Pacheco Pereira denuncia o roubo das privatizações de Passos Coelho
"O relatório do Tribunal de Contas sobre a EDP e REN, foi arrasador para o Governo e, consequentemente, quase ignorado na imprensa. Entre outros factos, o relatório refere que "a participação de 21% na EDP vendida por 2,2 mil milhões de euros rendeu ao Estado, em 2012, 144 milhões de euros em dividendos.
Se se tivesse mantido, a longo prazo, mesmo tendo em conta os custos da dívida pública, esta participação tinha um potencial de rendimento, uma "renda perpétua", na ordem dos 3,8 mil milhões de euros. Numa "ótica financeira", com esta venda da EDP, a "perda de valor para o Estado ascendeu a cerca de 1,6 mil milhões de euros"."
Publicado a 02/07/2015
Categoria
Notícias e política
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# posted by Raimundo Pedro Narciso @ 01:04 0 comments
2015-03-12
Passos visto por Cavaco. O carácter, a ética, a honradez
O PR, de nome Cavaco, diz que estas questões de carácter, ética e conduta num 1ºM são tricas partidárias. Que se poderia esperar de quem está envolvido no escândalo das ações do BPN e no escândalo da vivenda da urbanização da Coelha ?
# posted by Raimundo Pedro Narciso @ 01:46 0 comments
2014-12-01
CITIUS - agora descobriu-se que ninguém sabe onde está o arquivo dos tribunais extintos
O Citius volta a dar que falar.
Agora verifica-se, passados mais de 3 meses a tentarem pôr ordem no caos
instalado no ministério da Justiça, que processos findos dos tribunais que
foram extintos não transitaram para a nova plataforma informática
criando situações como a de descontrolo de cumprimento de sentenças.
A ministra da Justiça não só não
se demitiu como tentou sem vergonha atirar responsabilidades
próprias para cima de dois subordinados seus.
A ministra Paula
Teixeira da Cruz também não foi demitida por Passos Coelho o que está
perfeitamente de acordo com o que se pode esperar de um 1ºM que é nem mais
nem menos que o antigo gerente da Tecnoforma.
Nesta empresa Passos Coelho
geria projectos de formação de técnicos municipais de aeroportos que não
existiam, com subsídios europeus facultados pelo seu amigo e facilitador, Miguel
Relvas, então Secretário de Estado da Administração
Local do governo de Durão Barroso.
O carácter e honorabilidade do
antigo gerente da Tecnoforma também pode ser aquilatado quando, agora como
1ºM, começou por afirmar, enquanto não urdia uma escapatória, que não se
lembrava se ganhava ou não 5000 € por mês, quando deputado em
exclusividade de funções, na qualidade de presidente do Centro Português
para a Cooperação. Quer isto dizer que não se lembrava se tinha cometido a
fraude, enquanto deputado, de declarar dedicação exclusiva com as
respetivas compensações, ao mesmo tempo que trabalhava e ganhava 5000 euros por
mês numa atividade aliás indigna, a de sugar apoios europeus para a
Tecnoforma que legalmente não os poderia ter, apresentados como se fossem para uma ONG, uma falsa ONG.
# posted by Raimundo Pedro Narciso @ 21:24 0 comments
2014-11-12
Legionella e Passos Coelho. Lemos e não acreditamos!
Lemos e não acreditamos!
Um estudo publicado no início de 2013 pelo
Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) alertava para a
necessidade de se reforçar a “vigilância de determinados edifícios ou locais
considerados de maior risco” para o desenvolvimento da legionella.
Entre as amostras referentes a torres de refrigeração que o INSA recolheu entre
2010 e 2012 quase 15% deram resultado positivo quanto à presença desta perigosa
bactéria.
Lemos e não acreditamos!!
Esta situação pouco tranquilizadora
acontecia apesar de legislação que tornava obrigatória as auditorias à
qualidade do ar interior estabelecida em 2006 (Olá!! Sócrates ???) e que o atual
Governo, supostamente ao serviço de Portugal mas efetivamente postergado
perante os mercados, revogou no fim de 2013.
Lemos e não acreditamos!!!
"Questionado sobre a alteração
legislativa que acabou com as auditorias obrigatórias à qualidade do ar
interior, o primeiro-ministro afirmou nesta
terça-feira, no Porto, que a alteração visou
justamente reforçar a capacidade de inspecção e prevenção destes casos” - Ouviu
bem? - o suposto 1º M "afirmou que a alteração visou justamente reforçar a
capacidade de inspecção e prevenção destes casose
rejeitou que o surto tenha ocorrido por “negligência do Estado”.
Lemos e não acreditamos!!!!
Dando o benefício da dúvida de que o ex-administrador
da Tecnoforma que alçaram a 1ºM não está, nesta dramática situação, "a
gozar com o pagode" e que não se encontra em estado de insanidade mental,
forçoso é concluir que se encontra afinal, com gosto e convicção, a levar à
risca no Governo o que os próceres do neoliberalismo extremado ou seja os "mercados"
lhe recomendam: menos Estado, menos Estado. Neste caso concreto as
empresas industriais que é suposto não terem por objetivo criar as melhores
condições ambientais aos seus trabalhadores e à população vizinha mas
aprimorarem-se nos lucros, libertas de legislação que as obrigava a auditorias
e inspeções ambientais pouparam nas despesas e revelaram com tanta legionella
no que pode dar menos e menos Estado.
