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2011-02-18

 

Povos que tanto menosprezávamos

As chamas da revolta ateiam por todo o mundo árabe e reacendem no Irão que sendo muçulmano, xiita, não é árabe mas sofre dos mesmos males. Desemprego, grandes desigualdades sociais, falta de perspectivas de futuro digno,  falta de liberdade, ausência de democracia, repressão brutal.
Subi lá acima ao alto do Puxa Palavra e saudei de longe os povos do Magreb e Médio Oriente e muito especialmente os jovens - os Deolinda de lá - pela sua coragem e determinação pela grande lição que dão ao mundo.
Saudo-os com aquela certeza de que eles é que saberão descobrir o caminho que consolide as vitórias já conseguidas e as outras que têm de conquistar.
Tunísia, Egipto, Iemen, Bahrein, Líbia, Síria, Jordânia, Irão e os outros, sem esquecer a Arábia, propriedade da família Saud, de nome completo Arábia Saudita.

Li algures que alguém, daqui do rectângulo, vai à Tunísia ensinar o nosso 25 de Abril, a nossa revolução. Seria bom que trouxessem de lá alguns ensinamentos.
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Corre pela web que Mubarak teria por bancos da Suiça, Reino-Unido, França e por esse mundo de Deus afora um aforro de 50 mil milhões de euros.

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2011-01-29

 

A revolta alastra pelo mundo árabe



Uma onda de revolta assola o mundo árabe dominado por ditaduras ou regimes semifeudais, como na Arábia Saudita, que têm condenado grande parte da população à miséria, ao desemprego e à falta de perspectivas, em especial para os jovens.
O rastilho incendiou-se na Tunísia, abala fortemente o Egipto (82 milhões de habitantes), o principal pilar do mundo árabe, onde Mubarak já demitiu o governo para tentar, sem êxito, parar a revolta e o Iemen (23 M), onde grandes manifestações em Saná, exigiram o fim do regime tirânico de Ali Abdalá Saleh. Mas a "Revolução do Jasmim" já contagiou com manifestações de rua a Arábia Saudita (28 milhões habitantes), a Síria (20 M) e a Jordânia (6 M) onde a população saiu à rua, reiteradamente, nas últimas três semanas, a exigir a demissão do Governo .
Do maior alcance é o que se passa no Egipto pela sua importância no mundo árabe e onde os protestos e desafios ao estado de sítio alastraram a todo o país, aliás, como na Jordânia.
A estação de televisão Al Jazira, os telemóveis e a internet têm sido instrumentos decisivos na organização e mobilização popular, em países onde as oposições tem sido destroçadas e silenciadas. O maior ou menor sucesso desta onda de protestos depende da capacidade de rápida organização de estruturas representativas da população que saiu à rua, do surgimento de líderes genuínos que defendam os seus interesses, da capacidade de impedir que estruturas "maquilhadas" do poder abalado o recuperem através de medidas de fachada e, e... da capacidade de abalar, ou atrair, mesmo que parcialmente, as respectivas forças armadas.

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