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2011-01-29

 

A revolta alastra pelo mundo árabe



Uma onda de revolta assola o mundo árabe dominado por ditaduras ou regimes semifeudais, como na Arábia Saudita, que têm condenado grande parte da população à miséria, ao desemprego e à falta de perspectivas, em especial para os jovens.
O rastilho incendiou-se na Tunísia, abala fortemente o Egipto (82 milhões de habitantes), o principal pilar do mundo árabe, onde Mubarak já demitiu o governo para tentar, sem êxito, parar a revolta e o Iemen (23 M), onde grandes manifestações em Saná, exigiram o fim do regime tirânico de Ali Abdalá Saleh. Mas a "Revolução do Jasmim" já contagiou com manifestações de rua a Arábia Saudita (28 milhões habitantes), a Síria (20 M) e a Jordânia (6 M) onde a população saiu à rua, reiteradamente, nas últimas três semanas, a exigir a demissão do Governo .
Do maior alcance é o que se passa no Egipto pela sua importância no mundo árabe e onde os protestos e desafios ao estado de sítio alastraram a todo o país, aliás, como na Jordânia.
A estação de televisão Al Jazira, os telemóveis e a internet têm sido instrumentos decisivos na organização e mobilização popular, em países onde as oposições tem sido destroçadas e silenciadas. O maior ou menor sucesso desta onda de protestos depende da capacidade de rápida organização de estruturas representativas da população que saiu à rua, do surgimento de líderes genuínos que defendam os seus interesses, da capacidade de impedir que estruturas "maquilhadas" do poder abalado o recuperem através de medidas de fachada e, e... da capacidade de abalar, ou atrair, mesmo que parcialmente, as respectivas forças armadas.

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