Menos Estado estaria bem se fosse diminuição
de desperdício na administração pública, eliminação de serviços sobrepostos,
melhor organização dos serviços, limpeza da legislação que oferece campo
à corrupção legal a favor das grandes empresas, bancos, amigos e afilhados de
governantes.
Mas, menos Estado, na boca de
quem atualmente nos governa, de S. Bento a Belém, quer dizer MENOS
ESTADO SOCIAL. Menos dinheiro para os serviços
sociais, para as reformas e subsídio de desemprego, menos dinheiro para as
pequenas e médias empresas, menos dinheiro para o serviço de saúde, para o
apoio aos mais desprotegidos, menos dinheiro para a Educação, para a Ciência e
a Investigação. Menos Estado para este Governo quer dizer um quadro
institucional que favoreça a transferência de riqueza do trabalho para o capital,
que favoreça a transferência de riqueza dos trabalhadores e classes médias para
uma minoria restritíssima de multimilionários como mostra o "Relatório de Ultra Riqueza no Mundo, 2013" do UBS, que revela
que em Portugal, em 2012, um ano de grande empobrecimento da população não só
cresceu o número de multimilionários, como aumentou o valor global das suas
fortunas, de 90 para 100 mil milhões de dólares (mais 11,1%).
Lemos e acreditamos!!!!Acreditamos que é possível isto ser dito quando quem diz se chama Passos
Coelho ou Paulo Portas ou Cavaco Silva.
# posted by Raimundo Pedro Narciso @ 23:15 1 comments
2014-09-22
Passos Coelho. CENÁRIO INVENTADO de acordo com o que está à vista
Acusaram o Sr. Pedro Passos Coelho,
suposto 1º M, de ter tido um emprego, numa ONG pertença da Tecnoforma, de que posteriormente
foi gerente (e célebre!), onde ganhou 5
mil euros por mês, durante dois anos e meio, perfazendo uma receita total de
150 mil euros, ao mesmo tempo que, entre 1995 e 1999, exercia funções de
deputado, em regime de exclusividade, o que lhe garantia uma remuneração um
pouco maior.
Interrogado pelas televisões e outros media disse durante
alguns dias que não se lembrava se esteve ou não empregado nesse período, se
ganhava ou não ganhava 5 mil euros por mês, se recebeu ou não recebeu 150 mil
euros. Lembrava-se lá agora!! Isso já foi há tanto tempo.
Uns dias depois, face à gravidade do caso, perante o insólito
da perda de memória, assim tão novo, a comunicação social continuou a interpelá-lo
e então PPC modificou um tanto a resposta: que esse assunto devia ser esclarecido
na Assembleia da República, lá é que era o local próprio para tratar desse
assunto.
Era uma resposta algo estranha porque casos destes costumam ser
averiguados ou pela PJ ou pela PGR. Mas PPC tinha as suas razões. É que entre as
primeiras respostas e as respostas dadas uns dias depois passou o tempo
suficiente para os seus amigos garantirem que lá na AR se poderia dar um jeito,
por exemplo fazendo desaparecer o registo de “exclusividade” já que era muito
difícil eliminar as provas que o denunciante teria das suas remunerações na ONG
da Tecnoforma.
Se desaparece tanta coisa, até documentação das
contrapartidas dos submarinos que pusessem em perigo Durão Barroso e Paulo
Portas, porque não poderão desaparecer uns papelitos no meio daquele oceano de
papéis da AR?
E pronto. Hoje aí está a notícia salvífica, os serviços da AR,
não encontram nenhum papel que refira PPC como deputado em regime de exclusividade. Assim PPC poderá até começar a lembra-se de que
afinal … “Oh espera! Já me estou a recordar eu não estava em regime de
exclusividade e até agora me lembro, sim senhor, que recebia aqueles trocos lá
da ONG da Tecnoforma. Vêem, vêem?! Gente
maldosa sempre a querer pôr em causa a impoluta idoneidade da minha pessoa que
sempre se dedicou de corpo e alma à causa pública desde os primeiros degraus da
Jota do PSD. E não me venham outra vez com as trapalhadas da Tecnoforma e do Miguel
Relvas e da formação profissional de pilotos de aeródromos que não existiam,
etc. Que culpa tinha eu de não existirem… Ak ___________Não esqueça, caro leitor, que se trata de uma leitura inventada ainda
que assente que nem uma luva na lógica dos dados públicos. Aguardemos pelos novos episódios.
# posted by Raimundo Pedro Narciso @ 18:18 2 comments
2013-12-21
"Austeridade": tirar aos pobres e dar aos multimilionários
A política de austeridade imposta na UE pela Alemanha a Portugal, e outros "países do sul" resume-se na essência a salvar os bancos e o sistema financeiro em geral à custa dos cidadãos suas vítimas. Mas não de todos os cidadãos. À custa principalmente dos mais pobres, poupando ou aumentando as fortunas dos mais ricos.
