2011-10-28
Houve perdão da dívida grega?
Falou-se e escreveu-se muito (eu escrevi...) que o perdão da dívida grega seria de 50%.
À medida que vamos dominando melhor a informação que nos chega, a realidade parece bem outra. E naquilo que resta será mesmo um perdão a sério?
Alguns dados para raciocínio.
Os empréstimos públicos recebidos pela Grécia do FMI e UE somados aos títulos do tesouro comprados pelo BCE correspondem a 30% da dívida grega. Ora, o "perdão", assim, só incide sobre os restantes 70%, ou seja, 35%, uma vez que os montantes (FMI+BCE+UE) não entram.
Segundo aspecto, estamos de facto perante um "perdão"?
O mecanismo do perdão consiste no seguinte, segundo entendi. Os bancos credores vão trocar os títulos da dívida grega que valem zero por títulos a 30 anos, cujo reembolso é garantido nessa data pelo FEEF e, durante estes 30 anos, esses bancos recebem um juro anual pelos respectivos montantes "perdoados".
Ao fim e ao cabo o perdão é pago pelo povo grego transformando-se num bom negócio.
Tanto alarido para uma solução destas da Cimeira!!.
Esta matéria merece análise aprofundada. Quem saiu beneficiado: a Grécia ou os bancos?!
À medida que vamos dominando melhor a informação que nos chega, a realidade parece bem outra. E naquilo que resta será mesmo um perdão a sério?
Alguns dados para raciocínio.
Os empréstimos públicos recebidos pela Grécia do FMI e UE somados aos títulos do tesouro comprados pelo BCE correspondem a 30% da dívida grega. Ora, o "perdão", assim, só incide sobre os restantes 70%, ou seja, 35%, uma vez que os montantes (FMI+BCE+UE) não entram.
Segundo aspecto, estamos de facto perante um "perdão"?
O mecanismo do perdão consiste no seguinte, segundo entendi. Os bancos credores vão trocar os títulos da dívida grega que valem zero por títulos a 30 anos, cujo reembolso é garantido nessa data pelo FEEF e, durante estes 30 anos, esses bancos recebem um juro anual pelos respectivos montantes "perdoados".
Ao fim e ao cabo o perdão é pago pelo povo grego transformando-se num bom negócio.
Tanto alarido para uma solução destas da Cimeira!!.
Esta matéria merece análise aprofundada. Quem saiu beneficiado: a Grécia ou os bancos?!
Etiquetas: BANCOS, Grécia, Perdão da dívida
2010-11-29
Empresta-me aí o teu dinheiro a 1% para eu tu emprestar a 7
Segundo o Público de ontem (artigo de Cristina Ferreira e Paulo M Madeira, sem link) os três maiores bancos privados portugueses, o BCP, o BES e o BPI, entre 30 de Março e 30 de setembro deste ano, aumentaram os seus empréstimos ao Estado português em mais de 2.000 milhões para um total de cerca de 9.100 milhões de euros.
Como conseguem estes bancos, e em especial os grandes bancos e fundos estranjeiros, "ajudar" Portugal a ultrapassar a crise? Vão pedir ao BCE, o banco da União Europeia, que lho empresta a 1% para eles emprestarem ao Estado português a mais de 6%.
Portanto o Banco Central Europeu, criado com o dinheiro dos Estados europeus e que deveria existir para servir as economias dos Estados da União e os respectivos povos, serve afinal, como se sabe, em primeiro lugar os interesses dos maiores bancos que são por acaso dos banqueiros dos países mais poderosos.
Causa admiração? Não, porque os bancos e os sistemas financeiros, o bancário e o paralelo, funcionando como a direita "liberal" defende, sem Estado e sua regulação a atrapalhá-los, funcionando de acordo com as regras do santificado mercado, estão aí é para ganhar dinheiro, não é para salvar economias, ou minorar o sofrimento dos milhões de pessoas atingidas. E quem causticam mais? Onde é possível ganhar mais dinheiro, obter juros mais altos, nas economias que estão em risco de se afundar. Mas isso vai lançar no desemprego, na miséria e no desespero uma grande parte da sua população? Pois, é pena, não é por maldade, até preferiam que isso não acontecesse, mas... paciência eles não estão cá para cuidar das pessoas (das outras pessoas) ou dessa coisa subversiva chamada justiça social.
Percebe-se.
Mas então e os governos? Os governos que nós elegemos? Bem, os governos... os governos... pelo menos aqueles dos países mais poderosos... coitados o que lhes parece mais compensador é favorecer os banqueiros e a oligarquia que eles representam, pois assim terão para si e as suas famílias a sua gratidão.
Fatalidade? Sim, enquanto as vítimas não se levantarem e não mudarem as regras do jogo.
Etiquetas: BANCOS, sistema financeiro.
2010-06-29
[1988] Afinal os bancos ganham pouco. Temos de os ajudar
Mário Crespo, Medina Carreira e Nuno Crato debatem a situação bancária em Portugal com o presidente da Associação Portuguesa de Bancos António Sousa.
Quem tiver paciência pode ver e ouvir o que disseram com um clic aqui em baixo.
Quase só falou António de Sousa o que em certa medida salvou a conversa. Mas ele não estava ali para pôr a nu as habilidades do "sistema financeiro" com os "produtos tóxicos" e outras actividades mafiosas. António de Sousa não foi ali explicar como os bancos e o sistema financeiro esbulham (roubam é o termo) a riqueza criada por quem trabalha; como podem levar à falência países inteiros ou a crises tão graves como a que o mundo vive desde 2008. Crises pagas invariavelmente pelas classes médias e os trabalhadores.
António de Sousa explicou que afinalos bancos ganham muito pouco. Com os bens próprios e que, coitados a maior parte (dos fabulosos) lucros vem de aplicações financeiras, dividendos, etc.
Fez-me lembrar Álvaro de Campos em
"Cruzou por mim, veio ter comigo, numa rua da Baixa
Aquele homem mal vestido, pedinte por profissão que se lhe vê na cara,
Que simpatiza comigo e eu simpatizo com ele;
E reciprocamente, num gesto largo, transbordante, dei-lhe tudo quanto tinha
(Excepto, naturalmente, o que estava na algibeira onde trago mais dinheiro:
Não sou parvo nem romancista russo, aplicado,
E romantismo, sim, mas devagar...) .......... " ( Texto e video com poema dito por João Villaret)
Os bancos, segundo António de Sousa, pobrezinhos ganham muito pouco (excepto, naturalmente, o que ganham na algibeira onde trazem mais dinheiro. Sim que o banco não é parvo nem romancista russo, aplicado, e romantismo, sim, mas devagar...).
Etiquetas: Álvaro de Campos, António de Sousa, BANCOS, lucros
2010-02-06
JORNALISMO NO BRASIL. OS BANCOS
Etiquetas: BANCOS, JORNALISMO


