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2012-04-16

 

Jardim anda a dar tiros de pólvora seca

... Com três candidatos à sua sucessão, dois de dentro da linha jardinista e outro, tipo "enfant terrible", Jardim perdeu a cabeça e começa a não acertar uma. Ele não sabe para onde se volte.

E os tiros nos pés fazem o pão nosso de cada dia dele Jardim.

Primeiro, os "seus delfins" são dois membros do seu governo. Manuel António Correia que Jardim andava a promover e Cunha e Silva, Vice do governo, que Jardim andava a despromover (retirou-lhe, por exemplo, as sociedades de desenvolvimento entregando-as ao Secretário Regional das finanças). Neste contexto, Manuel António Correia seria o seu candidato escolhido. Cunha e Silva atravessa-se no caminho o que vem criar problemas de funcionamento a uma governação em tempo de crise.

O "enfant terrible", Miguel de Albuquerque, candidato de ruptura, amealha pontos desta contenda tentando Jardim anulá-lo. Mas já teve de engolir sapos como propor também a candidatura à Câmara do Funchal de Bruno Pereira, aposta de Albuquerque.

Jardim cada vez está mais desprestigiado face aos seus e à população. Entra em choque com elementos graúdos do seu partido. Diz-se que Jardim é o problema da Madeira. Começa a sentir-se na sociedade madeirense sobretudo no campo empresarial, uma certa descolagem de Jardim.

Sente-se aquela sensação de perda de poder típica do toque a finados dos ditadores.

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2012-04-12

 

Na Madeira, politicamente jardinando está o máximo

.. Jardim anda raivoso.

Têm de se haver com ele quem o ousar defrontar, ou seja, discordar no PSD/M.

É Jardim, ele mesmo, quem o diz. Um grande "democrata" a precisar de reciclagem que nem os estatutos que escreveu respeita.

Jardim não encaixa para já terem aparecido três candidaturas a líder. Está a conviver mal com esta situação, que está muito no princípio.

De facto vai haver luta entre os jardinistas, algo que Jardim sempre tentou evitar.

Jardim queria uma transição pacífica no PSD, comandada ao pormenor por ele.

E se acontecer sobretudo no Município do Funchal o aparecimento de uma lista de PSD's independentes do aparelho, Jardim dar-lhe-ia o fanico como se diz em linguagem vulgar.

Não acredito que haja pessoas para este desafio, mas que tinha piada, tinha.


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2012-01-13

 

A situação económica da Madeira é muito grave

Tudo se prepara para que na próxima 2ª feira, dia 16, seja assinado o programa de resgate do afundamento das finanças e economia da Região Autónoma da Madeira, levado a cabo pelo desgoverno de 30 anos do Dr. Alberto João Jardim.

Os resultados desse desgoverno, que são factos indesmentíveis, são a prova da inconsciência e incapacidade de quem não reunia o mínimo de condições, mas teve o poder e exerceu-o com a total impunidade, nunca pensando que esta situação pudesse alguma vez acontecer-lhe.

Faz pensar porque razão os políticos nunca são responsabilizados pelos actos de má gestão e governação. Não há lei para eles. Não conheço caso algum. Apenas em situações e poucas de corrupção chegam à barra dos tribunais.

Ontem à noite assisti a um debate na TVI24 entre Guilherme Silva (PSD/M) e Jacinto Serrão (PS/M) deputados na AR pela Madeira.

Um mau debate, nada esclarecedor sobretudo por parte de Guilherme Silva que andou aos papéis, mostrando que pouco sabia do teor das negociações e uma péssima moderação do jornalista que bem a dizer "desmoderou".

O deputado Guilherme Silva queria era falar, falar,... fazer passar o tempo evitando defrontar-se com questões que pouco dominava, percebia-se a técnica. Passou o tempo a atropelar claramente Jacinto Serrão, que também não se salientou pelo brilhantismo mas pelos atropelamentos de Guilherme Silva.

Resumindo, nada se avançou sobre o plano de resgate, mas não posso deixar de registar uma frase de Guilherme Silva sobre Jardim: "a posição do Dr. Alberto João Jardim é de absoluta honestidade".

