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2012-05-11

 

A On-going e os espiões portugueses

A On-going faz lembrar, em termos políticos, o BPN. 

São muitos os deputados e dirigentes do PSD que transitaram do activo para esta empresa, pouco antes de rebentar o escândalo da "troca de favores" entre o SIED e esta empresa, "troca de favores" essa capitaneada pelo ex-director do SIED, Jorge Silva Carvalho que, à custa desse serviço prestado, garantiu emprego a preço chorudo e que além disso segundo diz a acusação continuou a servir-se dos seus contactos no SIED para mais e mais favores. Um serviço de segurança pública capturado por interesses privados e pessoais.

No meio disto o que não ficou bem esclarecido são os motivos da On-going. Com que fins utilizava as informações fornecidas pelos espiões?

Segundo afirmam os entendidos e estudiosos da matéria, como ainda ontem apreciei na Quadratura do Círculo,esta "privatização" de um serviço público para fins inconfessáveis é mesmo muito grave pois abala os alicerces da própria democracia. Segundo Pacheco Pereira os serviços de informação da República Portuguesa foram postos em causa, descredibilizados interna e externamente e independentemente dos efeitos penais, que se adivinham serem pouco penosos, é a situação política que foi posta em causa.

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2011-10-14

 

Quantos mortos fará a hecatombe que atingiu o país?

Segundo as perspectivas mais optimistas 200.000 portugueses sobreviveram e bem. Mantiveram-se nos seus habituais locais de refugio: presidências ou administração de grandes empresas e grupos económicos e respectivas famílias e amigos, herdeiros ou possidentes de fortunas e grandes proprietários de bens imobiliários ou detentores de grandes lotes de acções.

Os restantes sucumbiram com o ataque de setas envenenadas que o governo de Passos Coelho lhes atirou.

Esta gente sucumbiu sob o efeito dos instrumentos aceites por outra pátria, a Grécia, que também já se afundou e cuja saída vai consistir no perdão de grande parte da dívida acumulada.

Isto é tudo uma farsa. O Governo sabe que não tem saída que traçou o caminho mais desadequado pois mais austeridade sem crescimento só leva a um maior desequilíbrio.

E o terceiro trimestre que tão mal correu em termos de contas já não pode ser assacado a Sócrates.

Mas a senha persecutória deste governo contra os salários leva-nos direito a uma segunda Grécia.

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2011-06-03

 

Sobre as Empresas Municipais


O Expresso de hoje publica no caderno de Economia informação interessante sobre este tema que agora constitui matéria da troika e ainda bem.

A criação de empresas ao nível dos Municípios foi de uma forma geral feita sem o mínimo de critérios lógicos: necessidade, mercado, racionalidade económica, agilização dos serviços a prestar. De uma forma geral serviu fins políticos. Desde reforço de vencimentos de autarcas que passaram "à vida civil", empregos partidários, etc, o menos das vezes para prestar verdadeiramente bons serviços à comunidade.

Com isto, não meto tudo no mesmo saco. Há empresas municipais que se justificam. Mas o que foi feito, repito, foi uma autêntica rebaldaria. Se a troika for eficiente e eficaz nesta matéria, nada mau.

O documento scanarizado junto mostra que foi o PSD quem criou mais empresas municipais (clicar sobre imagem para ler)

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2011-01-12

 

Bandeira a meia haste na S. Caetano

Então não é que no leilão da dívida pública desta manhã, aguardado com tanta expectativa dados os maus presságios do PSD ( "ta renego", figas e pernas cruzadas) a procura foi maior que a de Novembro e os juros a 10 anos baixaram!
Na S. Caetano rasgaram as vestes entre desabafos de "não se percebe", ao que acudiu Cavaco Silva na campanha esclarecendo que era preciso saber de onde vinham as ofertas e tal...

REALMENTE... ISTO ASSIM É UMA MAÇADA.

