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2011-02-03

 

Mubarak manda a polícia. Disfarçada de povo

O desfecho da batalha na praça Tahrir que ontem teve lugar com o ataque ddirigido pela polícia de Mubarake à civil, disfarçada de anónimos apoiantes do ditador, está por decidir. Já há 13 mortos e mais de mil feridos. A batalha intensificou-se pela noite. Uma carrinha da polícia entrou na praça e atropelou deliberadamente quem conseguiu apanhar. A correspondente da RTP declarou no telejornal das 20h ,de hoje, que os jornalistas estrangeiros foram todos obrigados a deixar o hotel junto à praça Tahrir e a ir para um outro donde nada podem presenciar e por outro lado se se aventuram a aproximar da área dos confrontos, são presos e agredidos pelos apoiantes (polícias) de Mubarak.
O Exército mantem-se ambiguamente "neutral" e deixa os manifestantes pró-Mubarak cometer toda a casta de exacções.
O Exército é um factor da maior importância. Papel também muito importante têm os EUA assim como a UE (que vergonhosamente levou muito tempo para descolar de Mubarak e só o fez depois da tomada de posição de Obama que deu ordem de despejo ao ditador).
Desde a revolução patriótica dos "oficiais livres" liderados por Nasser, que derrubou, em 1952, o rei Faruk, um criado dos interesses imperialistas, e depois em 1956 com a nacionalização do Canal do Suez, que o Exército, com grande apoio popular nos primeiros tempos, tem sido a base do regime. Todos os presidentes foram militares e os militares têm ocupado sempre lugares chave por toda a administração. O Exército que deverá estar dividido é decisivo para garantir uma transição pacífica.


"Earlier on Thursday, Ahmed Shafiq, the Egyptian prime minister, made an unprecedented apology for Wednesday's assault that turned central Cairo into a battle zone.
"Egyptian hearts are bleeding," he said of the clashes in which at least 13 people were killed and hundreds hurt.
Shafiq said the attack on the anti-Mubarak protesters was a "blatant mistake" acknowledging that it was likely organised and promised to investigate who was behind it.
The pro-democracy protesters accuse the regime of organising the assault, using paid thugs and policemen in civilian clothes, in an attempt to crush their movement." (Link) (Al-Jazira/em Inglês.)

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2011-02-02

 

Cairo : Praça Tahrir, 4ª feira, 2 de Fevereiro

Mubarak, converteu-se ontem à democracia e num discurso aos egípcios disse que ficava até ao fim do mandato, Setembro de 2011, para preparar as eleições (em que já está treinado) e a transição de forma pacífica (meios pacíficos é com ele). Enfim, fazia o favor de não se recandidatar após estes 30 anos de sacrifíco pelo povo. O discurso foi recebido na Praça de Tahrir com gritos de "rua já".
Para mostrar o apoio de que goza, Mubarak enviou algumas centenas ou milhares de apoiantes seus (polícias à civil foram reconhecidos entre eles se é que não eram só polícias) com paus, facas e outras armas brancas atacar os manifestantes que se mantinham na Praça da Libertação. Há mais de 500 feridos. O Exército não impediu a sua entrada numa posição de comprometedora "neutralidade". Elementos da oposição, como El Baradei, pediram ao Exército para impedir estes ataques.
Um porta-voz dos manifestantes dizia, na praça, ainda antes da grande manifestação de ontem, que Mubarak iria ainda aplicar o plano D. O plano A foi a repressão a tiro, o plano B foi o corte das emissões de TV da Al-Jazira, da internet e dos telemóveis, o que provocou o caos nos bancos, no aeroportos e outros serviços. O plano C tinha seido enviar os polícias à civil disfarsados de bandidos assaltar supermercados, habitações criando o caos e o terror e que o plano D, que já ocorria, seria impedir os abastecimentos alimentares e outros, com a paragem dos caminhos de ferro e transportes de passageiros e mercadorias que ontem se verificou para dificultar o acesso ao Cairo e a Alexandria, em particular. Afinal ainda havia um palno E. O do ataque aos manifestantes da praça Tahrir. Terá, seguramente, planos para outras letras lá mais para o fim do alfabeto... árabe. Aguardemos os acontecimentos, a vitória da democarcia e dos interesses da população, excluida aquela parte, sustentáculo e usufrutuária da tirania.
Não sei se já repararam que alguns dos nossos comentaristas de serviço tratam a revolta que abala o mundo árabe, sempre ou predominantemente, em função de "equilíbrios geoestratégicos", "o nosso petróleo" (que logo por azar é deles) em função dos interesses Ocidentais, como se não houvesse pessoas naqueles países. Como se as suas vidas, os seus interesses e a sua liberdade não entrasse na contabilidade dos direitos humanos universais.
Al-Jazira

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2011-02-01

 

Mubarak balança mas não cai e cairá


El País:

"Ya desde primera hora la plaza ha ido llenándose de miles de personas que se han unido a aquellos que, una noche más, han acampado en la plaza desafiando el toque de queda impuesto por el Gobierno cuando se iniciaron las protestas hace ocho días con el balance provisional de 125 muertos.