Mark Blyth calcula em cerca de 3 triliões de euros, à escala global, o buraco gerado pelo sistema financeiro internacional em consequência da sua desenfreada e aventureira ação de agiotagem, com as super alavancagens e a criação de produtos financeiros cada vez mais sofisticados e fora de controlo para sugar dinheiro.
A política de austeridade representa uma monstruosa transferência de riqueza dos que menos têm para os que têm mais e sem que sirva sequer os objetivos que oficialmente se propões atingir, antes agravando-os como se vê em Portugal, com a dívida do Estado a crescer a par do agravamento da austeridade e do empobrecimento.
A política de austeridade imposta a Portugal pela Alemanha através da União Europeia, que controla, através do Eurogrupo que domina, através do BCE em que manda, está a levar o país aceleradamente ao desastre. Isso não seria possível se o governo de Passos Coelho/Paulo Portas amparado por Cavaco Silva não se tivesse assumido - traindo quem o elegeu - como representante dos credores, como defensor dos interesses dos "mercados". Se este governo legitimado pelo voto não tivesse perdido a legitimidade ao contrariar tudo o que prometeu se este governo não se tivesse revelado uma espécie de capataz de interesses estrangeiros, de Merkel, do FMI, dos credores e agiotas internacionais, a situação seria diferente apesar dos constrangimentos da União Europeia. Apesar do contexto europeu adverso não é indiferente ter um governo que defenda Portugal e os portugueses ou um governo como o destes "cipaios" que querem ir além da Tróica, cujo sentido da dignidadede nacional é o de se colocarem ao nível dos empregados do BCE, da UE ou do FMI e de possivelmente aspirarem a uma confortável recompensa dos seus tutores logo que corridos pelos portugueses do governo.
# posted by Raimundo Pedro Narciso @ 22:12 1 comments
2013-11-20
"Como se «vendeu» Passos ao PSD" e "Como se trabalhou a campanha contra Sócrates"
Cúmplice de Pedro Passos Coelho vangloria-se das campanhas
sujas, do condicionamento de opinião, das mentiras espalhadas pelos media e pelas redes sociais, levadas a
cabo por uma “task force” para o efeito criada e que assim, primeiro, ludibriando
os militantes do PSD ajudou Coelho a derrotar Paulo Rangel e Aguiar Branco na
corrida à presidência do partido e depois, manipulando os eleitores com os mesmos métodos, ajudou Passos Coelho a derrotar Sócrates.
A história desta atividade abjeta que ajudou a fabricar um
presidente do PSD e um 1ºM de Portugal vem descrita, com orgulho, pelo consultor
de comunicação, Fernando Moreira de Sá, um dos heróis desta saga, na revista
Visão de 14 de Novembro de 2013 e que reporta à sua tese de mestrado obtida na universidade de Vigo.
# posted by Raimundo Pedro Narciso @ 18:36 0 comments
2013-11-18
De Coelho a Rato
Passos Coelho nomeia Vasco Rato para a FLAD em substituição de Maria de Lurdes Rodrigues
que tinha a seu favor ter posto ordem na casa que Rui Machette deixara em
estado deplorável e em seu desfavor ter sido indicada pelo anterior governo de
Sócrates que, como se sabe, suscita compreensivelmente um ódio possesso a alguns portugueses pelos
terríveis males infligidos à pátria e ao mundo, desde responsabilidades devidamente apuradas no
dilúvio bíblico até, segundo fontes bem informadas de Massamá, na recente tragédia
das Filipinas.
Rui Machette
que fora distinguido pelos embaixadores norte-americanos por acusações de delapidar em luxos
e ostentação pessoal o dinheiro da Fundação foi substituído
por Maria de Lurdes Rodrigues ex- ministra da Educação. Teria o embaixador
americano má opinião também a seu respeito para levar o lépido Coelho a
substituí-la com tanta urgência por Rato?
“Maria de Lurdes
Rodrigues ... arrumou a casa e pôs termo a uma certa parasitagem que cirandava
pela Fundação. O embaixador norte-americano em Lisboa, Allan
J. Katz, viu-se obrigado a sair em sua defesa:
“(…) apoiámos
a nova Presidente da FLAD, a Professora Maria de Lurdes Rodrigues, e as
suas iniciativas para implementar mudanças significativas na política de
investimento e na gestão da organização. Actualmente, a situação financeira da
FLAD é sustentável e os objectivos e parâmetros de sucesso da instituição foram
refinados. Um estudo recente mostra que a FLAD reduziu os seus custos
administrativos em mais de 20% o que faz da instituição um bom modelo para o
Governo no seu esforço para encorajar a eficiência administrativa em todas as
fundações. Com a hábil liderança da Professora Maria de Lurdes Rodrigues, e com
o seu constante apoio e dedicação, a FLAD focou-se
com sucesso em quatro áreas importantes: a
internacionalização de instituições portuguesas, a língua e a cultura portuguesas nos Estados Unidos, as relações transatlânticas e as políticas públicase um programa para os Açores.’ “
Mas, convenhamos, Vasco
Rato é um rapaz do círculo IN
do rapaz de Massamá…
# posted by Raimundo Pedro Narciso @ 20:35 1 comments
2013-10-05
Este nosso Portugal, terra de Santa Maria, de Machettes, Catrogas, Coelhos, Portas e Cavacos
Haja Deus.