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2010-02-26

 

[1947] A Política na Sanita

Algum tempo após a revolução de 1974 a estratégia do PCP era simples e reduzia-se a tentar derrubar Governos saídos de eleições. Terra queimada contra o capitalismo. Gostasse-se ou não fazia sentido. A União Soviética era o farol e uma alternativa radiosa justificava tudo. Forte do seu poder autárquico a cobrir um terço do território a táctica baseava-se na luta sindical e em manifestações populares. "Acções de massas". Protestos, greves localizadas, greves sectoriais e se possível, e foram-no, greves gerais. Os comunistas interpretavam interesses de importantes camadas de trabalhadores e das classes médias e várias vezes tiveram êxito e conquistaram não o poder mas objectivos parcelares importantes. Houve governos que foram muito enfraquecidos ou caíram. E mostraram que eleições democráticas podem ser postas em causa por outros meios, no caso envolvendo directa e indirectamente os interesses de centenas de milhar de pessoas.

Agora noutro contexto que não aquele do mundo bipolar mas o de uma profunda crise que ameaça ainda aumentar e consequente descontentamento geral (não me refiro aos que ganham de 10.000 a 200.000 € e mais por mês) a direita descobriu que poderá, talvez! pôr em causa as eleições já não com lutas de massas mas com a mobilização de outras "massas" e de poucas centenas de pessoas. Outros interesses. Quase circunscritos aos da superestrutura política, sector empresarial do Estado e das clientelas adjacentes. Enfim o PSD e aliados em luta pela posse do Estado, dextros nas armas da perfídia e do cinismo. Abjecção e lama. "Derrubar" eleições aos gritos de "não há liberdade de expressão", de "defesa do Estado de direito" de "asfixia democrática" de encenações com de escutas do 1ºM ao PR.

Mas como é possível desprestigiar tanto as instituições? Com que meios? Manipulando uma parte da comunicação social que contamina a restante facilmente porque a "festa" contribui para a venda de jornais e de tempo de antena, com a colaboração alguns membros do poder judicial e fugas seleccionadas ao segredo de justiça, selecção de "escutas", transcrições, truncagens e cozinhados de conversas particulares. E muitos gritos. O 1º M é mentiroso, é mentiroso. E o PGR? Mentiu. Mas?...É mentiroso. É mentiroso. E o Presidente do STJ? É mentiroso. É mentiroso - o jornalista estica o microfone ansioso até à cara do Sr. Professor - diga lá Professor: É mentiroso É mentiroso. Oh Drª Manuela diga, diga lá: É mentiroso, sou mentirosa, desculpe enganei-me ele é que é mentiroso, é mentiroso. Vá diga lá outra vez! É MENTIROSO, é mentiroso.

A AR colabora com peças menores onde contracenam jornalistas e deputados num  espectáculo indigente e indigno. É a comissão de Ética.
Na Madeira avalanches de lama e detritos criaram uma situação trágica. No continente avalanches de lama e detritos morais criaram uma farsa.  Afogam em baixeza a decência e a vida normal das instituições. Não se discute a crise, o orçamento, o desemprego, o drama de milhões de pessoas sem esperança, discutem-se cinicamente escutas, conversas privadas, o que não disseram mas pensaram, comportamentos, intenções.

No seu estado normal o país castigaria os maus encenadores e os actores rascas da peça obscena. Mas vivem o desemprego, o medo de dias piores, a ameaça de restrições aos que menos podem. E o espectáculo entrando pelas intimidades do poder, pelas manigâncias próprias dos boys e dos servos, pela vida íntima de uns e outros, revela interiores que era escusado ver e tem pouca relação com os problemas do país.
   
Conseguirão assim, a curto prazo, colocar Paulo Rangel no lugar de Sócrates? Veremos. Seria uma chegada triunfal numa avalanche de esgoto.
A política, a comunicação social e o poder judicial saem feridas desta tempestade de condutas reles.
Política de buraco da fechadura. Da porta da retrete.
O que me espanta é certa gente do PCP ou do Bloco deitar foguetes, levar efusivamente às cavalitas a Manuela Ferreira Leite e o delfim do cavaquismo serôdio, Paulo Rangel. Claro que têm as suas razões, e há os ódios e ressentimentos pessoais, por vezes bem justos. Mas para que fim?

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2010-02-13

 

Palavra dita não é para se cumprir

Bem poderia ter sido Paulo Rangel a registar os direitos de autor. Dir-me-ão e muitos mais. Certo. No meio político e infelizmente já não só, esta frase tem um excelente desempenho.

Mas agora é de Paulo Rangel que falo pelos seus desempenhos recentes nesta matéria.

Ele jurou que o seu mandato de bruxelas era para cumprir.

Ele jurou que os rumores sobre a sua eventual candidatura a Presidente do PSD não passava de pura intriga política.

