2011-11-04
Uma Grécia muito maior ... a Itália no visor
O FMI foi imposto à Itália.
Aparentemente, terá sido a própria UE a impor a vigilância das "contas italianas" pelo FMI.
Na realidade, deve ter havido uma mãozinha invisível. Os EUA, o FMI e os Emergentes receiam complicações e não cumprimentos das medidas.
O capital financeiro mundial receia uma nova Grécia com um peso bem maior no sistema económico e um tsunami na Itália é bem mais complexo para as economias, incluindo a dos EUA.
Pode mesmo por em causa tudo.
Este G20 consistiu mais numa reunião de baratas tontas do que em algo de útil para a concertação dos interesses do planeta. Não parece ter saído uma única ideia nobre no sentido de moderar a crise financeira global.
Desta reunião há uma conclusão.
Raciocinando à PS português em que admite que o orçamento 2012 não é de sua autoria diz não vai obstaculizar pelo bem do país nem sequer exigindo e negociando contrapartidas, é um cheque em branco.
O G20 também diz a crise grega não é de nossa autoria, vamos sustentá -la nos braços tentando impedir que crises tão graves se desencadeiem como por exemplo na Itália, porque o capitalismo financeiro não pode ir ao charco!
Como para o PS conta o País sem povo e aqui conta o mundo do capital financeiro.
Aparentemente, terá sido a própria UE a impor a vigilância das "contas italianas" pelo FMI.
Na realidade, deve ter havido uma mãozinha invisível. Os EUA, o FMI e os Emergentes receiam complicações e não cumprimentos das medidas.
O capital financeiro mundial receia uma nova Grécia com um peso bem maior no sistema económico e um tsunami na Itália é bem mais complexo para as economias, incluindo a dos EUA.
Pode mesmo por em causa tudo.
Este G20 consistiu mais numa reunião de baratas tontas do que em algo de útil para a concertação dos interesses do planeta. Não parece ter saído uma única ideia nobre no sentido de moderar a crise financeira global.
Desta reunião há uma conclusão.
Raciocinando à PS português em que admite que o orçamento 2012 não é de sua autoria diz não vai obstaculizar pelo bem do país nem sequer exigindo e negociando contrapartidas, é um cheque em branco.
O G20 também diz a crise grega não é de nossa autoria, vamos sustentá -la nos braços tentando impedir que crises tão graves se desencadeiem como por exemplo na Itália, porque o capitalismo financeiro não pode ir ao charco!
Como para o PS conta o País sem povo e aqui conta o mundo do capital financeiro.
Etiquetas: Capitalismo financeiro, G20, PS
2011-11-03
G20 - a cimeira do Imprevisto
Oficialmente hoje e amanhã reúne-se o G20 em Cannes. A regulação financeira era tema, mas de forma inesperada, a Grécia veio estragar a festa a muita gente, em especial ao Sr. Sarkosy, presidente da Cimeira que se preparava para cantar loas à Cimeira da Europa recentemente havida e daí retirar alguns trunfos eleitorais.
Mas George Papandreou que, certamente, não deve ter gostado das dicas de Sarkosy no final da cimeira europeia ao dizer que a Grécia nunca deveria ter entrado no Euro, respondeu-lhe.
A Grécia está no centro do Mundo sem fazer parte do G20. Teve direito a reuniões especiais.
Vem a Srª Merkel dizer "que estabilizar o euro é mais importante que salvar a Grécia".
Mas como, se ela já provou que não sabe? Nem salva a Grécia nem o Euro.
Papandreou, talvez sem querer, terá prestado um serviço à Europa. Fazê-la primeiro tremer e talvez a faça pensar e mudar de políticas.
Os actuais Merkozy estão longe de uma Europa para os povos. Não têm estatura moral nem intelectual para liderarem essa Europa de novo estilo.
Parem com a humilhação dos povos que é o que tem vindo a acontecer em muitos países da Europa e em especial o grego e o povo português não está muito longe de idêntica humilhação. É necessária uma mudança de rumo em que o povo conte e seja a prioridade.
