2009-11-27
Não é a corrupção stupid! É o Governo
A Quadratura do Círculo discutiu ontem o tema que mais galvaniza a comunicação social e os partidos da oposição. A corrupção? Não. A miragem de alijar o Governo. Se fosse a corrupção então seria de esperar que o caso dos submarinos e o do BPN que envolvem valores dez, cem, ou mil vezes maiores do que os da sucata tivessem na actividade partidária e no mundo dos blogs uma repercussão proporcional.
Então o que provoca todo o actual alvoroço político nacional em torno do caso da Face Oculta? A corrupção? Não. Sócrates. A oportunidade de enfraquecer o Governo e no limite, ainda que longínquo, o derrubar. Se bem gerida a coisa haveria que ir cozendo o 1º M em lume brando até que o PSD arrume a casa, substitua a incompetente equipa de Manuela Ferreira Leite e o seu infeliz ideólogo Pacheco Pereira, melhore a articulação com o desajeitado e agora promovido assessor de Belém, Fernando Lima e assim criadas as condições o poder possa cair no regaço da direita pura e dura.
Conspiração? Não sou dado a ver as coisas que acontecem ao mundo, a Portugal ou à minha rua sob o prisma das conspirações ainda que todos saibamos que as há e que ajudem. Surgiu obviamente uma boa oportunidade. Uma investigação em curso. Há escutas. O 1ºM é interceptado em conversas privadas com um dos arguidos. Alguém da Justiça passa "inocentemente", as escutas, apimentadas ou não, aos media. Estes fazem o seu trabalho. Vivem disso.
Um ou dois magistrados de 1ª instância acham que há indícios que incriminam o 1º M? Óptimo. Fanfarra. Foguetes. Arraial. Os órgãos de Justiça competentes, PGR e Presidente STJ acham que não há indícios que atinjam o 1º M e encerram o assunto? A oposição de direita e a de esquerda, ainda que com nuances, e os zangados ou enraivecidos por isto ou aquilo com o PS e com Sócrates, aqui-del-rei que há batota e que a festa e o foguetório não podem parar com tão pouco.
E se não for possível dar a volta no plano judiciário então que se passe a centrar no carácter, na vida privada dos políticos, os combates que não se conseguem ganhar no plano político.
O 1º M que se explique, diga o que disse ou o que não disse ao telefone, como e porquê. Colabore no seu linchamento. E porque não uma auto-crítica pública, estilo revolução cultural maoista? Ou então aproveitar os excelentes ensinamentos neo-cons. Reagan, W. Bush e as seitas religiosas oferecem uma alternativa e um manancial de excelentes ideias.
É o judicialismo. Com alguns sindicalistas da Justiça na linha da frente.
Não é o que se passou em Itália mas corre-se o risco de para lá se caminhar. Ali, o ataque aos corruptos serviu para institucionalizar… a corrupção e ter à frente do país Il Cavaliere Berlusconi.
Nesta procissão vão entusiasmados todos. Os que com a boleia da luta contra a corrupção montaram a festa e esperam recolher os frutos e os que, mal avisados por radicalismos e ódios de estimação, carregam os foguetes e pagarão a despesa.
Então o que provoca todo o actual alvoroço político nacional em torno do caso da Face Oculta? A corrupção? Não. Sócrates. A oportunidade de enfraquecer o Governo e no limite, ainda que longínquo, o derrubar. Se bem gerida a coisa haveria que ir cozendo o 1º M em lume brando até que o PSD arrume a casa, substitua a incompetente equipa de Manuela Ferreira Leite e o seu infeliz ideólogo Pacheco Pereira, melhore a articulação com o desajeitado e agora promovido assessor de Belém, Fernando Lima e assim criadas as condições o poder possa cair no regaço da direita pura e dura.
Conspiração? Não sou dado a ver as coisas que acontecem ao mundo, a Portugal ou à minha rua sob o prisma das conspirações ainda que todos saibamos que as há e que ajudem. Surgiu obviamente uma boa oportunidade. Uma investigação em curso. Há escutas. O 1ºM é interceptado em conversas privadas com um dos arguidos. Alguém da Justiça passa "inocentemente", as escutas, apimentadas ou não, aos media. Estes fazem o seu trabalho. Vivem disso.
Um ou dois magistrados de 1ª instância acham que há indícios que incriminam o 1º M? Óptimo. Fanfarra. Foguetes. Arraial. Os órgãos de Justiça competentes, PGR e Presidente STJ acham que não há indícios que atinjam o 1º M e encerram o assunto? A oposição de direita e a de esquerda, ainda que com nuances, e os zangados ou enraivecidos por isto ou aquilo com o PS e com Sócrates, aqui-del-rei que há batota e que a festa e o foguetório não podem parar com tão pouco.
E se não for possível dar a volta no plano judiciário então que se passe a centrar no carácter, na vida privada dos políticos, os combates que não se conseguem ganhar no plano político.
O 1º M que se explique, diga o que disse ou o que não disse ao telefone, como e porquê. Colabore no seu linchamento. E porque não uma auto-crítica pública, estilo revolução cultural maoista? Ou então aproveitar os excelentes ensinamentos neo-cons. Reagan, W. Bush e as seitas religiosas oferecem uma alternativa e um manancial de excelentes ideias.
É o judicialismo. Com alguns sindicalistas da Justiça na linha da frente.
Não é o que se passou em Itália mas corre-se o risco de para lá se caminhar. Ali, o ataque aos corruptos serviu para institucionalizar… a corrupção e ter à frente do país Il Cavaliere Berlusconi.
Nesta procissão vão entusiasmados todos. Os que com a boleia da luta contra a corrupção montaram a festa e esperam recolher os frutos e os que, mal avisados por radicalismos e ódios de estimação, carregam os foguetes e pagarão a despesa.
Etiquetas: Corrupção, Escutas, Face Oculta, Judicialismo