Ele jurou sobre esta matéria quando acossado pela comunicação que só falava deste assunto no Conselho Político do PSD, ontem.

Ele afinal antecipou o anúncio da sua candidatura para se antecipar a um outro de Aguiar Branco, que cumpriu o que havia dito. Falar após a votação do OE.

Pelo caminho, ele foi jurar a Estrasburgo que o País estava com a liberdade de imprensa em perigo. Acudem-nos países da Europa.

Ele foi a Estrasburgo projectar-se em Portugal. Aí vinha o anúncio da candidatura.

Tudo comportamentos de uma nobre e elevada figura. Palavra de Honra!

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2009-09-28

 

Resultados eleitorais de leitura dificil (1)

Estes resultados estão viciados pela distribuição do nº de deputados indevidamente atribuídos a certos círculos eleitorais. A situação da Madeira é típica onde há um deputado a mais do que seria correcto, mas não é caso único e, desta vez, justiça se faça, o erro não pode ser atribuído a Alberto João Jardim. Ele não pode ser culpado que a CNE e o MAI atribuam mais votantes que população residente à Madeira.

Pondo de lado este erro de base crasso, que efectivamente distorce os resultados finais dos partidos mas sobre o que nada há a fazer, penso no entanto que a direita no seu conjunto é a beneficiária desta situação anómala não corrigida no devido tempo.

Os resultados da eleição de ontem são de facto complexos em termos de governação futura do País.

Podemos dizer que apenas os dois partidos de direita tiveram resultados claros em termos operacionais: o PSD pela derrota (não faz governo) e o CDS por uma vitória significativa com a conquista do 3º lugar torna-se em certos casos mais importante no Parlamento que o próprio PSD.

Esta situação pode a prazo "revolucionar" a matriz da direita até agora dominante porque indicia que estão mudanças profundas em curso que poderão levar a uma recomposição da direita, onde o CDS venha a dispôr de um peso político de outra dimensão.

Sobre os restantes partidos darei a minha leitura num outro comentário.

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2009-07-09

 

AS GAFFES DA DRA JÁ COMEÇARAM

Não é possível dizer com todas as letras que se "rasga" qualquer coisa e um mês depois afirmar-se o contrário.
A isto chama-se dar tiros nos pés (descalços).
Há palavras assassinas. Rasgar, é uma delas. E tem efeitos secundários. Não dá para entrar em coma mas o risco de incêndio é elevado . Rasgar ou queimar é o mesmo. Ou seja, indicia um corte associado a uma perda de algo irrecuperável e a necessidade de começar tudo de novo porque o registo anterior desapareceu de forma radical.

Foi o que ouvimos Manuela Ferreira Leite afirmar a 25 de Junho. Foi uma frase forte. Demasiado forte. Um erro que o PS, com toda a certeza, há-de explorar, sobretudo no que toca a medidas sociais.
Hoje, pasme-se o disco mudou. A lider do PSD até elogiou medidas do governo PS numa baralhada tal que só visto e que não rasga as declarações anteriores. O PS já veio lembrar as contradições. Reagiu com sorrisos - é óbvio - dando garantias de que há-de lembrar e relembrar o que foi afirmado em dois tempos. Tudo registado para memória futura. Factos são factos.

As pessoas acham que comunicação é para todos. Mas não é. Aprendemos a falar, é certo. Poucos a ouvir e muito poucos a analisar as repercussões do que dizem, sobretudo quando exercem cargos públicos. "Saíu-me?, desculpa. Não queria dizer isso. Vá lá... tu conheces-me, não ligues". Isto aceita-se entre amigos de longa data. Mas a dra., tal como o engº, não são amigos de casa de 10 milhões de portugueses. O mesmo se passa com o senhor de Belém que ficou muito ofendido com a linguagem gestual do ex-ministro da Economia. Se a memória imediata é curta, a memória histórica nem por isso. E sempre que se falar do professor Cavaco Silva a imagem da boca cheia de bolo-rei, linguagem gestual com significado negativo, permanecerá sempre na retina como alguém mal-educado. Se o ex-governante ofendeu os deputados, então Cavaco Silva ofendeu todos portugueses porque de forma directa mando-os "bugiar". Daí que sugira uma atenção especial à fórmula "emissor/receptor - mensagem - feedback".