Uma muito restrita minoria usurpa a riqueza que devia caber a milhões de portugueses condenados ao empobrecimento, quando não à miséria, pelo governo de Passos Coelho-Paulo Portas-Cavaco Silva.
Estes são apenas alguns dados que dêem ímpeto e sustentabilidade à revolta que por aí lavra e urge.
Pressionado pela Troica que é menos "troiquista" que os vassalos Passos Coelho / Paulo Portas, o governo ensaia fazer uma diminuiçãozinha de 100 milhões de euros na renda escandalosamente injusta de milhares de milhões à EDP.
EDUARDO CATROGA: mas... como assim? Então o Estado vendeu aos chineses os seus 21,35% da EDP tal como ela se encontrava, a mamar à farta no dinheiro dos contribuintes portugueses e agora quer diminuir a mama? Contratos são para respeitar avisa, contundente, Eduardo Catroga, o negociador por parte deste governo, da venda da EDP aos chineses. E ameaça com os mercados.
Que se não respeitem os contratos com os funcionários públicos ou com os reformados e pensionistas, com os trabalhadores, tudo bem, é gentinha habituada a levar porrada mas com os sagrados mercados? Catroga indigna-se. Até os chineses e os mercados poderão argumentar: então demos-lhe aqui na EDP a prenda de presidente do Conselho Geral e de Supervisão, de 45 mil euros/mês, ainda por cima uma função honorífica, não executiva, e o Sr. não tem mão no seu governo?
Fui ver se no site da EDP informavam dos 45 mil euros que pagam ao Sr. Eduardo Catroga, um pobre reformado com uma pensãozeca de apenas 9.600 euros por mês. No site da EDP não é fácil dar com a composição do CGS da EDP e das remunerações não fala de todo. Pois... Após porfiados esforços dei com a composição do CGS aqui.
Este CGS da EDP é uma dourada manjedoura privada mas que o governo guarnece com uns dinheiros públicos - as escandalosas rendas! - que vai buscar aos salários e às pensões do povo solidário e compreensivo (até quando?) que nós somos.
À mesa posta está o Sr. Eduardo Catroga e mais 20 bonzos do arco da governação. Estão, com aquele ar compenetrado da sua própria importância e se dispõem patrioticamente a ruminar os despojos do saque à ralé, trabalhadores, intelectuais, professores, médicos, enfermeiros, engenheiros, militares, pensionistas, velhos e crianças, "pés descalços e barrigas ao sol". Mas o Sr Eduardo Catroga afadiga-se por muitas mais remunerações. Olhem só o coitado: "Atualmente - diz-se no currículo
que apresenta do site da EDP - é Presidente do Grupo SAPEC, Administrador da Nutrinveste, Administrador do Banco
Finantia e Membro do Comité de Investimentos da Portugal Venture Capital
Initiative, um fundo de capital de
risco promovido pelo Banco Europeu de Investimento". Isto sim, é homem de muito alimento trabalho.
Vêem-se lá, no CGS da EDP, entre outros, Luís Filipe Pereira, ex-Secretário de Estado de Cavaco Silva e ex-ministro da Saúde de Durão Barroso, Jorge Braga de Macedo, ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva, Maria Celeste Cardona, ex-ministra da Justiça de Cavaco Silva, Rui Pena ex-ministro da Reforma Administrativa do Governo PS/CDS, em 1978, Rocha Vieira, ex-ministro da República para a Região Autónoma dos Açores e ex-governador de Macau, Paulo Teixeira Pinto ex-presidente do BCP que recebeu 10 milhões de euros para largar o cargo e uma pensão de 40 mil euros por mês e se sente, "legitimamente", muito injustiçado porque o seu rival Jorge Jardim Gonçalves levou com uma pensão de 175 mil euros por mês. Também se sustenta àquele balcão da EDP o Sr. José Espírito Santo Ricciardi mas este Sr. já não pertence aquele grupo de vassalos bem nutridos, este Sr. pertence ao grupo dos donos de Portugal e o que ganha ali não passa de uns desprezíveis trocos, ainda que façam jeito, é claro.
RUI MACHETE
Agora viremo-nos para aquele Sr. que é MNE, que mente descuidadamente (estará no devido uso da razão?) e cometeu a ignominiosa parvoíce de pedir desculpa ao governo angolano por estar a Justiça Portuguesa a averiguar alguns Srs. da camarilha corrupta local.
Quadro obtido no Facebook através de Carlos Esperança.
Afinal não eram só 30 mas 33 os empregos do Sr. Rui Machette, um pilar da SLN-BPN antes de aceitar o patriótico "sacrifício" de ministro dos Negócios Estrangeiros, em Setembro de 2013.