Posição sobre quê?

Sobre o Plano de Resgate. Quem conhece a carta de intenções, segundo a versão institucional, "elaborada" na Madeira pelo Governo Regional compreende que esta frase é destituída de sentido. É mera propaganda, mas da pior. Jardim assinou tudo, o possível e o impossível e, agora, no Plano de resgate fará o mesmo. Como se diz "ele não tem dinheiro nem para mandar cantar um cego". Assina tudo


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2012-01-04

 

O governo regional da Madeira está mesmo de tanga

Nunca as palavras de Durão Barroso se aplicaram de forma tão apropriada.

O Governo de Alberto João Jardim ainda não pagou salários aos trabalhadores do seu órgão oficioso-o Jornal da Madeira porque não tem cheta. A Igreja como co - proprietária também está muda e que se saiba não está falida. Será que a caridade cristã é mesmo apenas sermão?

Mas a tanga não se fica por aqui. Também ainda não pagou os salários aos trabalhadores da ILMA e falha mais uma vez os prazos de pagamento de 4 milhões de euros às farmácias. E estas ameaçam não fiar mais ao GR e quem se trama é o doente que vai ter de pagar por inteiro.

Isto não é invenção, nem propaganda contra o governo de AJJ. São factos até constam alguns em comunicado oficial na base de que as negociações com o Governo Central ainda não estão fechadas.

Pelo que se sabe sobre estas negociações, Jardim tem se limitado a aceitar tudo.

A Madeira esteve em tempos idos para ser doada em dote a uma princesa que ia casar em Inglaterra.

Jardim está disposto em dar a Madeira em dote a Vitor Gaspar, desde que caiam alguns tostões o mais depressa possível, pois a sua figura está a ficar muito desmaiada face à população madeirense.

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2011-12-30

 

Estou na minha Terra. Vim apreciar a passagem de ano

Mas o ambiente social sente-se que está em mudança e algo tenso.

A capacidade hotelaria encontra-se a meia haste. A taxa de ocupação é apenas de 65%, quando costuma ser de 100% e overbooking nesta época.

A crise instalou-se e, nos cafés da cidade, ouve-se, Jardim é apontado como o problema.

Escondeu o buraco da Madeira e mudou com isso aquele ambiente afável e de solidariedade que o 20 de Fevereiro tinha criado em relação à Madeira. Ainda não aprendeu nada e continua com aqueles argumentos de que toda a gente deve à Madeira. Continua a manter uma equipa "de investigação" que estuda quanto se deve à Madeira desde o D. Afonso Henriques ou talvez antes desde o Viriato, embora ninguém soubesse da existência da Madeira. Jardim constrói mitos de acordo com o seu ego. Este da dívida é um. Está esgotado, mas Jardim ainda não percebeu que já nem os "seus" o entendem e toleram 0 que é pior.

E ainda as medidas de austeridade não entraram em vigor.

A situação da Madeira vai tornar-se muito crítica a partir de Janeiro e tenho a mesma posição que em relação ao País: a Madeira não tem hipóteses nenhumas de pagar a dívida que acumulou por erros crassos de Jardim, mas em grande parte também consentidos pelos partidos políticos deste país e órgãos de soberanias.


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2011-12-27

 

Jardim ao fundo na batalha naval

Que batalha naval esquisita, perdida!! Nem um só aparelho naval dos mais insignificantes Alberto João Jardim consegue safar.

Mas o problema é que Quem ficou tramada foi a população da Madeira. Mais de trinta anos no poder e borra agora formalmente a escrita. Muitos sabiam que isso ia acontecer. Só que...

Mas Jardim teve um azar duplo. O "buraco" surgiu em plena crise nacional e como traidor da Região. E a Troika e toda a gente farta de um Jardim mal criado e arrogante agradeceu.

Jardim enterrou a Madeira. Bem podia ir embora. O PND até lhe dava uma estátua.

