e a justiça fode-nos quando não temos padrinhos. E acreditem, padrinhos a sério apostem ou na Opus (vamos ter europeu açoreano) ou Maçons. O resto nem os preservativos nos safam. Vivam os preservativos e abaixo o "XVI", já não ou não nunca os teve, porque podia ser XX. Ele é infalível. Faltou imaginação na infabilidade.
 
Mitos? Só enfia quem quer.

Mas, de facto, há muita gente a querer enfiar-nos isso. Alíás, estamos em época em que até gente adulta e evoluída nos quer impingir muita coisa de religião. Não percebo. Não chateiem.Até a Luciana Abreu a cantar o hino nacional, agora mesmo! Que merda!
 
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