# posted by Raimundo Pedro Narciso @ 19:49 0 comments
2013-09-15
As rendas escandalosas que o governo oferece à EDP com o nosso dinheiro
Portugal deu um salto enorme na produção de energias renováveis. Em 2013 produz 23 vezes mais do que em 2003. De 494 GWH ( 1% da produção nacional de energia elétrica) em 2003 passou a produzir, dez anos depois, 11.500 GWH (cerca de 23%).
Foi uma aposta bem sucedida de Sócrates, desde 1995, primeiro como ministro do Ambiente, no Governo de Guterres, e depois até 2011 com os seus governos.
Mas “não há bela sem senão” e o senão é brutal. São as rendas exorbitantes, injustas e até ilegais na opinião do secretário de estado da Energia, que a "EDP demitiu" em 2012.
Este importante sucesso ambiental do país não acrescentou benifício à população, a não ser nos aspetos ambientais, mas serviu para os governos oferecerem à EDP, à Portucel (energia da biomaça) e aos bancos, seus acionistas e seus financiadores centenas de milhões em cada ano. Sem custos para os governos pois quem paga tudo são os consumidores de electricidade.
Rendas? Sim e brutais.
No fim de 2012 somava 4 mil milhões o "défice tarifário" do Estado resultado dessas rendas. É um valor enorme que estamos e continuaremos a pagar.
A produção de energia elétrica de origem eólica sai, por enquanto, mais cara do que a de origem fóssil (petróleo, gás ou carvão) e portanto para que haja quem a produza o Estado terá de pagar, logicamente, um subsídio, por cada watt.hora produzido. Acontece assim por todo o lado. Mas é no montante que está o busílis e é a marca distintiva do regime que temos, dominado pela banca e as muito grandes empresas como a EDP ou a Portucel (produção de energia elétrica renovável por biomassa).
Enquanto o preço médio de venda de eletricidade (PVP) no mercado regulado foi de 51,80 € / MWh, a EDP recebe do Estado uma renda leonina de – pasme-se - 101,8 € por cada MWH de origem eólica.
E como em 2012 produziu 11.500.000 MWH o Estado entregou à EDP 1.103,9 milhões de euros. que vai buscar onde lhe parece mais fácil, às pensões, aos salários, ao emprego, à saúde, ao ensino.
Os governo fazem isso com alegre bonomia porque pagar... pagam com o nosso dinheiro e assim transferem a riqueza dos menos ricos para os mais ricos no país mais desigual da União Europeia.
Olhem só para Eduardo Catroga como foi recompensado com um salário de 40.000 € por mês num emprego sem atividade no Conselho Geral da EDP. Mas não está só, outros ex-ministros lá estão, como Celeste Cardona ou Jorge Braga de Macedo e muita outra gente muito respeitável mas que são de facto os empregados de luxo da casta financeira que por detrás dos nossos votos governa, na verdade, Portugal.
Os verdadeiros “donos de Portugal”.
A EDP recebe 101,8 € por MWH em Portugal. Mas em Espanha onde o seu poder de influência é menor contenta-se com 88 € e nos EUA basta-lhe 35,82 € e ainda ganha o que deve ganhar, obviamente.
O roubo "legal" é tal que até essa escandalosa Troica que nos visita a miudo achou o negócio demasiadamente escandaloso após o ter comparado com o que se passa pelo resto da Europa. Mas afinal, com este governo e com a troica, a situação agravou-se já que o preço das energias renováveis foi subindo de 97 € / MWh em 2010 até 109,9 € / MWh em 2012 e continua a crescer em 2013.
O então secretário de Estado Henrique Gomes tratou do assunto, como lhe competia. Achou as rendas “ilegítimas” e até “ilegais” (ver abaixo, no vídeo, as suas declarações a José Gomes Ferreira, na SIC). Entregou o relatório e as suas propostas para moralizar a situação ao seu ministro Álvaro Santos Pereira, entretanto também afastado, que o enviou (declarações do ministro na televisão) em mão, ao 1º ministro e que uma hora depois estava na posse do presidente da EDP.
O secretário de Estado foi demitido a grande velocidade por “vontade própria e razões pessoais” e o ministro (então ainda ministro) da Economia, informou pela TV, indignado mas conformado, que o presidente da EDP festejara com champanhe a demissão do seu secretário de estado que se metera, legítima mas ingenuamente, como se pode concluir, nos negócios da EDP e dos bancos, convencido que eram assunto do seu ministério.
“Mas… foi a EDP como empresa ou foram principalmente os bancos seus acionistas e que ganham também como credores a influir no governo?”. Perguntava José Gomes Ferreira (ver vídeo) a Henrique Gomes e este concordou que “as pressões passavam principalmente por aí”.
A crise… mas qual crise? Interrogará a EDP – aqui (na EDP) a “crise é esta: “... os lucros líquidos foram em milhões de euros os seguintes:
2007: 907,2 2008: 1.091,5 2009: 1.023,8
2010: 1.078,9 2011: 1.332 2012: 1.182.
Em seis anos, a EDP, e os seus acionistas receberam 6.615,4 milhões € de lucros líquidos enquanto a maioria dos portugueses empobrecia.
Como consequência destes lucros excessivos, os dividendos distribuídos aos accionista dispararam. Segundo dados do próprio "site" da EDP, no período 2007-2012, o valor do dividendo por ação subiu todos os anos e passou de 0,125 € a 0,185 € entre 2007 e 2012.
