2015-08-12
“A Grécia usada para encobrir o escândalo do salvamento dos bancos europeus”
Etiquetas: Crise do euro, Grécia, salvar os bancos
2015-07-13
TENHO UMA FORTE SUSPEITA
O Governo grego negociou, fez cedências, foi vergado quase até ao chão. Para mim não foi completa surpresa, em 26 de Junho, no Facebook, disse que
"a relação de forças [entre a UE e a Grécia] é a que a imagem mostra. De modo que, apesar do receio de indigestão, o mais provável é o cinzento engolir o verde.”
Etiquetas: Grécia, Passos Coelho., Syrisa, Tsipras, UE, União Europeia
2015-06-26
Voroufakis entrevistado. O homem, o político, a Grécia
Conversa abertamente, interrompendo-se de dez em dez minutos para atender o telefone. A última chamada – “Olá, Larry!” – para falar com Larry Summers, o professor de Harvard e secretário do Tesouro de Clinton, é feita na casa de banho privada. Varoufakis, 54 anos, não parece esmagado por ter às costas o destino da nação. ...

Etiquetas: Grécia, Siryza, Vorufakis
2012-05-08
NEONAZIS GREGOS - Amanhecer Dourado - obrigam jornalistas a ficar de pé na primeira conferência de Imprensa
2012-03-09
Portugal e a Grécia com muito de comum a analisar
Quem é este senhor?
Se a resposta vier do campo do governo actual, este académico reputado como um dos especialistas mundiais de reestruturações de dívidas de países não passaria de um "perigoso comunista" porque aquela velha táctica de quem não tem as nossas ideias, durante 50 anos tão solidificada em Portugal com Salazar e Caetano, ainda pega.
Este académico dá uma entrevista ao DN de hoje e hoje também fala na U.Católica desdiz que não é pelo facto de um País reestruturar a dívida que fica afastado dos mercados financeiros e dá dois exemplos de sucesso. O Uruguai que voltou aos mercados menos de um ano depois de reestruturar a sua dívida e a Argentina.
Por conseguinte, mais uma vez, os defensores da não reestruturação da dívida portuguesa não têm razão em querer resolver os problemas da dívida pela austeridade que em nada resolve e o caso da Grécia ensina-nos bem isso e tentam enganar-nos com falsos argumentos como o afastamento dos mercados.
Agora que o processo de reestruturação é complexo e a exigir muitos punhos de renda e firmeza é um facto.
Etiquetas: Grécia, Portugal, Reestruturação dívida
2011-11-23
Reflexões sobre a crise na Europa... que veio por longo prazo

Segundo a análise, assinada por Patrick Artus, estes dois países têm um problema estrutural que existe há muito tempo, nomeadamente a incapacidade para equilibrarem o seu comércio externo devido à pequena dimensão do sector da exportação (mesmo incluindo os serviços ligados ao turismo e ao imobiliário). Esta situação, sublinha o estudo, levou ao endividamento privado e ao actual excessivo endividamento público.
A análise sublinha que os “remédios” propostos não são eficientes: o cancelamento de parte da dívida não evita que se acumule de imediato mais dívida; além disso, reduzir a procura interna (através de políticas orçamentais restritivas e corte de salários) de modo a eliminar a necessidade de empréstimos externos também seria, muito provavelmente, insustentável.
“A União Europeia terá de acabar por aceitar a ideia de que apoiar os Estados-membros através da transferência de rendimentos – ou seja, federalismo ou solidariedade – é a única solução”, defende Patrick Artus nesta sua análise económica.
Ao passo que se prevê que França, Espanha, Itália e Irlanda consigam reduzir ou eliminar os seus défices externos, o mesmo não se pode esperar da Grécia e de Portugal, salienta o “research” do Natixis.
“Há muito tempo que a Grécia e Portugal têm um problema com os seus défices externos e orçamentais, sendo que o problema fundamental é o do défice externo”, lê-se no estudo, que acrescenta que o défice externo surgiu nos dois países na segunda metade da década de 90 e que este se tem, tendencialmente, deteriorado desde então.
“O problema de base destes dois países é que o sector exportador (no sentido lato: indústria, turismo, serviços exportáveis) é demasiado diminuto em comparação com as suas necessidades de importação. Os excedentes no turismo ou noutros serviços estão muito longe de compensarem o défice de bens”, salienta a nota de análise.
Dado os juros pagos sobre a dívida externa, “podemos ver que a balança de transacções correntes deverá deteriorar-se tanto quanto a balança comercial”.