Dois exemplos da rendição. Jardim hipoteca nesta primeira carta de intenções "as transferências do OE e as receitas próprias da Região" como garantia ao cumprimento das obrigações de reembolso; a dívida pública da Madeira passa para o IGCP do Ministério da Finanças, ou seja, a Madeira pouco mais é do que uma simples repartição de Finanças.

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2011-10-07

 

Cenas de "amor e ódio"

A campanha eleitoral na Madeira, cujo desfecho se saberá no Domingo, mas tudo indica Jardim sairá vencedor, acusando embora grande desgaste traduzido numa descida significativa, poderia ter outro desfecho: Uma derrota de Jardim.

Para isso bastava que Passos Coelho tivesse cumprido a sua palavra e não viesse com o argumento de que falou demais na AR.

O Plano de Resgate para a dívida da Madeira, conhecido antecipadamente como prometera Passos Coelho, seria o suficiente para mudar os desígnios políticos da Madeira.

Toda a argumentação do Governo Central é de uma fragilidade extrema. Então as negociações com a Troica foram feitas com o governo saído das eleições?

Não foram com o governo de José Sócrates, governo demissionário?. Porquê então na Madeira tal procedimento seria ilegítimo?

Todos os argumentos servem para favorecer Jardim. E a oposição também não pressionou Cavaco para suspender as eleições até ser conhecido o Plano. A oposição é culpada por estas eleições serem uma farsa. O povo vai votar na santa ignorância. Muita gente está convencida que nada vai acontecer pois foi isso que Jardim pregou em toda a campanha.

Por outro lado, a decisão de Passos não ir à Madeira na campanha, lida como uma demarcação, não avalizar os comportamentos de Jardim, funcionou antes de espaço para Jardim poder atacar o governo central e desta forma fazer passar a ideia que está em luta com Lisboa. Um escape para a campanha de Jardim.

Jardim ocultou as dívidas e Passos Coelho ocultou o Plano de Resgate durante a campanha para favorecer o seu partido na Região.

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2011-10-01

 

Na Madeira: Que notícias péssimas ainda estão para chegar?

É a dívida da governação de Alberto João. Mais tostão menos tostão, o relatório da Inspecção Geral de Finanças apresenta uma ordem de grandeza da dívida, que se pode caracterizar de grandeza dinâmica, querendo com isto dizer com tendência de subida, mesmo que a dívida autárquica regional não entre. Há um défice, determinado de forma mais consensual, esse sim para empregar um termo muito em voga "colossal" e que asfixia a economia da Madeira.

A nível privado, surge um Berardo em rota de colisão com uma eventual falência e não é de somenos interesse para a Região a sua eventual entrada em ruptura, dados os interesses vários que tem na sua terra, desde a fundação, aos tabacos, aos interesses na hotelaria, etc.

Temos ainda um Banif, segundo consta, em "grande tremedeira" e dada a sua exposição á situação da Região menos ajuda.

Enfim uma economia com grandes problemas de desemprego - um domínio, onde tudo indica, durante algum tempo antes também recebia uma certa cosmética, pois com a nova metodologia de cálculo quase ia duplicando a taxa de desemprego na Região.

Tudo para dizer que se aproximam maus tempos para os madeirenses, decorrente de uma governação de 33 anos, que o governo do Dr. Jardim quer fazer passar como bom porque deixa obra. Túneis, pontes centros cívicos tudo bem. Cá também.É um mal nacional a falta de critérios.

Esse foi o mal de todo o País. Fez-se obra sem olhar a custos e quantas vezes para quê?

Existe, porém, uma grande diferença. Os governos centrais gastadores não esconderam o que fizeram e têm pago nas eleições o que de mal governaram. Na Madeira, todos os truques têm sido utilizados para justificar o injustificável, muitas vezes com o aval do governo central e do PR para não ter "chatices" com S. Excia.

Mas agora chegou-se ao limite.

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2011-09-23

 

Dr. Jardim afirma que não enriqueceu

... Não vejo ninguém a acusá-lo de que tenha metido dinheiro no bolso. Não vejo até ninguém a acusá-lo de que nestes 33 anos não tenha obra bem visível: o betão está em todo o lado.