Después de que ayer el Ejército considerara "legítimas las protestas" y anunciara que "no recurrirá al uso de la fuerza contra el pueblo",

La señal emitida anoche fue la más clara hasta ahora. No incluía crítica alguna hacia Mubarak ni sugería la necesidad de que dimitiera. Sin embargo, daba un espaldarazo a la protesta contra el presidente: "Vuestras fuerzas armadas, muy conscientes de la legitimidad de vuestras demandas, están dispuestas a asumir su responsabilidad respecto a la seguridad de la nación y sus ciudadanos y afirman que la libertad de expresión pacífica está garantizada para todos". A continuación, se instaba a la población a evitar la violencia y los saqueos.
...
El Cairo no es la única ciudad donde hoy el movimento anti Mubarak exhibe su fuerza. En Alejandría (al norte del país) se desarrolla otra marcha del millón. Para amortiguar el impacto de ambas movilizaciones, el Gobierno ha decretado el cierre del servicio ferroviario y de muchas carreteras.

..- La cadena de televisión Al Yazira, cuyas cámaras siguen en directo el desarrollo de la marcha, asegura que la protesta ha reunido a un millón de personas. Desde las once de la mañana (hora española), la plaza de Tahrir (de la Liberación), epicentro de las protestas para exigir reformas democráticas en el país árabe, es escenario de la multitudinaria manifestación bajo el lema "Abajo Mubarak, todos contra Mubarak".
......
El líder opositor y premio Nobel de la Paz Mohamed El Baradei, que participa en la marcha, ha instado al presidente egipcio a que abandone el poder y salga del país antes de este viernes para evitar "un baño de sangre". Toda la oposición, incluido los Hermanos Musulmanes, la gran fuerza islamista de Egipto, acaba de llegar a un acuerdo basado en cuatro puntos:
1) Que Mubarak deje el poder
2) Disolución del Parlamento
3) Nueva Constitución
4) Creación de un Gobierno de transición.
Además, se constituirá un grupo de sabios encargado de establecer los mecanimos de diálogo para ordenar la transición, en el que participarán El Baradei, Amr Musa (secretario de la Liga Árabe) y Ahmed Zewail (premio Nobel de Química en el año 1999), que reside actualmente en Estados Unidos y ha sido llamado para participar en este cónclave. Se espera su llegada a El Cairo esta misma tarde."
...

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Hoje é o dia... para o Egipto

A oposição espera reunir um milhão, hoje no centro do Cairo ... e despedir Mubarak, o ditador que há 30 anos governa o Egipto e cujo partido se atribuiu, na farsa eleitoral para o Parlamento, no fim do ano passado, 90% dos votos.
Obama evita socorrer o ditador apesar de o Egipto de Mubarak ter sido peça fundamental dos EUA no seu apoio a Israel e em toda a sua estratégia para o Médio Oriente, nos últimos 30 anos. Com W Bush seria diferente.
Aguarda-se com grande expectativa o papel do Exército, cujos carros blindados, como se vê na imagem, têm, até aqui, confraternizado com os manifestantes lembrando o nosso 25 de Abril.
Estimulante para o futuro democrático do país é a revolta não ter sido liderada pelos islamitas nem nela terem tido um papel visível apesar de a força e influência no Egipto da Irmandade Muçulmana não ter deixado de ser muito grande e ser um factor a ter em conta no xadrez político do futuro. No entanto, o medo de uma deriva islamita não pode servir de chantagem para evitar ou diminuir a luta contra a tirania.
Portanto, todos à manif ! 

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2011-01-28

 

De Tunes a Sana passando pelo Cairo


O jasmim floresce de Tunes ao Cairo, do Cairo a Sana.  Que mil jasmins floresçam e derrubem as ditaduras! 
Tão democráticos que nós somos... o nosso Ocidente, de Washington a Berlim, sempre tão cioso dos direitos humanos e tão distraído das ditaduras que vicejam do Norte de África ao Médio Oriente, de Marrocos ao Egipto do Egipto ao Iemen! E tantas outras por esse mundo de Deus.
São/eram aliados firmes da América e da Europa. O partido de Ben Ali, por exemplo, sim ,esse que o povo derrubou, na Tunísia, até era membro da... Internacional Socialista. Claro que foi expulso. Mas só agora, pois claro. 
Porquê tanta amizade? Bem... É que estas são (ou eram) as "nossas" ditaduras stupid.

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