Enquanto os salários e as pensões diminuiam nestes 5 anos, os lucros (dividendos) dos acionistas da EDP subiram 48%. Mas o custo da eletricidade esse tem aumentado sempre. No mesmo período de 5 anos o preço da eletricidade em Portugal aumentou 23,9%,
“E como reconheceu o ex-secretário de Estado no discurso que escreveu, mas que não leu, para as famílias "em 2010, a fatura de eletricidade já era superior às despesas com a educação (2,2%), estando a aproximar-se do valor médio das despesas com a saúde que, entre 2000 e 2010, tem apresentado um valor estável entre 5% e 6%".
Segundo o inquérito aos orçamentos familiares realizado pelo INE em 2010-2011, as despesas com a eletricidade e gás já representavam 5,8% do orçamento das famílias.
____________________
A natureza do Governo fica aqui bem ilustrada. A “resolução” da crise, por este governo, arruinará as classes trabalhadoras e classes médias mas salvará “os donos de Portugal”.
É absolutamente indispensável uma grande mobilização da sociedade civil, no trabalho e na rua, para que Portugal não volte, no plano social e quiçá político, ao Portugal do tempo da ditadura agora pela mão desta democracia falsificada. As eleições e o voto se não forem associados à mobilização da sociedade, das classes médias e dos trabalhadores irão pouco além de álibi para anestesiar o cidadão e não chegam para contrariar aqueles poderes fácticos.
_____________________
Notas:
1. Henrique Gomes, ex-secretário de Estado da Energia do governo PSD/CDS, num discurso escrito que elaborou para ser lido numa conferencia organizada pelo ISEG (acima referido) escreveu o seguinte: " As rendas excessivas e a atual garantia de potência impactam fortemente na sustentabilidade futura do sector elétrico, estando a desviar da economia e das famílias recursos num valor global de cerca de 3.500 milhões € até 2020. Em termos anuais, as rendas representam cerca de 370 milhões € " (pág. 18). Com os juros aqueles 3.500 poderão atingir cerca de 5.300 milhões € como refere também.
2. Para os que não andaram pela Física informo que 1 MWH é a energia produzida por uma fonte de energia com a potência de 1 milhão de watts durante 1 hora)
# posted by Raimundo Pedro Narciso @ 20:33 2 comments
2013-07-23
Mário e Maria - uma epifania
É verdadeiramente emocionado que relato a epifania a que
acabo de assistir na Sic Notícias: Mário Crespo empolgado com Maria João Avilez
que se empolgava com Mário Crespo que se empolgavam com Passos
Coelho, com Cavaco Silva e com aquele sangue novo no Governo.
Vai tudo correr bem agora? Interrogava Mário por fim, quase no
fim, já mesmo no fim do programa, Maria João, com um exultante sorriso a que, rendida, Maria João correspondia jubilosa
e cinquenta anos mais nova, que sim, que sim, que sim, ia tudo correr bem, com
este sangue novo no governo não pode mesmo deixar de correr bem.Caíram então, no fim, em êxtase, um nos braços
de Maria e outra nos braços de Mário. Puxaram uma lágrima mas infelizmente não
correu. E depois, só depois, já do outro lado da imagem, sem o escrutínio dos parvos que eles
julgam ser quem os viu, abraçaram-se e riram e riram e riram tristemente sobre o
seu belo trabalho de vender como lagosta fina o “governo dos mercados” que eles acham ser peixe podre.
# posted by Raimundo Pedro Narciso @ 22:17 2 comments
2013-07-22
Uma derrota "colossal"
Cavaco Silva, sem surpresa, atirou
a toalha ao chão. Veio confessar ao país o falhanço da “sua melhor solução” para a grave crise
política. A sua derrota é também uma rendição ao governo defunto e
descredibilizado não apenas perante qualquer pessoa em seu juízo mas perante si
próprio como o prova ter deixado de fazer de morto e de intervir na zaragata suicida
do governo.
A justificação que achou
necessário dar, com abundância de argumentos,sobre a sua iniciativa merece reflexão. Elaresume-se à sua profunda convicção não só da possibilidade
como da naturalidade de os partidos abdicarem de aspetos fundamentais da sua orientação para apoiarem outro partido
com política oposta em nome de um suposto interesse nacional em linha com as
conceções da defunta União Nacional.
Não digo, por comiseração, que Cavaco Silva tenha sido ou seja um salazarista
mas, ainda que não totalmente desprovido de inteligencia é um político medíocre cuja conceção da política e
da democraciase mantem tributária da cultura da União Nacional. No
salazarismo foi sempre “um bom aluno” e no
regime democrático, como “não politico assumido”, tem dado provas e não só agora, de que não aprecia
as regras essenciais da democracia que implicam
a indispensável confrontação de políticas que correspondem a interesses contraditórios da sociedade.
Cavaco Silva para defender o
governo da direita tem de engolir os sapos que o compõem e que ele detesta.