O que lhe apontamos e com muita seriedade é três coisas.

Primeiro, fez muitos investimentos públicos sem interesse social ou económico, jamais recuperáveis, em centros cívicos em demasia, marinas, gastos em estádios de futebol para artificialmente manter clubes na Liga profissional, etc.Como diz o ditado popular "enterrou muito dinheiro inutilmente".

Segundo, em muitas das obras realizadas existem grandes dúvidas de que os processos escolhidos tenham sido os mais eficazes em termos de custos. A partir de decisões erradas, não se pode ter uma racionalidade de custos, mas cai-se no irracional e as obras na Madeira por este campo têm muita expressão. Traduzem-se em milhares de milhões de euros. Deram um grande contributo para a actual dívida da Madeira e respectivos buracos

Terceiro, apesar de tantos anos de poder e governança, a incapacidade demonstrada de dotar a Região de um modelo de desenvolvimento é gritante.

Com tantos anos de poder seguidos podia até ter-se dado ao luxo de ensaiar e testar modelos alternativos de desenvolvimento. O seu modelo, sem imaginação alguma, foi o do domínio da economia pelo Governo Regional. E como resultado o sector empresarial da madeira encontra-se muito pouco habilitado para investir em áreas diversificadas de interesse para a sustentação do desenvolvimento equilibrado da economia da Região

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2011-09-18

 

Entre a náusea e a comiseração



“Há dois meses, Portugal e a Grécia estavam no mesmo comboio. Dois meses depois, já ninguém na Europa e no mundo confunde Portugal com a Grécia, nós estamos no caminho certo”. (Miguel Relvas, nas jornadas parlamentares do PSD).

Mal nada, eis que aquele político venal a que Jaime Gama, num momento de inspiração africana, apelidou de Bokassa, despeja 1.700 milhões de dívida escondida, em cima do nosso simpático "bom aluno" Passos Coelho. E assim, menos de uma semana depois da profecia do voluntarioso Relvas, Portugal descarrila e entra, periférico e impante, no "comboio" da Grécia.

Vai uma aposta!? Não vai acontecer nada. Nada, mesmo nada, àquele abencerragem do Estado Novo. Vai acontecer sim é que, no continente ou nas regiões autónomas vamos ser todos nós a pagar tudo com língua de palmo e, receeio, que conformadamente. Todos a ter de pagar... não. Só os do costume.

Mas, já de passagem, para evitar equívocos: isto de que "não somos a Grécia" e tal só me causa náusea e comiseração. É tão só raciocínio de lacaio a abanar a cauda à vista dos patrões. Merecíamos mesmo tudo isto?

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2011-09-17

 

Então, o que nos diz sobre os buracos das contas da sua terra?

Esta a pergunta que ontem e hoje algumas pessoas me fizeram na mercearia, no café, no quiosque dos jornais aqui do meu bairro da Graça/Santa Engrácia.

E as pessoas que me interpelam ficam à espera que lhes diga alguma coisa. Depois, mais duas ou três pessoas param e ficam a ouvir.

E o que lhes digo?

Que para mim o problema não é novo, era esperado. Há muito tempo, esperava este desfecho, embora não conhecendo a verdadeira dimensão do buraco nem da dívida pública da Madeira. Que o Dr. Alberto João Jardim, como governante, nunca foi uma pessoa de boas contas, nem cumpridor das regras do País, que gastou sempre mais do que devia e do que tinha direito, designadamente utilizando a técnica da desorçamentação que depois de explicado é exemplificado toda a gente sabe o que é. Que ainda há muito por esclarecer, digo, e será a população da Madeira que infelizmente vai ser a mais sacrificada, aliás como por cá.

E uma ou outra pessoa atira depois desta conversa e penso que esta é a parte que mais lhes interessa: e nós também vamos ser chamados a pagar essas despesas escandalosas e exorbitantes do Dr. Jardim?

Aí hesito, mas como estou convencido que vamos todos pagar, acabo por dizer o que penso, embora sublinhando que a população da Madeira vai ser a mais penalizada.

