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2011-11-07

 

Mesmo com FMI na Itália, a UE pode ser "sacudida"

A crise da dívida soberana na Europa, que muita tinta tem feito correr, começa agora a assumir uma dimensão com potenciais consequências de muita gravidade, incluindo o eventual fim da moeda única .

Em todo o lado, se escreve que a situação económica da Europa no seu todo não configura esta crise, até se apresenta melhor nos seus rácios económicos que os EUA e Japão.

"L'Europe va mal. Non que son économie - prise comme un tout - soit particulièrement déséquilibrée: les Européens ne consomment pas plus qu'ils ne produisent, contrairement aux Américains, et les comptes extérieurs de la zone euro sont quasiment équilibrés; l'épargne des ménages est abondante et leur endettement deux fois plus faible qu'aux Etats-Unis; même du côté des dettes publiques, qui paraissent aujourd'hui la principale faiblesse de l'Europe, leur poids dans le produit intérieur brut (PIB) est inférieur de dix points à ce qu'il est dans le PIB américain et leur progression est beaucoup moins rapide" lê-se em Alternatives Economiques nº 90, Outubro de 2011.

Mas toda a gente (menos os políticos europeus) começa a concordar que os problemas da Europa se situam a dois níveis: desequilíbrios internos profundos e principalmente uma falha e falta de comando, instituições mal formatadas como o BCE que costumo dizer só tem funções de "meio banco central", um FEEF recente e descapitalizado, que procurou financiar-se junto dos países emergentes (o que levou a Presidente DILMA a dizer mas se vocês europeus não financiam porque vamos nós entrar nesse combóio), um orçamento sobretudo para financiar a burocracia comunitária e declarações (levianas) em série dos altos responsáveis europeus sobre os problemas da Europa associadas a umas cimeiras cujas decisões caem por terra nas horas seguintes.

Estas cimeiras são por isso inconsequentes, com respostas frágeis e a reboque dos acontecimentos e sem nunca agarrarem os problemas em toda a sua dimensão.

E os mercados (capital financeiro mundial) não perdoam. É a instabilidade continuada.

Agora com um país grande, a Itália sob a alçada desses mercados, oferecendo pouca confiança com um governo sui generis e ainda periclitante, a situação é gravíssima para a Europa.

A "entrada" imposta do FMI pode aliviar o negrume da situação mas nada de bom é expectável.

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