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2012-01-31

 

O que é a EMEL?

Teoricamente é uma empresa do Município de Lisboa para fiscalizar, multar e rebocar carros que não cumpram as regras de estacionamento, designadamente quem estaciona e não paga segundo os parquímetros.

A EMEL não é nada disso, porque se fosse até estaria quase 100% de acordo, se houvesse uma conduta equilibrada na sua actuação.

Que penso então da EMEL pela minha prática de cidadão, um grande consumidor de carro próprio em Lisboa e um grande cliente quer por multas quer pelo pagamento de parquímetros (3€/dia em média)?

Interrogo-me, se esta empresa dá prejuízo e os passeios continuam todos ocupados para que serve?

Se, em certas ruas, quem tem cunhas não paga e quem não tem paga multa quando ultrapassa uns segundos, para que serve?

Se, no mesmo local, Jardim Constantino, já fui multado por ultrapassar sensivelmente 20m uma vez pela quantia de 30€ outra vez por 2€45, onde está a justiça desta actuação? Resposta da EMEL "o fiscal chefe pode aplicar a lei que entender o simples fiscal não".(a terminologia fiscal chefe e fiscal simples é minha).

Agora inventaram outra forma de extorquir mais uns trocos. Os parquímetros, certamente não todos, só recebem moedas de 1€. Hoje na 5 de Outubro cruzamento da Miguel Bombarda era o que estava a acontecer comigo e mais pessoas. Só precisa de entregar um envelope num escritório de advogados um quarto de hora dava, tive de meter 1€ porque senão ou poderia pagar 30€ ou então cerca de 3€ se fosse "um mais baixinho" da EMEL.

Depois disto sei dizer o que é a EMEL. Uma empresa que só dá prejuízo, rouba e discrimina os cidadãos e acaba por não organizar os estacionamentos em Lisboa.

Muito bem, tragam mais empresas públicas como esta. O País fica extraordinariamente bem servido com serviços públicos maravilhosos e os cidadãos radiantes com os bons serviços que lhes prestam.

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2010-04-27

 

Memória

No dia 25 de Abril de 2010, o Movimento Não Apaguem a Memória! - NAM em parceria com a CML, inaugurou uma placa indicativa do lugar onde funcionou a sede da PIDE/DGS, na Rua António Maria Cardoso em Lisboa. Como se sabe o Estado alheou do dever de preservar a memória e de criar alí um núcleo museológico, como sucede por toda essa Europa em situações similares ligadas com a 2ª Guerra mundial, o nazismo, o fascismo. Sem vestígios de memória o negócio do imobiliário criou ali uma urbanização privada de luxo.
Pretendemos no local criar um memorial às vitímas da PIDE. Objectivo incluído no protocolo assinado com a CML em 25 de Abril de 2009. Outro objectivo constante desse protocolo uma exposição "A Voz das Vítimas" (Cooperação do NAM com Fundação Mário Soares e Instituto de História Contemporânea da UNL, e apoio da Comissão das Comemorações do Centenário da República) na antiga cadeia do Aljube, em frente da Sé de Lisboa, será inaugurada em Outubro deste ano. Também está em marcha outro objectivo desse protocolo  a criação, após esta exposição, de um museu da luta pela liberdade sob a tutela da CML no edifício da antiga cadeia do ALjube resultado da cooperação entre o NAM, o então ministro da Justiça Alberto Costa (ex-preso político no Aljube) que desocupou o edifício e o presidente da CML, António Costa.
Reportagem fotográfica aqui ao lado no Memórias, no site do NAM e no blog Caminhos da Memória.

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