Há uma coisa que a maioria das pessoas já entenderam: o Dr. Jardim está no poder há mais de 30 anos a esbanjar o dinheiro de todos os contribuintes por um projecto megalómano que não se entende. Uma ou outra que conhece a Madeira diz: Ele fez lá uns túneis mas também se ouviu dizer que estragou muitos milhões em marinas e piscinas para toda a gente e a dar dinheiro aos clubes.

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2011-09-16

 

O Plano de resgate para a Madeira

Nunca terá passado pela cabeça de Jardim, durante a sua vida, dar a cara pelos desperdícios financeiros na Madeira de que a sua governação é responsável.

Mas terá de a dar se Passos Coelho cumprir o que disse na Assembleia da República no último debate com a oposição.

Suspirará Jardim. Já não há mais Guterres's para perdoar a dívida que acumulei durante estes últimos dez anos.

Passos Coelho foi muito afirmativo na AR ao dizer que serão apresentados durante Setembro os resultados da auditoria das contas da região e o plano macroeconómico para a Madeira.

Mas, o mais duro que disse e certamente não terá passado despercebido de Jardim é a afirmação de que e cito. "O programa que o governo está a preparar representará um ónus e não um bónus para a Madeira".

Infelizmente, para a população da Madeira, isto significa exactamente o oposto daquilo que Jardim tentou insinuar que a Madeira também tinha direito a beneficiar do acordo com a tróika como, se através desse acordo, fosse buscar mais dinheiro para continuar a gastá-lo de forma perdulária.

Não sei se a população e a oposição política da Madeira já atingiram as consequências deste ONUS.

Que vai ser pesado vai e num contexto nacional e europeu muito desfavorável.

Não sou do Governo, nem de lá perto, mas tudo leva a crer que o sistema fiscal da Madeira vai ter uma grande reviravolta com uma carga pesadíssima sobre a população que vai pagar mais IVA e de certeza IRS, com despedimentos na função pública regional, com as despesas de saúde, da segurança social, etc, etc, a serem atingidas.

Aguardo o plano com bastante angústia, com uma ligeira esperança de que seja algo menos drástico e dramático do que estou a imaginar, embora com o desequilíbrio financeiro atingido que não se sabe ainda a quanto monta mas é enorme, a situação está complicada. A Madeira não gera riqueza para custear a dívida. Esta "Grécia do Atlântico" ou pior vai sofrer muito.

Tudo isto era evitável, se quem está no governo há mais de 30 anos tivesse tido o sentido de responsabilidade e de visão anos atrás.

Mas o mais grave é que, apesar de muita obra de construção, muitos túneis, muitas vias rápidas, etc. quase nada fica em termos de desenvolvimento.

Não se montou na Região Autónoma uma estrutura produtiva de riqueza. Não se deu apoio adequado ao sector privado. Mesmo o turismo encontra-se muito aquém do que deverá ser como sector sem dúvida indutor do crescimento económico e social da região.

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2011-09-01

 

Ministro das Finanças, Maçon ou da Internacional Socialista?

A resposta a esta questão tem todo o cabimento para se poder penetrar nos "altos pensamentos" de Alberto João Jardim que tenta explicar a bancarrota da Madeira por si levada a cabo, como grande timoneiro da Região nos últimos 33 anos.

É incómodo mesmo para quem não tem o mínimo de regras de conduta cívica deparar-se com a bancarrota por si construída por esbanjamento de dinheiros públicos. Mas vai ter de a enfrentar no período pós eleições pois, neste momento, está a ter a protecção de Passos Coelho e do Ministro das Finanças.

Ainda ontem as palavras embrulhadas e sem nexo de Jardim na explicação do inexplicável a respeito de mais um buraco de 233 milhões encontrado nas contas da Madeira merecem registo. Em plena praia de Porto Santo afirmava aos jornalistas:

"sectores da União Europeia que são afectos à Internacional Socialista e que estão a trabalhar na tróika e que a Maçonaria mobilizou tudo quanto podia para, neste período, atacar a Madeira."