A condição de “periferia geográfica” destes dois países face ao centro da Zona Euro, a crónica escassez de inovação e a abundância de trabalhadores não qualificados, bem como o fraco nível de capital produtivo, não lhes permite equilibrar o comércio externo, refere o estudo.
Europa mantém "a ilusão de que a Grécia e Portugal conseguirão solucionar os seus problemas"
“Os líderes da União Europeia continuam a manter a ilusão de que a Grécia e Portugal conseguirão solucionar os seus problemas. Trata-se de uma ilusão. Os remédios apresentados não funcionam”, sublinha o autor do “research”.
Para Patrick Artus, a saída do euro por parte destes dois países e a desvalorização das suas novas moedas nacionais só iria agravar os seus problemas em matéria de défice externo. A procura interna nestes países teria de ser reduzida. “Atendendo ao peso das importações, o consumo interno teria de diminuir mais 30% na Grécia e 26% em Portugal, o que teria, obviamente, efeitos insustentáveis sobre o emprego”.
O estudo critica assim esta abordagem – como a procura nestes países supera a sua produção interna, devem reduzir essa procura para o nível da produção para eliminarem o défice externo - que tem vindo a ser sugerida pelas autoridades europeias e economistas alemães. “O custo social desta política seria inaceitável”, garante.
“Espanha, França, Itália e Irlanda têm de eliminar os seus défices excessivos e dispõem de meios para o fazerem. Mas é muito difícil imaginar que esse seja o caso na Grécia e em Portugal, atendendo à estrutura das suas economias. Os remédios habitualmente referidos (“haircut” sobre a dívida, desvalorização, melhoria da competitividade, redução da procura) não são suficientes e não permitirão que estes países se financiem”.
Qual poderá ser, então, a solução? O Natixis diz: “atendendo aos modestos requisitos para empréstimos nestes países, uma pequena dose de federalismo (solidariedade) seria suficiente para evitar uma materialização” da diminuição do poder de compra e dos subsequentes riscos políticos. “Esta é a solução usada para as regiões pobres e desindustrializadas em todos os países”, remata a análise.
Transcrito do "Jornal de Negócios"
Etiquetas: Crise Estrutural, Grécia, Portugal
2011-11-03
G20 - a cimeira do Imprevisto
Mas George Papandreou que, certamente, não deve ter gostado das dicas de Sarkosy no final da cimeira europeia ao dizer que a Grécia nunca deveria ter entrado no Euro, respondeu-lhe.
A Grécia está no centro do Mundo sem fazer parte do G20. Teve direito a reuniões especiais.
Vem a Srª Merkel dizer "que estabilizar o euro é mais importante que salvar a Grécia".
Mas como, se ela já provou que não sabe? Nem salva a Grécia nem o Euro.
Papandreou, talvez sem querer, terá prestado um serviço à Europa. Fazê-la primeiro tremer e talvez a faça pensar e mudar de políticas.
Os actuais Merkozy estão longe de uma Europa para os povos. Não têm estatura moral nem intelectual para liderarem essa Europa de novo estilo.
Parem com a humilhação dos povos que é o que tem vindo a acontecer em muitos países da Europa e em especial o grego e o povo português não está muito longe de idêntica humilhação. É necessária uma mudança de rumo em que o povo conte e seja a prioridade.
Etiquetas: Europa em labaredas, G20, Grécia
2011-10-28
Houve perdão da dívida grega?
À medida que vamos dominando melhor a informação que nos chega, a realidade parece bem outra. E naquilo que resta será mesmo um perdão a sério?
Alguns dados para raciocínio.
Os empréstimos públicos recebidos pela Grécia do FMI e UE somados aos títulos do tesouro comprados pelo BCE correspondem a 30% da dívida grega. Ora, o "perdão", assim, só incide sobre os restantes 70%, ou seja, 35%, uma vez que os montantes (FMI+BCE+UE) não entram.
Segundo aspecto, estamos de facto perante um "perdão"?
O mecanismo do perdão consiste no seguinte, segundo entendi. Os bancos credores vão trocar os títulos da dívida grega que valem zero por títulos a 30 anos, cujo reembolso é garantido nessa data pelo FEEF e, durante estes 30 anos, esses bancos recebem um juro anual pelos respectivos montantes "perdoados".
Ao fim e ao cabo o perdão é pago pelo povo grego transformando-se num bom negócio.
