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2011-06-25

 

BPN, o grande buraco, a exigir solução imediata

A troica exige uma solução para o BPN até finais de Julho. As soluções ou são de venda ou de liquidação.

O Estado português já gastou com o BPN (digamos, a fundo perdido) uns bons milhares de milhões de euros. Qualquer que seja o desfecho, pouco ou nada vai recuperar do que gastou. O BPN é um caso de polícia puro e duro de altas figuras, próximas do PSD, actual governo e próximas de Cavaco Silva, figuras do passado como Dias Loureiro. Tudo muito atrasado e toda a gente tem a sensação de que "quem se vai lixar é o mexilhão".

A intervenção do governo de José Sócrates foi um erro. Esta foi a minha posição de início e mantenho. Sempre defendi a intervenção no grupo e não no BPN.

Hoje os argumentos em defesa da intervenção no grupo são ainda mais claros. Mas nada a fazer.

Agora há que resolver a situação da forma menos gravosa nem que seja de modo simbólico: um euro pelo capital.


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2011-01-20

 

A revista Sábado descobriu a escritura que Cavaco não quis revelar

A revista Sábado descobriu a escritura do negócio de Cavaco Silva com a vivenda da Aldeia da Coelha, em Albufeira, escritura e negócio que o candidato se tem recusado a esclarecer. Os valores envolvidos na troca da vivenda Mariani, em Montechoro pelo terreno da Aldeia da Coelha adensam a suspeita sobre todo o negócio, como bem observa, José Manuel Correia Pinto no seu blog POLITEIA.
A recusa de Cavaco Silva a esclarecer este caso, como o da suspeita compra e venda das acções da SLN a Oliveira e Costa, revelam a presunção e sobranceria de um candidato que num país com outras tradições democráticas estava condenado à desistência ou à derrota.
Mas o que se vai conhecendo destes casos diz-nos também que Cavaco Silva tem legítimo receio que tudo se esclareça.

O que mais espanta nas revelações que têm surgido é que Cavaco Silva afinal nunca se desligou, daquele grupo de pessoas que na AR já foi designado pelo "gang do BPN" e que desfalcou o país em mais de 2 mil milhões de euros que temos agora de pagar com os impostos. Essa ligação é patente no negócio das acções da SLN, depois no negócio da Aldeia da Coelha onde Oliveira e Costa e outros, do mesmo grupo, são vizinhos, depois na escolha para o Conselho de Estado de Dias Loureiro, depois na escolha de algumas destas pessoas envolvidas na SLN/BPN para a sua candidatura. Tudo isto para já não falar nos célebres, suspeitos e milionários perdões fiscais assinados por Oliveira e Costa quando Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, no Governo de Cavaco Silva. Só a Cerâmica Campos tinha uma dívida ao Estado de 2,1 milhões de euros.
A arrogante recusa a discutir aqueles casos, que ficariam de imediato arrumados e fora da campanha, parece indiciar cumplicidades que não quer beliscar.

Não é chocante que o candidato Cavaco Silva não tenha tido até hoje uma palavra de condenação, dos autores e cúmplices do maior roubo no país que agora nos cabe a nós pagar?

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2011-01-12

 

Cavaco Silva enredado no caso BPN

“Se estivéssemos nos EUA provavelmente acontecia a Cavaco Silva o que aconteceu à Senhora Madoff que teve de devolver o dinheiro que ganhou com operações ilegais”. Operações ilegais do marido, no caso dela, de Oliveira e Costa, no caso de Cavaco Silva. Foi assim que ontem, no programa Pontos de Vista, da RTPN o deputado João Semedo concluiu sobre o caso das relações de Cavaco Silva com o BPN (Banco Português de Negócios).

O caso do BPN acabou por se tornar na questão de maior relevância na campanha eleitoral para a presidência da república. E é natural que assim acontecesse. Em primeiro lugar porque é um caso que questiona o carácter do candidato e os casos de carácter dos políticos tornaram-se há muito, nos regimes democráticos, da América à Europa, em tema que a comunicação social e a opinião pública não deixa nem deve deixar de escrutinar. Em segundo lugar porque Cavaco Silva em vez de esclarecer o que realmente se passou optou – opção fatal - por recusar responder às perguntas com a desculpa de que está, quanto a santidade honestidade e carácter, acima de qualquer suspeita, enfatizando até que terá de nascer duas vezes o português que seja mais recto e honesto que ele.

