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2012-03-11

 

"As Dívidas Ilegítimas"- titulo de livro


Uma publicação recente (Fevereiro ) de Temas e Debates - Círculo de Leitores sobre o neoliberalismo de François Chesnais, professor de Ciências económicas na Universidade Paris-XIII.

Trata-se de um livro importante para se penetrar na história do neoliberalismo.

O título decorre do capítulo 3 onde o autor aborda entre outros temas a crise grega, as características do euro e o BCE, as formas perversas de integração entre países membros do euro, a questão da reestruturação da dívida e o papel da auditoria.

O livro não é só isto, pois nos capítulos anteriores outros temas são tratados como a crise da dívida europeia e a crise mundial, o poder da finança, o papel dos bancos etc.

Trata-se de um livro de leitura acessível e bastante claro

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2012-01-10

 

Quem detém as dívidas públicas?

A detenção das dívidas públicas está muito internacionalizada, embora varie segundo os países.

A globalização financeira deu origem a cruzamentos diversificados da aplicação das poupanças entre estados/países.

Assim, muita da poupança americana foi aplicada sobre a dívida pública francesa através dos fundos de pensões. A francesa está indirectamente aplicada em títulos da dívida pública italiana através dos seguros de vida, etc, etc..

A liberalização dos fluxos de capitais permitiu aos investidores e, através destes, essa aplicação diversificada das poupanças e aos Estados um financiamento fácil. A situação presente com a crise da dívida soberana está bem mais difícil em termos de refinanciamento dos Estados sobretudo a nível europeu.

Há a registar uma mudança pós Euro, materializada num maior endividamento dos Estados junto de credores não residentes e, desta forma, os Estados aumentaram a sua dependência externa e, consequentemente, a sua vulnerabilidade.

Segundo informação da revista Alternatives Economiques deste mês de Janeiro, tendo por referência o ano de 2009, 53% da dívida pública da Zona Euro era comprada, na sua emissão, por não residentes.

A distribuição como se referiu varia segundo os países e o panorama é o seguinte:

França 57%, Alemanha 50%, entre 40 e 45% para Espanha e Itália e 75%para Portugal. Portugal dispõe de uma grande exposição na colocação da sua dívida pública.

Comparando com países fora da Zona Euro temos: EUA 30%, Reino Unido 29% e Japão 8%.

No artigo da revista, admite-se que as percentagens da Zona Euro possam estar empoladas porque muitos nacionais, os compradores residentes, adquirem títulos da dívida pública, via off-shores

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2011-11-11

 

A FALÁCIA DOS "MAUS ALUNOS" - Fonte: DECO - Revista Dinheiro & Direitos, Nov/Dez 2011

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2011-01-12

 

Bandeira a meia haste na S. Caetano

Então não é que no leilão da dívida pública desta manhã, aguardado com tanta expectativa dados os maus presságios do PSD ( "ta renego", figas e pernas cruzadas) a procura foi maior que a de Novembro e os juros a 10 anos baixaram!
Na S. Caetano rasgaram as vestes entre desabafos de "não se percebe", ao que acudiu Cavaco Silva na campanha esclarecendo que era preciso saber de onde vinham as ofertas e tal...

REALMENTE... ISTO ASSIM É UMA MAÇADA.

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