Tanto alarido para uma solução destas da Cimeira!!.
Esta matéria merece análise aprofundada. Quem saiu beneficiado: a Grécia ou os bancos?!
Etiquetas: BANCOS, Grécia, Perdão da dívida
2011-10-19
hoje no talho
Os talhantes comentavam entre si, com um certo gozo, o que dizia o Álvaro, dizendo: este é que a sabe toda, deixou a ciência lá pelo Canadá, nunca geriu nem uma cantina, anda o prometer tudo e o seu contrário, (ouviram o que ele disse em Viseu, a minha terra) mas não faz nada como governante. Assim é porreiro. Pelo menos, dizia um, aqui tenho de saber cortar a carne senão os clientes vão-se para outro talho
A conversa foi animando, entrei nela, pois não estava mais ninguém era cedo e falou-se da Grécia e a conclusão dos talhantes foi esta: os gregos é que a sabem toda. O povo até está a dar uma grande ajuda ao Governo indo para a rua. Assustaram tanto a Europa que lhes vai perdoar 50% da dívida.
Se o povo português agir como os gregos, também ainda nos pagam e isto depois volta tudo ao mesmo.
Enfim, se esta ideia pega, a rua vai ser um sucesso!!
Etiquetas: Conversas no talho, Grécia, Portugal
2011-09-27
Se a Grécia entrar en défaut ...
Se esta situação se verificar que impactos terá em Portugal?
Muitos. Quais? Não sei ver toda a dimensão. Mas uma é certa. Pela orientação deste Governo e da política da União, de certeza, o poder de compra da população portuguesa irá ser ainda mais reduzido: mais impostos, subidas de preços e cortes nos salários e subsídios.
Tem razão o Ministro das Finanças quando afirma que anos mais difíceis virão ainda para os portugueses, pois as medidas do governo não vão no sentido de superar a crise. Sem crescer, a economia portuguesa não sai do buraco em que caiu.
Mas convém olhar um pouco mais longe.
A União Europeia não vai ficar imune. A União, no seu conjunto, vai ficar muito debilitada. Vai perder peso político e económico mundial rapidamente. Até Obama já veio mostrar grande apreensão pela situação na Europa.
Até a Alemanha, apesar de não ter rasgos para propor medidas de fundo que façam a Europa sair do pântano em que se atolou, não tem interesse numa Europa frágil, sem peso, nem que se inicie a desagregação da Europa, pois perde posição Global. De país grande e dominador num ajuntamento de Países, caso a Europa se desagregue, passa a ser um país como muitos outros e com perda de influência e de mercados.
Etiquetas: Alemanha, Grécia, Portugal, União Eurpeia
2011-06-25
A situação preocupante na Grécia

Que a estreia de Passos Coelho foi um êxito, certamente porque não apostou na presença de nenhum nobre companheiro.
Tudo vai correr às mil maravilhas!!.
O Governo antecipa cortes no Estado (três meses e teremos identificados os organismos públicos a extinguir - o problema é extingui-los) e as privatizações a avançar de forma célere.
Passos Coelho vai ter a hipótese de reprogramar os fundos comunitários, mas foi pena que nem uma ideiazinha avançasse sobre o que fará com essa reprogramação, ou seja, que linhas de condução lhe servirão de suporte: Projectos de exportação? De substituição de importações? Que projectos agrícolas tanto do agrado do seu parceiro de governo e agora do recém convertido à agricultura Presidente Cavaco Silva vai incentivar? Que apoios ao turismo e ao mar? À construção e reparação naval que anteriores governos do PSD desmantelaram ou então não souberam enquadrar numa política ampla de desenvolvimento? etc, etc.
Só se pedia uma luzinha, tanto mais que o programa de governo certamente deverá trazer indicações precisas dessa reprogramação.
Mas ao lado destas considerações sobre o que se espera do nosso país, junto um dos quatro cenários apontados hoje no DN, trabalho de Eduarda Frommhold (com algum humor negro) com base num outro trabalho de Harvard, para que se possa ir formando uma visão mais precisa das consequências inevitáveis para um país que abandone o euro ou seja forçado a tal, ou mais grave se o euro "explodisse", o que não está fora de hipótese, caso a UE não encontre saída para conter a crise e fazer a UE ressurgir do atoleiro em que se precipitou.
Não é com as medidas de orientação até à data tomadas que a Europa ressurgirá.
(clicar sobre a foto para ampliar)
Etiquetas: abandono do Euro, Grécia, Portugal