Cavaco Silva sofreu uma severa derrota e pôs-se a jeito para averbar as que aí
vêm com a ressurreição, ao fim de 15 dias, do cadaveroso governo de Passos Coelho
e Paulo Portas.
Entretanto, na entrevista a Ana
Lourenço, Seguro informou que as conversas com o PSD e o CDS estavam a correr
bem até 5ª feira e só na 6ª feira o PS concluiu pela inviabilidade de acordo.
Para desvendar o mistério Ana Lourenço quis saber, sem sucesso, as razões do
súbito impasse. Seguro insinuou que foram os discursos públicos de Passos Coelho. Fica-se sem saber qual o papel nos resultados deste processo
negocial das ameaças de Mário Soares, Manuel Alegre, António Costa e outras figuras do PS. O PS de Seguro necessitou de longas reuniões durante toda uma semana para concluir que não chegaria a acordo com a direita e bastou-lhe meia hora de diálogo com o BE, a pedido deste, para concluir do desinteresse em prosseguir com tanta proximidade. Sintomático das inclinações.
Cavaco Silva com a sua inconsequente intervenção só agravou a crise política. A superação da crise, só possível com eleições, necessita de uma ajuda indispensável, a ajuda da rua,. Necessita do protesto das vítimas das imposições da troika e do up grade delas feito por este governo rendido aos credores. Necessita da luta dos portugueses que não aceitam o esvaziamento democrático do regime nascido com o 25 de Abril. Necessita da revolta dos portugueses condenados ao desemprego, ao empobrecimento e ao roubo do seu futuro.
# posted by Raimundo Pedro Narciso @ 01:19 0 comments
2012-01-31
Os cidadãos são hoje como os servos da gleba de outrora
Quem fala assim é PAULO MORAIS (Prof universitário) no CM. Quem fala assim não é gago! Pensa bem e diz o que pensa, o que não deixa, nos tempos que correm, de exigir coragem. Parabéns.
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Os cidadãos são hoje como os servos da gleba de
outrora, mas agora sob a forma de contribuintes usurpados.
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"Há grupos económicos portugueses que mantêm intactos os seus privilégios desde os tempos da monarquia. Ao longo de séculos, conseguiram domesticar todos os regimes. Até hoje, cativam uma parte significativa do orçamento de estado, à custa do qual se habituaram a enriquecer. Beneficiam de rendas das parcerias público-privadas da saúde, como acontece com o grupo Mello ou Espírito Santo. Recebem milhões pelo pagamento de juros da divida pública. Obtêm concessões em monopólio, como acontece com a Brisa, detentora, por autorização governamental, das autoestradas de Porto a Lisboa.
"Os favores que recebem do estado têm revestido as mais diversas formas. No tempo do fascismo, obtinham licenças num regime de condicionamento industrial, em que só os amigos do regime podiam criar empresas. O seu domínio sobre a economia e a política vem dos tempos da monarquia, onde pontificava o conde do Cartaxo antepassado da familia Mello. Já os Espírito Santo descendem do poderoso conde de Rendufe.
"Assim, estes grupos conseguiram trazer até ao século XXI, incólume, a lógica feudal, a tradição de atribuição de prebendas aos poderosos. Com uma diferença. Enquanto no tempo do feudaljsmo o rei atribuía privilégios que consistiam na doação de benefícios económicos (terras) a par de poder político (títulos). Hoje apenas se concedem favores económicos. Assim, estes grupos mantêm o poder sem os incómodos do estado democrático. Sabem que mais importante do que ter o poder na mão é ter a mão no poder. Até porque sempre influenciaram a política. Conseguiram-no no tempo de Salazar, através do fascinio que Ricardo Espírito Santo exercia sobre o d.itador. Em democracia, contratam políticos de todas as tendências. Eanistas como Henrique Granadeiro, socialistas como Manuel Pinho ou social-democratas como Catroga. Neste jogo democrático viciado os cidadãos são hoje como os servos da gleba de outrora, mas agora sob a forma de contribuintes usurpados. E reféns do sistema vigente, que muitos chamam de neoliberalismo, mas que não é novo nem é liberal. É apenas a manutenção do velho feudalismo."
# posted by Raimundo Pedro Narciso @ 22:35 1 comments
2012-01-10
Mas do que é que eles se estão a rir ?
- Oh Luís Montenegro! conta aqui ao pessoal do que é que vocês falavam lá na Loja Mozart?
- Ora... que não estivessem preocupados com a aposta do teu governo em "empobrecer o país" porque isso não nos tocava a nós.
# posted by Raimundo Pedro Narciso @ 00:34 0 comments
2011-11-14
Europa, Euro e BCE
A Europa, se se distrai mais um pouco, um dia destes acorda sem euro.
Os novos primeiros ministros da Itália e da Grécia são muito competentes. Têm boa imagem, são pessoas bem vistas e com traquejo internacional. Mas representam o quê? Quem?
Se a Bélgica e a Espanha entrarem em rota de colisão com os mercados também põem lá uns tecnocratas? A Bélgica não precisa muito vai funcionando sem governo.
