2016-09-28
MARIANA MORTÁGUA NUNCA DESILUDE!
A Mariana Mortágua é um grande quadro político, e a irmã Joana, que não tem tido tanta visibilidade, dizem-me que também o é.
Mariana tem intervenções políticas sempre relevantes, no conteúdo e na forma. Tem uma excelente capacidade de comunicação. Não se lhe nota nem vaidade nem arrogância. É simpática e ainda tanto ela como a irmã são bonitas. Arre que é demais!
Encontrei o pai, faz tempo, numa concentração qualquer, no Largo Camões e dei-lhe os parabéns. Olhou-me com ar perscrutador: onde é que este gajo quer chegar. Parabéns pelas filhas que tens, Camilo! Que são grandes quadros políticos e seguramente o orgulho da família!!
Não sou propriamente um íntimo do Camilo Mortágua mas, encontramos-nos por vezes e fomos companheiros de luta. Em exércitos diferentes mas com o mesmo inimigo. Ele na Luar e eu na ARA.
O BE está bem entregue e numa altura em que estive com o Francisco Louçã que várias vezes em que me via me interrogava «mas quando é que te inscreves no Bloco?» ora, dizia eu, encontrei o Louçã e provoquei-o: "desde que entregaste o BE às mulheres aquilo está muito melhor".
Tenho pena que sérios problemas de saúde tenham afastado o meu velhoe querido amigo João Semedo do importante papel que tinha.
Aconselho-vos este vídeo e verão que não se arrependem.
Etiquetas: Bloco de esquerda, desigualdade.
2011-02-17
As Moções de Censura e a Irresponsabilidade política
No início do mês Jerónimo de Sousa ameaçou o Governo com a possibilidade de apresentar uma moção de censura. Bernardino Soares na AR a 7 de Fevereiro repete a ameaça. Em seguida o PCP recuou lembrando que aquela era uma medida que tinha sempre ao seu dispor e insinuando que não estava a anunciar que iria apresentá-la, pelo menos no imediato.
O PSD bateu palmas e deixou entender que não excluía em princípio o seu apoio. O Bloco de Esquerda criticou a iniciativa mas para surpresa de todos a 10 de Fevereiro, na AR Louçã anuncia, com uma retórica de grande agressividade contra o Governo, a apresentação de uma moção de censura precisamente daí a um mês. Moção de censura/bomba de relógio a prazo. Para fragilizar a capacidade negocial do país, no actual momento, não era possível fazer melhor.
PSD e CDS tratam de dizer que a sua posição depende dos termos da moção e que vão avaliar a situação.
PSD e CDS tratam de dizer que a sua posição depende dos termos da moção e que vão avaliar a situação.
José Manuel Pureza na AR informa que a moção de censura é contra o Governo e contra o PSD porque este apoiou o governo nos PEC's etc. oferecendo um pretexto ao PSD e ao CDS para não apoiarem a iniciativa.
No dia 14 de Fevereiro o CDS informa que não votará a favor da moçãode censura do BE e a 15 o PSD diz que se absterá se ela for apresentada.
Assim que consequências tiveram estas brilhantes iniciativas do PCP e do BE? Criaram um clima de instabilidade política que era o que ao país menos interessava face à necessidade de recorrer neste período a vultosos empréstimos e criou condições a um agravamento dos juros que se traduzem em centenas de milhões de euros a entregar à rapinagem dos emprestadores.
O resultado foi um prejuízo para o país que atingirá com maior ênfase a parte da população que menos o pode suportar e que PCP e BE pretendem que seja a sua base social de apoio.
Mas que objectivo pode ter uma moção de censura senão o derrube do Governo e provocar eleições? E como o momento é favorável à vitória da direita não se pode deixar de concluir que PCP e o BE pretendiam oferecer, grátis, à direita a oportunidade de governar para... agravar, e muito, todas aquelas medidas do Governo que eles desapoiam.
Se o objectivo do BE era ganhar ao PCP na competição da asneira conseguiu. Se era demarcar-se do PS para branquear a proximidade no apoio ao candidato a PR de Manuel Alegre a iniciativa só poderia representar imaturidade política.
Eis o resultado da irresponsabilidade política e do radicalismo inconsequente com iniciativas de ilusionismo partidário.
Eis o resultado da irresponsabilidade política e do radicalismo inconsequente com iniciativas de ilusionismo partidário.
Etiquetas: Bloco de esquerda, Francisco Louçã, moção de censura