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2009-03-23

 

Especulação sobre o nome do Provedor de Justiça


Não sei porquê - talvez seja o tal sexto/sétimo/oitavo sentido feminino - mas acho que o problema da nomeação do novo Provedor de Justiça e da guerra entre o PS e PSD tem uma história.

Se não tem deveria ter. E esta que eu "inventei" é divertida.

Imagine-se que o PSD tinha na manga o nome de Jorge Miranda para cabeça de lista às europeias para contrapôr ao constitucionalista Vital Moreira, grande surpresa lançada pelo PS no último Congresso. Só que....

Era uma vez em Portugal, as bruxas reuniram-se e uma delas - a mais distraída - deixou a vassoura voar sozinha.
A vassoura, tal como nas histórias infantis, falava. A vozinha de vassoura soprou aos ouvidos dos socialistas a novidade. O PS, mais célere, devido às maratonas de José Sócrates, resolve adiantar-se e convidar o professor doutor Jorge Miranda, ilustre constitucionalista, para o cargo que Nascimento Rodrigues já não aguenta.


Moral da estória: Quem se mete com bruxas acabado embruxado.

É óbvio que isto tudo é ficção mas...até poderia não ser.

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2009-03-20

 

FORMATO PSD

Foi preciso o Presidente da República puxar as orelhas ao bloco central (PS/PSD) para fazer-se luz ao fim de 8 meses. Mesmo assim é nascimento prematuro mas uma incubadora resolve. Isto anda tudo marado do juízo. O povo, qualquer dia, pede calma a estes senhores e senhoras. Não há quem os aguente. Por mim, haver ou não Provedor de Justiça é igual ao litro. As suas deliberações não são vinculativas. É assim uma espécie de acordão do Tribunal de Contas. Papel, papel para rascunho. Mas, sinceramente, não sei quem dá conselhos à Dra. Manuela Ferreira Leite mas...não deve ser grande coisa.
Não se percebe as declarações de hoje à tarde da lider do PSD sobre a substituição do Provedor de Justiça. Dizer que o PS quer impôr um nome para o cargo dando a entender que o mesmo sairia das fileiras do socialismo democrático, ou seja, "feito" com o governo, e horas depois, em conferência de Imprensa, Alberto Martins garantir que o escolhido chama-se Jorge Miranda, que aceitou o convite, e que a Dra Ferreira Leite fora informada recentemente... quase não respiro. Dá vontade de rir. Ou chorar. Já não sei. Pior é encolher os ombros. Eu ainda não cheguei a essa fase. E espero nunca chegar, portanto, acho bem que PS quebre o lobby rosa/laranja (que não faz sentido) e coloque a escolha do sucessor de Nascimento Rodrigues à apreciação de todos os partidos com representação parlamentar.


ESCLARECIMENTO: Formato PSD (Photoshop)
O formato PSD (Photoshop) é o formato de arquivo padrão e o único, além do PSB (Formato de Documento Grande), com suporte para a maioria dos recursos do Photoshop. Devido à estreita integração entre os produtos da Adobe, como o Adobe Illustrator, o Adobe InDesign, o Adobe Premiere, o Adobe After Effects e o Adobe GoLive, podem importar arquivos PSD directamente e preservar vários recursos do Photoshop. Para obter mais informações, consulte a Ajuda (Help) referente a cada um desses aplicativos da Adobe.
Ao salvar um arquivo PSD, é possível definir uma preferência para maximizar a compatibilidade desse arquivo. Isso salva uma versão composta de uma imagem em camadas no arquivo, permitindo que seja lido por outras aplicações (inclusive por versões anteriores do Photoshop), além de preservar posteriormente a aparência de camadas mescladas.

Imagens de 16 bits por canal e de 32 bits por canal com intervalo dinâmico completo podem ser salvas como arquivos PSD.

ESCLARECIDOS?

