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2009-12-17

 

[1880] Transparência nas remunerações milionárias

E se promovessemos na blogosfera um movimento que pressione o Governo ou a Assembleia da República a legislar a transparência das remunerações dos executivos dos bancos e das grandes empresas públicas e  privadas? Por exemplo bancos e empresas do PSI-20 ?

Nicolas Sarkozy e Gordon Brown unidos a favor da criação de um imposto extraordinário sobre os prémios bancários. ... Alistar Darling, ministro das Finanças de Gordon Brown, propõe um imposto de 50% sobre os prémios bancários superiores a 25 mil libras – cerca de 27 mil euros. As receitas deste imposto devem ser alocadas à educação e à saúde.
Também Barak Obama pretende emagrecer os "Gatos Gordos", os executivos dos grandes bancos americanos impondo limites aos bilionários prémios que, no meio da crise de que são responsáveis, continuam a distribuir entre si.
E por cá? Também existe o escândalo de tais remunerações e prémios milionários? Pois existem. Não com a sumptuosidade dos EUA mas demasiado escandalosos para a pobreza e precaridade reinante. Na banca nas grandes empresas públicas e privadas.
Um exemplo antigo mas actual:


Lucro do BCP em 2005: 753,5 milhões de euros (M€).
Distribuição sob a forma de prémio aos 9 administradores 4,16% dos lucros - 31,34 M€.

Administração
Remun. fixa
Remun. variável
Remun. Total Anual
Presidente
990.000
4.820.000
5.820.000
Vice-presidentes
692.000
3.370.000
4.062.000
Vogais
495.000
2.407.000
2.902.000


Por mês (12m/ano)
Remun. Euros
Remuner. contos
Presidente
485.000
83.000
Vice-presidentes
338.500
58.000
Vogais
241.833
42.000

O salário mínimo em 2005: 373,64 euros. Fonte suplemento "Economia" do DN de 2006-03-01.

Não haverá coragem ou vontade política para taxar fortemente as remunerações milionárias e canalizar a receita fiscal para serviços sociais redistribuindo a riquezas? Então ajudemos a criar tais condições pressionando o Governo ou a AR a legislar a obrigatoriedade da publicitação de tais remunerações nos sites das respectivas bancos ou empresas de modo acessível. A opinião pública (e a expectativa de votos da próxima eleição) ajudará os partidos a definirem-se e alguns a tomar medidas.

Comments:
Enquanto o grosso destes movimentos continuar a passar pelos paraísos fiscais a sua taxação é apenas um "wishfull thinking".
 
Se passar pelo offshore da Madeira, todos garantem - governo da Repúbica e regional - que o Banco de Portugal controla. Vamos lá ver se é verdade!
 
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