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2009-05-24

 

Autoeuropa e a Comissão de Trabalhadores

Tenho tentado acompanhar as negociações pela comunicação entre a direcção da Autoeuropa e a Comissão de Trabalhadores, porque não estamos perante uma empresa qualquer. Se houver algum descalabro, o impacto na economia é muito grande, arrasta a crise a uma série de outras, como as de componentes, pneus, etc.

Estamos perante trabalhadores que mostram maturidade e conhecimento das questões que envolvem a empresa.

A minha base, para esta opinião, fundamenta-se em que para além das reivindicações, os trabalhadores, através dos seus representantes, têm apresentado propostas/medidas de índole económica, o que é muito raro, normalmente não passam do caderno reivindicativo salarial.

Interessante por exemplo a proposta do "cluster do transporte internacional" sugerido.

Isso consiste em quê?

Em que os camiões que trazem peças do exterior para a Autoeuropa e regressam vazios possam enquadrar-se num tipo de organização que transporte mercadorias nos dois sentidos e, desta forma, aliviar os custos suportados que pesam bastante na estrutura de custos.

Medida acertadíssima, com algumas dificuldades de montar e de operacionalizar, mas que certamente há parceiros para tal.

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Comments:
Essa ideia não iria provocar despedimentos no sector dos transportes de mercadoras?
Qual o benefício?
Serem outros os prejudicados?
Não me parece uma boa solução.

Maria
 
Maria,

Dois aspectos positivos na Posição dos trabalhadores da Autoeuropa: a sua não rigidez na negociação e ir além da mera negociação salarial. Isto é extraordinariamente importante, pois não é normal nas negociações sindicais em Portugal. Certamente a sua integração na rede de Trabalhadores da WoksWagen ajude a tudo isto.
Quanto ao problema de fundo a que não fujo, não me parece que tenha esse efeito, até porque há mercado onde ir captar mercadorias para levar de Portugal para o exterior que em nada interfere com por exemplo o Luis SimÕes e outros. Mas a proposta deve ser vista a implemtada em articulação com outros operadores nacionais. É preciso iniciativa e imaginação.

João Abel de Freitas
 
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