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2009-01-09

 

Falsa partida de Manuela Ferreira Leite


Percebe-se o "timing" do desafio de Manuela Ferreira Leite, lider do PSD, a José Sócrates, primeiro ministro, para um debate na televisão.
O cerco aperta-se. Os momentos de silêncio foram demasiado longos e dentro do partido há muitos, pelo menos alguns, a falarem em congresso extraordinário dos "laranja". A comissão política do PSD/Madeira, liderada por Alberto João Jardim, estendeu o benefício da dúvida até finais de Fevereiro (coincide com o Carnaval).
E tal como Guilherme Silva, porta-voz da reunião, disse, a direcção nacional terá de garantir que tem condições para substituir o PS pelo PSD nos três actos eleitorais. É obra! Portanto, é óbvio que Ferreira Leite queira, agora, tentar marcar agenda sabendo de antemão que Sócrates iria recusar. Mas foi uma acção de marketing político em vão, diga-se. Não estamos, ainda, em campanha eleitoral e infelizmente a história democrática portuguesa não tem dado exemplos deste tipo de frente-a-frente fora dos calendários das urnas. O debate entre o governo e os deputados faz-se quinzenalmente na Assembleia da República (na Madeira nem isso).

Obviamente que os debates entre os candidatos a primeiro ministro surgirão na altura certa. Mas se Manuela Ferreira Leite quer antecipar, explique, então, em primeiro lugar aos Portugueses que modelo quer para o país. Há palcos de sobra para o evento. É que, ainda, ninguém entendeu. A confusão é de tal ordem que as palavras baralham. Portanto, venha daí um pré-manifesto que esclareça a posição do PSD face à economia, ao ensino, à saúde, ao desemprego, ao investimento, às relações internacionais e conflitos armados, às ligações institucionais com as regiões autónomas, às questões europeias e autárquicas. Há tanto para explicar.

O povinho vai exigir muito mais destas eleições legislativas do que um mero lazer televisivo. Para isso tem telenovelas, talkshows, danças com eles, cantorias e momentos da verdade. E esta é válida para o partido do poder.

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2008-11-22

 


Desconheço o autor/a mas caíu-me no e-mail. Acho que quem o idealizou tem criatividade e humor. Só pode ser português.

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2008-11-18

 

PRODUÇÔES FICTICIAS CONTRATAM FERREIRA LEITE


PARA QUE O POVO ACREDITE e NÂO SE ESQUEÇA.

Líder do PSD comenta reformas do Governo
Ferreira Leite pergunta se "não seria bom haver seis meses sem democracia" para pôr "tudo na ordem"

18.11.2008 - 17h20 Lusa

A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, perguntou hoje se "não seria bom haver seis meses sem democracia" para "pôr tudo na ordem", num comentário às reformas que o actual Governo tem realizado em áreas como a justiça, educação ou saúde.

No final de um almoço promovido pela Câmara de Comércio Luso-Americana, Ferreira Leite elegeu a reforma do sistema de justiça "como primeira prioridade" para ajudar as empresas portuguesas. Questionada sobre o que faria para melhorar o sistema de justiça, a líder social-democrata demarcou-se da atitude do primeiro-ministro, José Sócrates, que "na tomada de posse anunciou como grande medida reduzir as férias do juiz".

Defendendo a ideia de que não se deve tentar fazer reformas contra as classes profissionais, Ferreira Leite declarou: "Eu não acredito em reformas, quando se está em democracia...". "Quando não se está em democracia é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se", observou em seguida a presidente do PSD, acrescentando: "E até não sei se a certa altura não seria bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia".

"Agora em democracia efectivamente não se pode hostilizar uma classe profissional para de seguida ter a opinião pública contra essa classe profissional e então depois entrar a reformar - porque nessa altura estão eles todos contra. Não é possível fazer uma reforma da justiça sem os juízes, fazer uma reforma da saúde sem os médicos", completou Manuela Ferreira Leite.

A presidente do PSD disse que a última coisa que faria num discurso de posse como primeira-ministra seria "atacar fosse quem fosse" e acusou o Governo de ter falhado as reformas da educação, saúde, Administração Pública e justiça.

"Qualquer político que pretenda alterar um sistema não o pode fazer contra esse sistema. Portanto eu acho que estão arrumadas, no mau sentido, as reformas da educação, saúde, Administração Pública, justiça. Fizeram-se umas coisitas, mas não é a reforma", considerou.

À saída do almoço-debate, Manuela Ferreira Leite não quis responder às perguntas dos jornalistas, que tentaram questioná-la sobre as suas declarações relativas à democracia.

A presidente do PSD respondeu apenas à primeira questão, sobre o ministro da Agricultura, Jaime Silva, dizendo que mantém todas as críticas que fez à política agrícola do Governo: "Não retiro uma vírgula àquilo que disse".

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