Mas George Papandreou que, certamente, não deve ter gostado das dicas de Sarkosy no final da cimeira europeia ao dizer que a Grécia nunca deveria ter entrado no Euro, respondeu-lhe.
A Grécia está no centro do Mundo sem fazer parte do G20. Teve direito a reuniões especiais.
Vem a Srª Merkel dizer "que estabilizar o euro é mais importante que salvar a Grécia".
Mas como, se ela já provou que não sabe? Nem salva a Grécia nem o Euro.
Papandreou, talvez sem querer, terá prestado um serviço à Europa. Fazê-la primeiro tremer e talvez a faça pensar e mudar de políticas.
Os actuais Merkozy estão longe de uma Europa para os povos. Não têm estatura moral nem intelectual para liderarem essa Europa de novo estilo.
Parem com a humilhação dos povos que é o que tem vindo a acontecer em muitos países da Europa e em especial o grego e o povo português não está muito longe de idêntica humilhação. É necessária uma mudança de rumo em que o povo conte e seja a prioridade.
Etiquetas: Europa em labaredas, G20, Grécia
2011-11-02
"O G20 serve para alguma coisa?"
É o título de um artigo que há tempos li na revista francesa Alternatives Economiques, cujo tema principal era o estado da economia 2011.
Nesse artigo, Christian Chavagneux, afirma que o G20, instituído em 1999 para responder à crise asiática, tinha por finalidade contribuir para uma nova arquitectura financeira internacional mais estável. No entanto, esteve "adormecido" até à falência do Lehman Brothers (2008) e a crise desencadeada.
A acção do G20 tem sido decepcionante em matéria de regulação financeira. Um mérito contudo deve ser-lhe assacado. A sua simples criação veio destruir por completo o mito/crença daqueles que defendiam/defendem que os mercados financeiros podiam7podem regular-se por si.
Percorrendo a história económica sabe-se que estas matérias da regulação são sempre complexas. Após a crise de 1929 foram precisos 4 anos para regular os bancos e 15 anos para que os países desenvolvidos cooperassem entre si nesta matéria.
Por outro lado, o G20 também não tem sido ágil, melhor dito, tem mostrado total incapacidade na coordenação das políticas económicas. Não tem funcionado de instrumento de cooperação entre países.
Tem tido um "mérito". O seu funcionamento tem servido para os EUA fazerem pressão sobre os outros países.
Com a criação do G20 os EUA têm procurado e de algum modo marginalizado os países da UE dando algo de troca aos países emergentes.
No presente ano, coube à França a presidência, o que justifica esta cimeira em Cannes que começa amanhã, cujo tema inesperado será a situação grega e os efeitos na UE e nas economias dos países desenvolvidos
Nesse artigo, Christian Chavagneux, afirma que o G20, instituído em 1999 para responder à crise asiática, tinha por finalidade contribuir para uma nova arquitectura financeira internacional mais estável. No entanto, esteve "adormecido" até à falência do Lehman Brothers (2008) e a crise desencadeada.
A acção do G20 tem sido decepcionante em matéria de regulação financeira. Um mérito contudo deve ser-lhe assacado. A sua simples criação veio destruir por completo o mito/crença daqueles que defendiam/defendem que os mercados financeiros podiam7podem regular-se por si.
Percorrendo a história económica sabe-se que estas matérias da regulação são sempre complexas. Após a crise de 1929 foram precisos 4 anos para regular os bancos e 15 anos para que os países desenvolvidos cooperassem entre si nesta matéria.
Por outro lado, o G20 também não tem sido ágil, melhor dito, tem mostrado total incapacidade na coordenação das políticas económicas. Não tem funcionado de instrumento de cooperação entre países.
Tem tido um "mérito". O seu funcionamento tem servido para os EUA fazerem pressão sobre os outros países.
Com a criação do G20 os EUA têm procurado e de algum modo marginalizado os países da UE dando algo de troca aos países emergentes.
No presente ano, coube à França a presidência, o que justifica esta cimeira em Cannes que começa amanhã, cujo tema inesperado será a situação grega e os efeitos na UE e nas economias dos países desenvolvidos
Etiquetas: G20