Ora quem reconheceu publicamente haver esse desvio por corrigir nas contas da Madeira foi o Dr. Vítor Gaspar nada mais nada menos que Ministro das Finanças do actual governo, afirmando ainda as consequências nefastas que "poderia pôr em causa o programa de financiamento", e acrescentou "o desvio foi detectado atempadamente e compensado por medidas extraordinárias", acrescento eu, com medidas como os cortes dos nossos subsídios de Natal.

Alberto João Jardim não precisa de ser mais ridículo. Assuma que a situação é grave, colabore na tomada de medidas. Ainda pode "regenerar-se" nesta fase avançada de vida. Tenha pelo menos uma vez na vida alguma ombridade.

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2011-08-31

 

A "redescoberta" da Madeira

No ano de 2011, começou a nova "redescoberta" da Madeira, que agora não passa por aportar a Machim, mas a uns mapinhas e uns rabiscos que parecem existirem em lugares esconsos, algures nos domínios de Alberto João Jardim.

Esta epopeia agora começada não é da iniciativa de navegadores a soldo do rei português. São navegadores apátridas que a soldo de outras potências "coloniais" que segundo Jardim até querem apropriar-se da Zona franca para a instalar nos seus países, vieram já descobrir dois buracos financeiros: o primeiro de 277 milhões de euros e o noticiado hoje de 223 milhões, tudo perfazendo 500 milhões, o suficiente para que o Governo da República tenha dificuldades em cumprir o défice acordado com a Tróika de 5,9%. O que nos (povo português) vai chegar desta má notícia?

E estes dois buracos apareceram apenas de uma leitura pouco profunda da informação económica da Região, ainda sem esses navegadores aportarem à Madeira. Quando lá chegarem vão ser certamente recebidos com fanfarras e bons petiscos, para ver se se distraem e não penetram nos buracos, porque esburacada já anda a Madeira. E só os que se conhecem!!

E os buracos são tais que já não há na região "betume" para os tapar, nem agora nem a prazo.

Esta situação deve estar a incomodar e a tornar-se melindrosa para Passos Coelho e o seu Ministro das Finanças que se for rigoroso e exigente, dentro de dias vai ouvir de Alberto João Jardim uns nomes simpáticos muito próprios do seu dicionário peculiar.

Prepare-se para ser um Catroga 2 em termos de tratamento de Alberto João Jardim.

A situação da dívida da Madeira requer uma auditoria externa e independente para se averiguar qual o montante aproximado da dívida, que no mínimo como já aqui escrevi é de 6 mil milhões de euros, mas que pode ser bastante mais.

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2011-08-22

 

A Dívida Pública da Madeira. Quem paga?

Melhor seria responsabilizar o autor do que a Região. E o principal responsável da dívida que nem se sabe bem a quanto monta é Alberto João Jardim.

Apesar de ninguém saber ao certo a quanto monta, nem o Governo Regional nem a oposição, fala-se com algum fundamento de que a dívida ascende a mais de 6000 milhões de euros.

E o problema concreto é este: quem vai pagar este montante, se a Região Autónoma da Madeira não gera riqueza suficiente para a pagar?

Só há uma saída possível, aliás, aquela que sempre houve no passado.

Mais uma vez, o Governo da República terá que assumir a dívida. Em termos concretos, é um perdão da dívida. Já imaginaram se o País dissesse aos seus credores não pagamos a dívida !!!

Apenas os cenários de intervenção do Governo da República neste perdão podem ser diferentes, porque o Dr. Jardim não tem emenda como se viu recentemente já com a Tróika cá aumentou a dívida contra o que estava acordado.

Cenários possíveis

Cenário de alguma asfixia. O Governo assume a dívida e durante um número significativo de anos (p.e.15/20) não transfere mais dinheiro para a Região. Apenas as transferências indirectas que não passam pela mão de Alberto João, que também ninguém sabe quanto é, mas, segundo alguns cálculos é superior às transferências directas. Nestas indirectas integra-se, por exemplo, o montante das reformas, subsídios para o custo da energia, etc. A Madeira teria de ser gerida com as receitas dos impostos cobrados na Região, com as transferências indirectas e com as comunitárias que não exijam contrapartidas nacionais.

