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2009-09-28

 

Deve & Haver (2)



A parte mais aborrecida para a direcção do PS, vai ser, exactamente, a do momento em que rejeitar a hipótese de alianças à esquerda. Voltará a ouvir-se, tal como Raimundo Narciso pré-anuncia no seu poste - Radicalismo, Arrogância e Cegueira, - que os partidos da esquerda radical (BE e PCP), se preparam para fazer exigências tais que qualquer entendimento será inviabilizado.

Além do mais, soletrando com dificuldade a palavra "negociação", quando se trata da esquerda, outro ouvido muito mais atento prestam a Francisco van Zeller (que veio hoje explicar o que o PS deve fazer em matéria de alianças), Mira Amaral, Leonor Beleza e Proença de Carvalho.

Qualquer aproximação, por ténue que fosse, do PS com os partidos à sua esquerda, levaria o patrão dos patrões e os políticos da "ponte Champalimaud", a uma severa reprimenda, temida e indesejada no Largo do Rato.

Às lágrimas de crocodilo e às penas com que lamentam a inviabilidade de um qualquer acordo à esquerda, sucedem-se os cantos celestiais com a "inevitabilidade" dos entendimentos ao "centro".

A inclinação do PS para um qualquer entendimento à esquerda é um filme que já se viu algumas vezes e que começou sempre, como está a recomeçar agora, por um falso casting.

Há, todavia, no poste (já referido) do meu amigo Raimundo Narciso, um outro elemento enternecedor que geralmente os socialistas evitam: o da crítica do capitalismo. Entre o "colapso" e a "revolução", os socialistas do PS costumavam (até à eclosão da última crise) adoptar as teses privatizadoras, cavalgando, a seu modo, a onda neo-liberal.

A lista das privatizações foi guardada à pressa, mas, felizmente, há registo do plano que chegaram a propor.

Agora, entalados pelas desgraças sociais para as quais deram uma contribuição inegável, não conseguem vislumbrar, entre o maximalismo nacionalisador e o minimalismo neoliberal, um sistema de regulação de inspiração socialista.

Transpirando erudição político-económica, interrogam: "E de que socialismo?"

Bom. Poderia ser mesmo daquele que, pela designação do próprio partido, continuam a arvorar na bandeira e nos boletins de voto.

Para começar, já não seria mau...

Ou estarão a pensar mudar de nome?


Comments:
Não... não faz falta mudar de nome. Precisam do seu histórico. Soares, Alegre e tarjectos mais recente à Socrates já chegados mais da direita. Ventos de todo o lado política de alinhamento já tão conhecido...
O nome serve mesmo bem... Em vésperas eleitorais recentes deputados seu apelaram ao voto no PS pela sua postura ( a sua ps e do PS) social democrata.
Vá lá... nas páginas dos jornais europeus a 28 FOTOGRAFIA a grande e VITÓRIA eleitoral era a da eleição alemã país europeu onde tinha havido eleiçoes na véspera - 27...
E assim vai Portugal...
 
trajectos diria eu
 
Não vai haver grandes aborrecimentos amigo Manuel Correia até porque o presidente da CIP parece ter bons aliados "à esquerda" do PS que fazem deste o seu principal adversário.Se mantiverem o ataque cerrado chegarão mesmo aos 2 digitos em futuras eleições.Agora, mobilizar todas as forças da sociedade para termos no futuro um país mais livre,justo,desenvolvido e fraterno é que seria obra...
O rancor aos socialistas é que não leva a nada.È a "direita" dentro da esquerda
 
Caros João Riga e João,

nestas coisas, o melhor é mesmo ir ao essencial. Se o caminho for o das associações aparentes, não vamos longe. De um lado teremos, p.ex., o Louçã ou o Jerónimo a "parecer" que dizem a mesma coisa que outros adversários do PS; do outro lado, veremos os apoios entusiastas de Valentim Loureiro, Moita Flores, etc, às políticas públicas do Governo do PS, e o Manuel Dias Loureiro a elogiar Sócrates na apresentação da biografia autorizada do actual 1º Ministro. Para conversas sem destino, já nos basta a do Cavaco com Sócrates...
"Rancor" é um termo demasiado forte para colar a quem não está de acordo com os zigue-zagues do PS.

Cordialmente
 
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