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2009-07-20

 

A ARTE DE BRANQUEAR


Finalmente alguém leu seriamente a notícia do DN sobre a proposta de revisão constitucional do PSD/Madeira.
E esse alguém foi José Saramago, num artigo de opinião hoje publicado pelo jornal da Avenida da Liberdade.
Até o momento, confesso, tenho ouvido os maiores disparates - uns por falta de conhecimento, de leitura, de entendimento; outros, porque deliberadamente interessa deturpar.
É mentira que Alberto João Jardim afirmou aos 7 ventos não querer o fim do comunismo? É. Porque ele, realmente, nunca o disse. Mas fez muito melhor. Escreveu. E isso é VERDADE (pág. ao lado reproduzida a partir do original do projecto que irá ser discutido depois de amanhã no parlamento da Madeira. Clique para aumentar o tamanho).
A notícia do DN sustenta-se no que ESTÁ ESCRITO NA NOTA EXPLICATIVA da PROPOSTA DE REVISÂO CONSTITUCIONAL DO PSD/M entregue no parlamento regional.
Durante o dia houve reacções com Jardim a tentar dar a volta. Muitos opinaram a torto e a direito, com base nesta reacção e não no facto (a existência do documento e da nota explicativa do mesmo) sem nunca fazerem referência ao texto, o que é extraordinário.
Mas, afinal, o que é que interessava a alguns? Pelo visto, dizer que Jardim nunca tinha defendido o não consentimento do comunismo a par do fascismo na bendita revisão da Constituição. Pois. Como eu entendo. Há sempre alguém que precisa destas coisas. É bom viajar a expensas do erário público, é bom receber uma avençazinha para pareceres, estudos, etc, etc.
Mas ainda há mais. Afirmar-se que a actual proposta de revisão nada traz nada de novo porque é igual à de 2004 leva a questionar o seguinte: onde estão as notícias desta proposta de alteração nos artigos relativos à liberdade de associação e à perda de mandato de deputados na Assembleia da República? Ou será que, na altura, ninguém deu por nada?

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Comments:
AJJ provoca. Discuta-se o fundo da questão. Agora, o homem não escreveu quando está lá clarinho é fazer jogo de interesses e quando é a comunicação a dizê-lo é o descrédito total.
 
Não percebi o post anterior. Mas volto a reiterar que a alusão à proibição do comunismo consta do projecto do PSD/Madeira cujo presidente é Alberto João Jardim. E não vale a pena "bater na comunicação social". A páginas tantas, o PS por exemplo, reagiu a "declarações" de Jardim e não ao documento em si. Portanto, neste Estado-de-partidos anda tudo aos papéis...sem lê-los.
 
Não me meto em nenhum dos coments anteriores. Agora o que li no que Jardim apresentou no seu primeiro projecto é que equipara fascismo a comunismo e por isso defende o mesmo tratamento. Ora o que certos jornalistas e partidos dizem é que Jardim não disse isso. donde uma boa regra, primeiro ler e segundo falar ou escrever, para se distinguir quem anda no jogo de interesses.
 
Jardim provocador nato sempre à espreita de palco mais uma vez lá está. Agora certos jornalistas não foram correctos ao insinuar que ele não escreveu o que está escrito. Porquê? Só quem escreveu pode responder ou por ignorância ou na defesa de interesse muito pessoais.negativo e não abona em favor da classe.
Outra questão é defender que Jardim colocou um tema que merece reflexão, um tema de abrangência europeia.
 
Peço desculpa. Sou o autor do primeiro comentário. Saiu com gralhas deformantes porque não li. antes de colocar. O texto deveria ter sido: "AJJ provoca. Discuta-se o fundo da questão. Agora o homem escreveu. Está lá tudo clarinho. Dizer o contrário é fazer o jogo de interesses e quando é a comunicação a dizê-lo é o descrédito total". E foi. Portanto, senhora jornalista, não se ofenda,e não defenda a sua corporação como um todo. Não merece. E os jogos e intrigas na classe são do piorio.
 
No jornalismo deveria haver penalização para quem deforma factos objectivos. Por factos objectivos entenda-se aqueles sobre os quais não há dúvidas. Não se trata do problema do jornalismo de investigação, problema complexo.
Por outro lado, porque razão em todos os jornais, há uns quantos jornalistas privilegiados a opinar enquanto a grande maioria fica de bico calado? Quem lhes dá esse estatutode privilégio?
 
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