Cenário Troika- A Madeira gerida por um programa da responsabilidade da Troika, específico para a Região, sem que ao governo central seja, alguma vez, imputada qualquer responsabilidade no caso de não cumprimento da Madeira. Seria um programa de emagrecimento para a Região certamente bem pior que o cenário anterior.

Qualquer um dos destes cenários é bem dramático para a população, como aliás está a ser no País. Mas a situação na Madeira é bem mais complexa. Apesar de uma região mais rica que a média nacional

Em paralelo com isto qualquer que seja o cenário adoptado, o Governo da República deveria fazer circular na comunicação social um anúncio tipo de casais desavindos e falidos: Fulano de tal deixa de reconhecer e se responsabilizar pelas dívidas contraídas pela srª fulana de tal.

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2011-08-18

 

Estou preocupado com o Dr. Jardim!!

Está de férias no Porto Santo, como há dias escrevi aqui, a gozar de infraestruturas da Madeira Velha que ele bem renega. Talvez por isso não descanse. Agora à Madeira Velha juntou uma outra velha preocupação, a Maçonaria.

Ainda hoje no seu Jornal da Madeira afirma que a Maçonaria está preparada para o perseguir durante a campanha eleitoral que se aproxima.

O Dr. Jardim lá sabe de Maçonaria. Mas vou lhe dar uma dica.

Olhe bem em torno de si, porque é capaz de ter muitos maçons nas proximidades. Segundo sei funciona na Madeira uma loja maçon que integra a GLRP, tendência PSD composta por figuras gradas do PSD Madeira.

Para ser loja, segundo os meus conhecimentos, tem no mínimo de ter sete mestres maçons (3º escalão hierárquico) e para ter sete mestres necessariamente tem outros graus abaixo.

Por tudo isto, o Dr. Jardim tem mesmo de estar preocupado consigo porque o seu partido pode estar bem infiltrado. Na minha pobre leitura do meio madeirense, resumido aos cafés do Funchal - centro, o problema de fundo do Dr. Jardim não é o da discordância política dos partidos da oposição e dos ataques dos seus adversários.

O grande problema é mesmo outro. As pessoas deixaram de o venerar. Não o respeitam agora, embora «o respeito» de antes fosse medo.

Diz-se abertamente pelos cafés. Ele não tem dinheiro, levou a economia para o abismo e continua a fazer asneiras. Quem manda são alguns secretários regionais e nota-se algo nesse sentido. E o Dr Jardim fique a saber que quem diz estas verdades não são os elementos da oposição.

É evidente, são conversas de café... Tem o efeito que tem. Mas quem sabe se não é a «sua maçonaria» que está por detrás deste desfazer da imagem de Jardim, o todo poderoso.?!!

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2011-07-31

 

Uma bandeira nazi no Chão da Lagoa

O Chão da Lagoa é a festa do PSD/M, ou sendo mais exacto de Alberto João e Jaime Ramos, pois é nesse dia em que os dois elevam a sua incontinência verbal ao extremo.

Para além da incontinência do costume a que já ninguém liga, o Chão da Lagoa deste ano que ocorreu hoje teve uma outra particularidade: acomodou no recinto uma bandeira nazi, presente num poste durante o discurso de Jardim e Jaime Ramos.

Depois houve o retirar da bandeira. Toda esta encenação provoca leituras algo desconexas.

Tratar-se -a de traição, de provocação/ rotulagem?

Se de traição se tratar só pode advir dos correligionários próximos da Fama/Flama (que sabendo que Jardim iria chantagear com a saída se não obtiver maioria, decidem aumentar a chantagem com a presença "simbólica"). Se de provocação se tratar, bem aqui mais difícil se torna descortinar a origem.

As hipóteses estão em aberto. Cada um construa a sua visão.