E porque não quer Cavaco Silva responder? Porque o caso é embaraçoso. Porque belisca a imagem de seriedade, honestidade e incorruptibilidade à prova de bala que obsessivamente exibe como cidadão político não político.

Cavaco Silva comprou 250 mil acções da SLN, Sociedade Lusa de Negócios, sociedade anónima dona do BPN, em 18 de Abril de 2001, ao preço de favor de 1 euro feito discricionariamente por Oliveira e Costa, presidente da SLN e do BPN. Cavaco comprou 105.378 acções para si e as restantes para sua filha. O seu amigo Oliveira e Costa comprara essas acções, três semanas antes,  em 27 de Março de 2001,  à Merfield, a 2,10 euros por ação, "perdendo" assim alegremente 175 mil euros num negócio de favor para o seu amigo Cavaco.
Em Dezembro de 2003, Cavaco Silva completou o negócio com o seu amigo, Oliveira e Costa vendendo a 2,4 euros cada acção que comprara a 1 euro, com o lucro magnífico de 147.500 euros correspondente a 140% do dinheiro investido. Negócio idêntico e simultâneo foi feito pela filha com um lucro de 209.400 euros. Enfim Cavaco Silva e a filhas ganharam cerca de 350 mil euros que fazem parte do roubo de 7 mil milhões do BPN que estamos a pagar.
O problema de Cavaco Silva não está, como ele sempre reage para não responder, em comprar e vender acções e ganhar muito ou pouco dinheiro. O problema está em ter tido aquele ganho devido a um preço de favor na compra. O problema cresce por a venda corresponder a uma compra ilegal (ilegalidade de Oliveira e Costa mas que não deixa de ter consequências para o negócio) por ser uma venda à própria SLN que só poderia ser legal com autorização, que não houve, da assembleia geral da sociedade, como manda o código das sociedades comerciais como explicou o deputado João Semedo no citado programa.

O caso ganha contornos menos agradáveis porque Oliveira e Costa é correligionário político de Cavaco Silva, seu ex-secretário de Estado e é arguido na qualidade de “chefe do gang do BPN” (caracterização de Francisco Louçã no Parlamento), que realizou a maior burla de que há registo em Portugal e, o que faz toda a diferença, vai ter de ser paga pelos contribuintes.
Para tornar o caso mais feio a gentinha do BPN que nos vai obrigar a pagar todo o dinheiro que delapidaram e com que se enriqueceram, é gentinha do círculo de amizades ou das relações de Cavaco Silva, alguma da qual ele convidou para a comissão de honra da sua candidatura.

No meio deste vendaval Cavaco Silva resolveu criticar a administração do BPN que está a tentar recuperar os salvados da maior burla de que há memória no nosso país e não teve até agora uma palavra de condenação para os seus autores.
Um outro candidato a PR, já não sei se José Manuel Coelho, se Defensor de Moura, argumentou que pessoa assim com este tipo de amizades e companhias não dá garantias para o lugar, nas circunstâncias particularmente difíceis que o país enfrenta.
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Na imagem a carta de Aníbal Cavaco Silva dirigida ao presidente da SLN a pedir para vender as suas ações da SLN em 17 de Nov 2003. [Ver aqui e aqui]

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2010-06-22

 

As Acções do Prof. Cavaco Silva

Já ninguém se lembra e muito menos agora que o futebol é que está a dar.

Como disse que não voltava mais à selecção, não volto (admito o risco de me ter enganado e ainda bem, se a selecção "despertou"), pelo que vou abordar este tema menos futebolístico: as 105.378 acções que o Prof. Cavaco Silva comprou a 1€ em 2001 e vendeu dois anos depois a 2,4€ conseguindo com isso mais valias de 147mil euros.

Isto porquê?

Porque o Expresso na sua edição do último fim de semana traz um longo artigo a explicar como o grupo BPN se financiava.

O próprio Expresso diz que o esquema era aliciante. Quem se tornasse sócio da SLN, comprava acções com a garantia que as venderia posteriormente a sociedades do grupo obtendo mais valias significativas.

Numa caixa nesse artigo, intitulada "Cavaco não esclareceu acções", o Expresso apenas relata as mais valias que o Prof. Cavaco Silva obteve em dois anos ao multiplicar por 2,4 o montante que investiu, mas refere que os accionistas contactados disseram desconhecer o contrato feito com o Professor Cavaco Silva.

Quem afirma sempre que sabe do que fala é pena que não tenha esclarecido como obteve as mais valias, certamente legítimas. Mas que a situação parece incomodar ....

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