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2011-08-26

 

Agora os ricos portugueses vão pagar a dívida à Tróika?

Deixa-me rir... deixa-me rir!!!

Mas o Presidente Cavaco não se ri. "Acredita" mesmo, ou sendo politicamente correcto, "tem porta aberta em Belém" para "o imposto" sobre os ricos.

Esta moda que começou nos EUA, atravessou o Atlântico e aterrou na Alemanha, Espanha e França, tem porta aberta em Belém. Até o António José Seguro já anda a estudar a situação, nem percebi se para rico se o imposto.

Não pensem que estou contra o imposto sobre os ricos. Mas quase de certeza estarei contra o que vai ser, se o for, estabelecido. Se for na base do IRS não vale a pena. Os ricos quase não pagam IRS.

Sejamos claros. Se o Sr . Américo Amorim ( a pessoa tida como mais rica no País) paga pouco mais do que eu de IRS, paga muito menos que um Herman ou que um MRS, meus caros amigos, não podemos chamar a isto um imposto sobre os ricos, estimado e pago na base do IRS. .

Um imposto sobre as fortunas com conta, peso e medida de acordo. Outra forma não passa de demagogia e propaganda.

Mas segundo li Cavaco Silva não quer esta via. Se até Medina Carreira discorda do Presidente é de se interrogar para onde caminhamos.

Deixem-se de fantochadas. Se o imposto é mesmo para ser a sério. Avancemos. Se é uma esmolinha, dispenso.

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Comments:
Pela primeira vez, pelo que li, dou razão a Medina Carreira. Ou é um imposto especial sobre as grandes fortunas/património global, ou então é um imposto sobre os mais altos rendimentos. Esta última hipótese é mais do mesmo e as grandes fortunas ficam de fora porque não são "agarradas".
De qualquer modo, tem algum melindre a determinação da base tributária do imposto sobre as grandes fortunas.
 
No caso de ainda não teres actualizado o endereço. Abraço.
O TEMPO DAS CEREJAS NÃO ACABOU, APENAS MUDOU DE MORADA.
 
De «Zé T.» a 29 de Agosto de 2011 em http://Luminária.blogs.sapo.pt

IMPOSTOS INJUSTOS
Tributar as grandes fortunas, património, heranças/doações e/ou os grandes rendimentos ?

Não sejamos ingénuos.

1- a ''oferta/benevolência'' destes RICOS é no interesse deles próprios, com medo que governos lhes 'ataquem' exactamente onde lhes pode fazer mossa... ou que a turba popular enfurecida lhes parta/incendeie/assalte bens e ... - aliás, nesse sentido, os mais esclarecidos, já estão a ''pedir'' aos líderes sindicais e de outras organizações de trabalhadores e populares que controlem/conduzam 'ordeiramente' as manifestações que aí virão... servindo de ''válvula de escape'' da frustação e descontentamento mas não deixando ''descarrilar'' o povão.

2- o que pode ser tributado (mais), segundo as regras existentes ... é através de IRS, do IRC, do IMI, e Imposto sobre capitais/transações financeiras.

2.1- IRS pagam os trabalhadores sob conta de outrém... e aí deveriam ser criados novos escalões para os mais altos pagarem mais... mas o que se tem visto é precisamente ficar no último escalão tanto os rendimentos mensais de 10.000 como os de 50.000 e mesmo 150.000 e mais...

2.2- IRC pagam as empresas que obtêm lucros e estão sedeadas em Portugal (excluindo o offshore !!! da Madeira)... e o que se vê é que a maioria :

221- das pequenas e médias empresas aqui sedeadas declaram que não têm lucros durante 2 anos e no terceiro têm lucros mínimos e vão repetindo o esquema (incluindo algumas variantes de facturas falsas, subfacturação, e falência ''fraudulenta legal'' transferindo os activos para nova empresa e deixando o passivo/dívidas a fornecedores e os trabalhadores ''a arder''...), isto é, na prática quase não pagam IRC (e fogem ao IVA, segurança social, ...IMI, derrama).

222- As grandes e lucrativas empresas têm a sua sede fiscal em offshores (Madeira, Holanda, Gibraltar, ilhas da Mancha e Caraíbas, ...Suiça, Liechenstein, Luxemburgo) e não pagam impostos/IRC aqui nem lá (apenas uma pequena taxa/ comissão de gestão contabilística...).

223- Os 'trabalhadores' grande accionistas e administradores ''turbo-dourados'' também fogem aos impostos/IRS (e de capitais) através de empresas offshores onde lhes são depositados as participações nos lucros, dividendos, juros, reformas douradas, chorudas comissões por intermediação, ''fringe benefits'', ... e eles, ''simples cidadãos trabalhadores'', apenas declaram um salário mixuruca (pelo qual é tributado e de que fazem descontos para a seg.social).

224- Património- Estes grandes accionistas/administradores e outros herdeiros de famílias ''muito bem'', gozam de excelentíssimos serviços e muitíssimo RICOS bens (moradias, herdades, carros topo de gama, aviões, férias, criados/empregados, almoços, festas, jóias, roupas, electrónica, ... cartões de crédito gold/platina e corporate, seguros de saúde, seguros de reforma, propinas de colégios e universidades, membros de clubes restritos, ... seguranças) ... mas, coitadinhos, esses serviços e bens legalmente NÃO são deles (são de empresas com sede fiscal em offshore)... eles (e os seus familiares) apenas os usufruem como BENEFÍCIO do seu alto cargo na empresa...
 
3.- conclusão.
de facto, os barões e baronetes desta República de-faz-de-conta, mandam usufruem e isentam-se de pagar impostos, seja de IRS, IRC, capitais, ...

apenas fica o IVA (e mesmo assim, como têm capacidade/facilidade muitas das aquisições que não são pagas pela empresa, são feitas no estrangeiro, onde o IVA até é mais baixo ou o devolvem no aeroporto) ...

e sobre o património (como grande parte dele está em nome de empresas offshore) também pouco ou quase nada pagam ...
apenas deixam em seu nome o mínimo e aquele que quase nada paga, como é o caso do imobiliário rural e antigo (herdades, quintas, mansões...) que nunca é actualizado decentemente, enquanto o IMI do urbano recente está elevadissimo, especialmente apartamentos e moradias que cresceram em Lisboa, Porto e arredores...

Resumindo:
Quem paga a crise e os serviços que o Estado disponibiliza a todos os cidadãos, (com honrosas excepções) são principalmente os TRABALHADORES, por conta de outrém, especialmente a 'classe média' (pois os pobres são isentos, e os ricos e os trabalhadores por conta própria 'isentam-se a eles próprios').

Até quando esta injustiça fiscal permanecerá?

Para quando a harmonização fiscal na U.Europeia?
e o fim dos offshores?
e a tributação das transações financeiras?

- Zé T.
 
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