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2013-04-16

 

Sobre a reforma das despesas de Estado

O título é propositado e mais correctamente deveria ser a racionalidade das despesas de Estado. Há dias ouvi na TSF umas frases do Prof. Valadares Tavares, pessoa conhecedora da matéria, até por obrigação dos cargos que já desempenhou, sobre as compras de Estado em que diz que não há controlo nem gestão adequada.

A minha experiência nesta matéria é a seguinte. No meu tempo de dirigente da AP havia um central de compras, comandada pelo Ministério das Finanças. A partir de certa altura, tudo ou quase tudo passou a ser adquirido obrigatoriamente por via dessa central de compras.

No caso da minha instituição, o que mais pesava era a aquisição de equipamento de informática e consumíveis. Várias vezes me insurgi porque as aquisições via central ficavam mais elevadas no mínimo 20%. Mas tinha de ser, ponto final

Sou a favor de centrais de compras. Certamente não de uma apenas. Mas MF decide e claro lá está cumpre-se contra toda a lógica. Nenhuma inteligência na decisão, ou melhor falta dela. 

As centrais de compras têm de ser geridas com transparência e competência.

Não tenho presente a quanto montarão as aquisições do Estado no presente. Mas  de certeza a muitos milhares de milhões, o que significa que agindo de forma racional se poupariam uns bons milhares de milhôes. E nos tempos que correm.

A minha inteligência não atinge a razão dos altos cérebros deste governo e já agora de outros anteriores por nunca pegarem nestas coisas tão comezinhas e simples. Ou talvez perceba.

Quem se ri desta situação são os fornecedores.

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