Pela primeira vez, Jardim disse nos discursos deste dia uma coisa muito ajustada. Foi bom que Passos Coelho não tenha participado para não ficar embaraçado.

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2011-07-03

 

Álvaro/Flama/Alberto João

Anteontem dia 1 de Julho, dia da Autonomia, bandeiras da "FLAMA", versão retocada, aparecem na Madeira por muitos lados e até parece que chegou ao Marques de Pombal (Lisboa) uma bandeira.

Agora, com Álvaro Santos Pereira, Ministro, tudo está numa boa. O homem estudioso que do Canadá dominava o saber político nacional e da Madeira mais em especial escreve no seu livro sobre a Flama e Jardim. É só ler. Nada de insinuações. Ficamos a partir de tão doutos escritos, donos da ciência política do País. Percam uns minutos apenas e ficam ilustrados sobre este relacionamento a três: http://www.jornaldamadeira.pt/not2008.php?Seccao=14&id=188053&sdata=

Não acrescentei nada. Apenas alertei para as sábias palavras de Álvaro.

Acho que o Álvaro inovou. Teve um rasgo. Como pressentiu que não pode ser Ministro de tanta coisa é Álvaro, ou seja, parafraseando as suas palavras "João Jardim tem de ser João Jardim"

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2010-07-26

 

Ontem foi mesmo o dia de Jaime Ramos

Em novo local, baptizado de Chão da Lagoa, pelo que a comunicação social informou, coube a Jaime Ramos os ataques aos políticos nacionais, designadamente ao Governo da República com mimos especiais para Teixeira dos Santos, "o pior ministro das Finanças" da Europa, como o designou.

Alberto João Jardim foi mais soft. Falou da solidariedade do Governo Central à população da Madeira pelo 20 de Fevereiro, dizendo porém não esquecer o passado sobre a Lei das Finanças Regionais. As suas baterias foram apontadas numa outra direcção, contra o projecto de reforma constitucional de Pedro Passos Coelho. E Alberto João Jardim tem razão em muito do que diz estar contra. E ou muito me engano ou Passos Coelho vai ter de recuar em pontos chave que Jardim contesta.

Não faz sentido oferecer "meio TGV", como simbolicamente já aqui escrevi, à Madeira e Açores.

Um representante da República repartido entre as duas regiões é uma das anomalias do projecto que para as Regiões Autónomas tem significado especial negativo. É de quem anda a léguas da realidade. Acabe-se com essa figura, que há muito já devia ter sido extinta, como os governadores civis aqui no Continente.

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2010-07-25

 

Hoje é o dia, por excelência, de Jaime Ramos

Muitos madeirenses sobem hoje ao planalto em romaria "sacra-pagã" onde a seguir ao almoço costumam prestar alguma atenção a Alberto João e Jaime Ramos, que distribuem entre si as intervenções mais picantes e geralmente de baixo teor contra os políticos da República.

É uma tradição que certamente vão "honrar" este ano em local de estreia.

O Chão da Lagoa conserva o nome, apesar da mudança de local, mas já é hábito, pois a sede do Governo Regional embora em local antes denominado Quinta das Angústias passou a designar-se Quinta Vigia.

Estes "baptismos", de alguma leviandade, encaixam-se bem na mentalidade dos actuais governantes regionais do PSD: Pôr e dispôr, a seu belo prazer, é mesmo uma característica própria.

Após ter lido "o Rei da Madeira" só confirmei o que pensava de Alberto João. É um político muito previsível. Só muda os actores, a estratégia de guerrilha é a mesma e precisa de a criar para subsistir e foi isso que sempre fez, alegando as razões mais diversas, sendo a única e fundamental razão trabalhar para a sua subsistência como político, embora fazendo passar para a população que a Madeira está acima de tudo. Isto em nada significa que não lhe reconheça qualidades como a persistência.

E este ano quem vai ser "o bobo" da festa» Certamente o ministro Teixeira dos Santos, devido à questão do Centro Internacional de Negócios da Madeira - CINM. pois em José Sócrates não é ainda tempo de malhar para usar a linguagem do Ministro Augusto Santos Silva.

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