A RTP, seguramente triste, com a migração do professor Marcelo para a TVI e consciente dos seus deveres de serviço público, desforrou-se e contratou alguém que explique aos parvos dos telespectadores, diariamente, a seguir ao telejornal, o que devem concluir das novidades do dia eleitoral e assim, votarem como deve ser, no dia 5.
Como na TVI Marcelo só impinge Passos Coelho, aquele jovem que, álacre, nos garante que o seu programa vai muito para lá dos precipícios da troica, a RTP para equilibrar, contratou então um propagandista do PSD "independente", João Marcelino, director do DN. A primeira vez que o ouvi só ouvi propaganda ostensiva ao PSD. Ostensiva não vá algum parvo não entender bem. Pensei: o homem, sendo "independente", dá uma no cravo e outra na ferradura e amanhã favorece o PS. Mas no dia seguinte outra vez PSD. Meditei, ah o tipo tem outra técnica, é de 2 em 2 dias. Ouvi então 3ª e 4ª e 5ª vez. Era sempre e só PSD, PSD, PSD. Concluí então que a técnica é outra e original. A sua omilia diária é a favor do PSD para estas eleições e para as próximas é que, para manter a "independência", será favorável ao PS.
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O DN tem on line de hoje (sexta 17/07/2009) o texto completo da proposta de revisão que Alberto João vai defender no próximo dia 22 na Assembleia Regional. Aceda, clicando em www.dn.pt, se pretende lê-lo. Na página 7 lá encontra a referência ao comunismo e à abolição do Estado Unitário.
Esta proposta, diz o juiz conselheiro Monteiro Dinis, neste momento ainda Representante da República na Madeira, depois de já ter sido Ministro da República para a Madeira, não é da autoria de Alberto João. Ele lá sabe: Certamente terá sido encomendada ao porteiro da Quinta Vigia.
Há sempre um subterfúgio, uma pretensa "gafe", para encobrir aquilo que não se quer ouvir ou dizer.
Compreendo, deve custar-lhe muito. Ser denominado de "vigilante especial" da ortodoxia constitucional do Estado é duro e deselegante, tanto mais, segundo se diz na sociedade funchalense, deu muita qualidade a várias das leis saídas do governo regional. Mas Monteiro Dinis não chegou ontem à Madeira, por isso, não invente desculpas, não branqueie a situação.
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