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2012-01-11

 

Que faz o Representante da República na Madeira?

Ouviu-se dizer que Alberto João Jardim tem um plano "B". Não se vê como se em mais de trinta anos nem um plano "A" teve, a não ser a aposta no betão,com as pessoas em plano secundário.

Que plano "B" será esse?

Mais uma de Alberto João em que felizmente as pessoas já acreditam menos.

Passei nesta quadra de festas um largo período na Madeira e in loco vi que a insatisfação é grande, que as pessoas começaram a aperceber-se de que a governação da Madeira ruiu por falta de estratégia e que muita gente próxima do "imperador" abertamente diz que ele é o problema e não a solução.

É uma frase feita que se ouve em alturas críticas e quando o visado está na mó de baixo. Também é verdade que desde há bastante tempo deu-se uma certa "libertação" da crítica e hoje já se criticam abertamente as políticas do PSD em público, vulgo cafés e nas famílias, mesmo quando sempre votaram PSD.

Também deduzi que infelizmente tinha razão sobre as eleições porque defendi o conhecimento prévio das medidas e que não devia haver eleições sem plano.

Muita gente votou Alberto João Jardim, por ainda desconhecerem as medidas de austeridade agora já anunciadas e que Jardim durante a campanha negou que houvesse ou assinasse.

A oposição foi frouxa, embarcou em eleições, sem ter exigido previamente o plano de resgate. Uma oposição de um modo geral muito pouco lutadora e cheia de tibieza.

Não tenho dúvidas de que se o plano fosse previamente conhecido, Jardim tinha sido derrotado nas urnas.

Mas havia muita oposição que temia a eventualidade de governar a Madeira em condições tão difíceis como as que aí se descortinam.

Não sei mesmo, se não foi este raciocínio de medo, de incapacidade que fez que as eleições se debruçassem sobre uma realidade virtual.

E afinal que papel tem o representante da República neste contexto? Extinga-se menos uns trocos do erário público.

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2011-11-03

 

Levado muito a "sério" o dia de hoje na Madeira

"O Representante da República para a Madeira, Ireneu Barreto, recebe hoje o presidente do PSD-M, Alberto João Jardim, para indigitá-lo a formar o XI Governo Regional da RAM, na sequência da vitória eleitoral obtida a 9 de Outubro.

...O Representante da República convocou na passada semana os representantes dos partidos com assento parlamentar que, à excepção do PND que recusou o convite de Ireneu Barreto, concordaram com a regra democrática do partido mais votado escolher o presidente do Governo Regional.

O PSD-M, que se fez representar por Miguel de Sousa e Jaime Filipe Ramos, mais uma vez indicou o nome de Alberto João Jardim, o líder do partido com 68 anos que desde 1978 é o chefe do Executivo madeirense", lê-se no DNotícias Madeira de hoje.

Como os putos brincam às casinhas, na Madeira brinca-se à República.

Vejam a graça disto. Há muito são conhecidos o organograma do novo governo regional e a sua composição.

Faz então algum sentido este teatrinho de aldeia? É pena não ter bonecos animados e palhaços pois a criançada ainda se divertia.

É para isto que serve um representante da República? Há muitos anos estou contra a existência desta figura bizarra. Que diferença há entre esta e a de governador civil? Só porque uma é nomeada pelo PR e a outra era pelo Governo?

Que fantochada aquela de receber os partidos e anunciar que concordaram com a regra democrática de ser o partido mais votado a constituir governo? E, se algum partido, dissesse que não qual o efeito?

Estas formalidades são um copy past do que se passa na República.

Havia que ter inovado e simplificado, aliás como também já muita coisa não faz sentido na República, como aquele aparato tudo da GNR em Belém que houve há dias para o PR receber os embaixadores.

Simplifique-se isto tudo e debrucemo-nos sobre os assuntos de fundo. Autonomia não é para estescoy pasta bizarros.


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