2012-01-10
Estou chocado
Acabo de ler que o "imperador" da Madeira, agora com letra minúscula, porque depois da assinatura da carta de intenções para o resgate da dívida com o governo da República ficou sem poderes, trocou, nos seus últimos dias de Dezembro (final de mandato) em que conseguiu reunir uns patacos para governar, os pagamentos que devia fazer às farmácias pelo pagamento ao betão. E assim os utentes passaram desde ontem a ter que desembolsar o preço total da compra do medicamento.
Desta forma, levou a uma corrida sobretudo dos reformados com muito baixas pensões a comprar medicamentos ou a uma desistência de quem não conseguiu dinheiro para isso. Esta é a situação grave criada à saúde na Madeira.
Reconheceu o Secretário Regional do Plano e Finanças, em conferência de imprensa face a uma pergunta de como se tinha atingido este caos na saúde, que as obras públicas foram a prioridade do GR e, por isso, acumulou-se a dívida às farmácias.
Mas, o descaramento de Alberto João tem sido tanto e aqui interrogo-me se descaramento se ignorância que tem vindo a afirmar que, no fim deste seu mandato, vai reduzir a dívida da Madeira a 40%.
Imagine-se a sustentabilidade desta afirmação: Uma dívida neste momento de no mínimo 6,5 mil milhões de euros estar reduzida a 40% daqui a pouco mais de três anos e meio? Note-se que orçamento regional é de 1,2 mil milhões, sendo as receitas da Região a nível de 2009, de 600 milhões que nem dão para cobrir as despesas correntes?
Qualquer termo serve para qualificar esta aberrante e irresponsável afirmação.
Desta forma, levou a uma corrida sobretudo dos reformados com muito baixas pensões a comprar medicamentos ou a uma desistência de quem não conseguiu dinheiro para isso. Esta é a situação grave criada à saúde na Madeira.
Reconheceu o Secretário Regional do Plano e Finanças, em conferência de imprensa face a uma pergunta de como se tinha atingido este caos na saúde, que as obras públicas foram a prioridade do GR e, por isso, acumulou-se a dívida às farmácias.
Mas, o descaramento de Alberto João tem sido tanto e aqui interrogo-me se descaramento se ignorância que tem vindo a afirmar que, no fim deste seu mandato, vai reduzir a dívida da Madeira a 40%.
Imagine-se a sustentabilidade desta afirmação: Uma dívida neste momento de no mínimo 6,5 mil milhões de euros estar reduzida a 40% daqui a pouco mais de três anos e meio? Note-se que orçamento regional é de 1,2 mil milhões, sendo as receitas da Região a nível de 2009, de 600 milhões que nem dão para cobrir as despesas correntes?
Qualquer termo serve para qualificar esta aberrante e irresponsável afirmação.
Etiquetas: Betão, Dívida ás farmácias, Divida da Madeira
2011-09-23
Dr. Jardim afirma que não enriqueceu
... Não vejo ninguém a acusá-lo de que tenha metido dinheiro no bolso. Não vejo até ninguém a acusá-lo de que nestes 33 anos não tenha obra bem visível: o betão está em todo o lado.
O que lhe apontamos e com muita seriedade é três coisas.
Primeiro, fez muitos investimentos públicos sem interesse social ou económico, jamais recuperáveis, em centros cívicos em demasia, marinas, gastos em estádios de futebol para artificialmente manter clubes na Liga profissional, etc.Como diz o ditado popular "enterrou muito dinheiro inutilmente".
Segundo, em muitas das obras realizadas existem grandes dúvidas de que os processos escolhidos tenham sido os mais eficazes em termos de custos. A partir de decisões erradas, não se pode ter uma racionalidade de custos, mas cai-se no irracional e as obras na Madeira por este campo têm muita expressão. Traduzem-se em milhares de milhões de euros. Deram um grande contributo para a actual dívida da Madeira e respectivos buracos
Terceiro, apesar de tantos anos de poder e governança, a incapacidade demonstrada de dotar a Região de um modelo de desenvolvimento é gritante.
Com tantos anos de poder seguidos podia até ter-se dado ao luxo de ensaiar e testar modelos alternativos de desenvolvimento. O seu modelo, sem imaginação alguma, foi o do domínio da economia pelo Governo Regional. E como resultado o sector empresarial da madeira encontra-se muito pouco habilitado para investir em áreas diversificadas de interesse para a sustentação do desenvolvimento equilibrado da economia da Região
O que lhe apontamos e com muita seriedade é três coisas.
Primeiro, fez muitos investimentos públicos sem interesse social ou económico, jamais recuperáveis, em centros cívicos em demasia, marinas, gastos em estádios de futebol para artificialmente manter clubes na Liga profissional, etc.Como diz o ditado popular "enterrou muito dinheiro inutilmente".
Segundo, em muitas das obras realizadas existem grandes dúvidas de que os processos escolhidos tenham sido os mais eficazes em termos de custos. A partir de decisões erradas, não se pode ter uma racionalidade de custos, mas cai-se no irracional e as obras na Madeira por este campo têm muita expressão. Traduzem-se em milhares de milhões de euros. Deram um grande contributo para a actual dívida da Madeira e respectivos buracos
Terceiro, apesar de tantos anos de poder e governança, a incapacidade demonstrada de dotar a Região de um modelo de desenvolvimento é gritante.
Com tantos anos de poder seguidos podia até ter-se dado ao luxo de ensaiar e testar modelos alternativos de desenvolvimento. O seu modelo, sem imaginação alguma, foi o do domínio da economia pelo Governo Regional. E como resultado o sector empresarial da madeira encontra-se muito pouco habilitado para investir em áreas diversificadas de interesse para a sustentação do desenvolvimento equilibrado da economia da Região
Etiquetas: Alberto João Jardim, Betão, Modelo de Desenvolvimento