E se for a França? Tudo indica, já esteve mais longe. Até uma Agência de Rating equivocou-se, anunciando uma baixa de notação. Depois, corrigiu é um facto. Mas isto é tudo muito pouco claro e até estranho. Pode haver um engano destes ou antes é o preparar de terreno para os ditos mercados. A Srª Merkel tende a ficar sozinha.
Imaginemos que o Sr. Monti chega à conclusão que a Itália necessita de um plano de resgate.
Onde irá buscar financiamento?
A UE não tem mecanismos para acudir. Só mesmo o FMI. E mesmo este rapidamente tem de pensar em se reorganizar, abrir o capital, dando mais poder aos países emergentes, que esses têm capacidade de financiamento, se tomarem uma posição no FMI de acordo com o que ambicionam. Esta negociação impõe-se de forma urgente.
A Europa está em perda. Sem mecanismos e sem projecto de futuro. Com um BCE que é apenas meio banco central, porque não pode provisionar as economias com liquidez suficiente para o seu funcionamento e crescimento, a não ser que muito rapidamente mude o estatuto e com um FEEF que é um nado morto.
A visão curta do PM português face à visão mais europeia do PR enquadra-se nesta problemática.
Sem uma mudança de objectivos do BCE o fim da Europa não vai tardar.
# posted by Joao Abel de Freitas @ 10:18 0 comments
2011-08-30
O Dr. Jardim vs. Dr . Passos Coelho
Começou a chantagem do dr. Jardim e Passos Coelho já cedeu um passo: a realidade da Madeira não ser abordada com a Tróika, pelo menos publicamente, antes das eleições.
Seria muito grave para Jardim vir a Tróika dizer que a Madeira não tem cura a não ser com um processo de emagrecimento drástico e dramático e com uma mudança de modelo de desenvolvimento e institucional.
Jardim domina tudo incluindo o sector privado que não deixa respirar. Tudo naquela terra é tutelado.
Jardim a propósito da Zona Franca veio indirectamente alertar para a Flama poder levantar a questão da independência.
Só que agora já parece haver flamistas que estão menos contra Lisboa e mais contra Jardim. pelo menos a manifestação recente foi nesse sentido.
Já apreciaram que interessante seria esta tendência flamista por Jardim em sentido!!
# posted by Joao Abel de Freitas @ 13:14 2 comments
2011-07-23
Bairrão ainda mexe
Após embandeiramento em arco quase geral após cimeira europeia (continuo a dizer e a pensar que não se mexeu no fundamental e aí voltarei num próximo escrito), o caso Bairrão é que continua na berra e promete continuar ou então quem cala consente. Aguardemos pela resposta do Governo e de Bairrão.
Mas já serviu para demonstrar que, a ser verdadeiro o que o Expresso e nomeadamente o seu Director continua a escrever e dá mostras de que bem fundamentado, Passos Coelho entrou no governo a falsificar a verdade pois negou ter recorrido às secretas, quando de facto as usou.
Mas o Expresso levanta outros véus sobre quem indicou Bairrão para o cargo, o papel de Marques Mendes e o de Miguel Relvas, que afinal só demonstraram serem um pouco amadores, para além do metediço professor dos domingos, que terá sabido a novidade no sábado por dois ministros. Foi um grande corrupio.
O mais grave de tudo dos artigos do Expresso, em minha opinião, é a promiscuidade que insinua ter havido entre a Ongoing e os serviços secretos.
Como explicação para o caso sugere como ponto de partida relações maçónicas, escrevendo que é voz corrente que o Presidente do grupo Nuno Vasconcellos e Jorge Silva Carvalho, o ex-espião que saiu de director do SIED directamente para a Ongoing, partilham a mesma loja maçónica Mozart da Grande Loja Regular e Legal de Portugal, juntando ainda, "entre outras personalidade e políticos que ocupam agora cadeiras governamentais".
É lógico e aqui não acrescenta muito pois esta é a Grande Loja onde a maioria dos membros são figuras ligadas ao PSD, como no GOL predominam figuras ligadas ao PS.
# posted by Joao Abel de Freitas @ 11:26 1 comments
2011-06-28
A primeira vítima deste governo ...
A primeira vítima deste próprio governo cai às mãos de Marcelo Rebelo de Sousa, que publicamente anunciou, durante a sua prédica domingueira, na TVI que um administrador deste canal seria secretário de estado, o que irritou muito Passos Coelho. Juntando a este facto a posição do dito indigitado ter posto recentemente reservas à privatização da RTP, o caldo entornou-se mesmo. E Bairrão vai assim para a prateleira por uns dias esperar por novos tempos. Miguel Macedo também enfia o barrrete por o ter convidado.
Estou curioso por ouvir Marcelo na próxima homilia.
# posted by Joao Abel de Freitas @ 10:42 0 comments
2011-06-03
Passos Coelho e as Novas Oportunidades
Vale a pena ler este artigo de 8 pontos sobre as novas oportunidades de Roberto Carneiro para se perceber que Passos Coelho andou muito mal na abordagem deste tema durante a campanha eleitoral.
Será que a forma como o Presidente do PSD abordou o tema não significará uma forma elitista de pensar? Ao fim e ao cabo que o ensino e o aperfeiçoamento profissional não deve ser acessível a toda a gente que o queira?