2012-01-22
Cavaco Silva: Não sou parvo nem romancista russo
Revi a opinião que dei, dois posts abaixo, sobre o PR.
Cavaco Silva ao dizer o que disse, lá em cima no Porto, que tinha uma reforma de 1.300 euros, sem falar da outra que é maior, não foi patetice nenhuma, ele quis foi mostrar, numa de cultura, perto de Guimarães, que é tu cá tu lá com os nossos clássicos da poesia. E lembrou-se do Álvaro… não, não foi desse, foi do Álvaro de Campos, naquele poema
Cruzou por mim, veio ter comigo, numa rua da Baixa
“ …
Aquele homem mal vestido, pedinte por profissão que se lhe vê na cara,
Que simpatiza comigo e eu simpatizo com ele;
E reciprocamente, num gesto largo, transbordante, dei-lhe tudo quanto tinha
(Exceto, naturalmente, o que estava na algibeira onde trago mais dinheiro:
Não sou parvo nem romancista russo, aplicado,
E romantismo, sim, mas devagar...).
…
Coitado do Álvaro de Campos
…
Deu hoje, num gesto largo, liberal e moscovita,
Tudo quanto tinha, na algibeira em que tinha pouco àquele
Pobre que não era pobre, que tinha olhos tristes por profissão
… “
Cavaco Silva qual Álvaro de Campos falou da reforma que tinha numa das algibeiras excepto, naturalmente, da que estava na algibeira onde traz mais dinheiro.
Que não é parvo nem romancista russo…
Cavaco Silva ao dizer o que disse, lá em cima no Porto, que tinha uma reforma de 1.300 euros, sem falar da outra que é maior, não foi patetice nenhuma, ele quis foi mostrar, numa de cultura, perto de Guimarães, que é tu cá tu lá com os nossos clássicos da poesia. E lembrou-se do Álvaro… não, não foi desse, foi do Álvaro de Campos, naquele poema
Cruzou por mim, veio ter comigo, numa rua da Baixa
“ …
Aquele homem mal vestido, pedinte por profissão que se lhe vê na cara,
Que simpatiza comigo e eu simpatizo com ele;
E reciprocamente, num gesto largo, transbordante, dei-lhe tudo quanto tinha
(Exceto, naturalmente, o que estava na algibeira onde trago mais dinheiro:
Não sou parvo nem romancista russo, aplicado,
E romantismo, sim, mas devagar...).
…
Coitado do Álvaro de Campos
…
Deu hoje, num gesto largo, liberal e moscovita,
Tudo quanto tinha, na algibeira em que tinha pouco àquele
Pobre que não era pobre, que tinha olhos tristes por profissão
… “
Cavaco Silva qual Álvaro de Campos falou da reforma que tinha numa das algibeiras excepto, naturalmente, da que estava na algibeira onde traz mais dinheiro.
Que não é parvo nem romancista russo…
Etiquetas: Álvaro de Campos, Cavaco Silva, Cruzou por mim.
2010-06-29
[1988] Afinal os bancos ganham pouco. Temos de os ajudar
Mário Crespo, Medina Carreira e Nuno Crato debatem a situação bancária em Portugal com o presidente da Associação Portuguesa de Bancos António Sousa.
Quem tiver paciência pode ver e ouvir o que disseram com um clic aqui em baixo.
Quase só falou António de Sousa o que em certa medida salvou a conversa. Mas ele não estava ali para pôr a nu as habilidades do "sistema financeiro" com os "produtos tóxicos" e outras actividades mafiosas. António de Sousa não foi ali explicar como os bancos e o sistema financeiro esbulham (roubam é o termo) a riqueza criada por quem trabalha; como podem levar à falência países inteiros ou a crises tão graves como a que o mundo vive desde 2008. Crises pagas invariavelmente pelas classes médias e os trabalhadores.
António de Sousa explicou que afinalos bancos ganham muito pouco. Com os bens próprios e que, coitados a maior parte (dos fabulosos) lucros vem de aplicações financeiras, dividendos, etc.
Fez-me lembrar Álvaro de Campos em
"Cruzou por mim, veio ter comigo, numa rua da Baixa
Aquele homem mal vestido, pedinte por profissão que se lhe vê na cara,
Que simpatiza comigo e eu simpatizo com ele;
E reciprocamente, num gesto largo, transbordante, dei-lhe tudo quanto tinha
(Excepto, naturalmente, o que estava na algibeira onde trago mais dinheiro:
Não sou parvo nem romancista russo, aplicado,
E romantismo, sim, mas devagar...) .......... " ( Texto e video com poema dito por João Villaret)
Os bancos, segundo António de Sousa, pobrezinhos ganham muito pouco (excepto, naturalmente, o que ganham na algibeira onde trazem mais dinheiro. Sim que o banco não é parvo nem romancista russo, aplicado, e romantismo, sim, mas devagar...).
Etiquetas: Álvaro de Campos, António de Sousa, BANCOS, lucros



