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2012-06-01

 

Passos Coelho mesmo à beira do abismo

Não pode tremer muito.

A última quarta-feira foi um dia de elevado risco para Passos e Relvas. Fogo em duas frentes. Primeiro Passos no Plenário da AR e depois Relvas na Comissão.

Saíram-se os dois, melhor do que esperava. Não por grandes rasgos mas porque se prepararam e concertaram estratégias e a oposição teve um desempenho medíocre com uma ou outra excepção (Bloco portou-e bem no parlamento e muito na Comissão. Aqui o PCP esteve melhor a léguas). 

Para quem está em "falta", caiu no pecado da mentira, como diz Pacheco Pereira, acerca do ministro (mentira em todos os conceitos, "mentira pura", "omissão da verdade" e "sugestão de falsidade") deu o máximo e foi isso que a oposição não soube explorar.

Mas Passos não tem outra saída. Não pode deixar cair o seu ministro chave do governo sob pena ruir o edifício. Tem de mantê-lo sempre em pé por mais tombos que acontecem. Mas o risco é grande

Os tipos de mentiras de Pacheco Pereira estão aí visíveis, Ocultou factos na primeira ida à Comissão. Miguel Relvas não falou das reuniões profissionais com Silva Carvalho. Não explicou a natureza do café no Reid's entre os dois e mais um dos elementos da lista do email enviado por Silva Carvalho com sugestões para ocupar um posto chave nas secretas. E depois, o caso da "chata", é no mínimo é neste contexto de nebulosidade plena, muito equívoco. No concreto foi afastada donde estava. Com esse afastamento para secretária de estado foi cumprido de facto o desejo de Silva Carvalho. Coincidência houve. Ponto final.

Depois há aqui um outro problema muito grave. O dos relatórios pessoais, de empresas etc.É muito grave pois parece estar provado que embora de fraca qualidade foram feitos com recursos a meios públicos e por pessoas que não o podiam fazer atendendo ás funções e ainda incidindo sobre matérias que ofendem direitos fundamentais das pessoas. Este problema grave merece o maior  cuidado e caso seja provado a penalização adequada para que algum vez se possa vir a ter confiança nos serviços de informação do Estado.


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2011-09-18

 

Entre a náusea e a comiseração



“Há dois meses, Portugal e a Grécia estavam no mesmo comboio. Dois meses depois, já ninguém na Europa e no mundo confunde Portugal com a Grécia, nós estamos no caminho certo”. (Miguel Relvas, nas jornadas parlamentares do PSD).

Mal nada, eis que aquele político venal a que Jaime Gama, num momento de inspiração africana, apelidou de Bokassa, despeja 1.700 milhões de dívida escondida, em cima do nosso simpático "bom aluno" Passos Coelho. E assim, menos de uma semana depois da profecia do voluntarioso Relvas, Portugal descarrila e entra, periférico e impante, no "comboio" da Grécia.

Vai uma aposta!? Não vai acontecer nada. Nada, mesmo nada, àquele abencerragem do Estado Novo. Vai acontecer sim é que, no continente ou nas regiões autónomas vamos ser todos nós a pagar tudo com língua de palmo e, receeio, que conformadamente. Todos a ter de pagar... não. Só os do costume.

Mas, já de passagem, para evitar equívocos: isto de que "não somos a Grécia" e tal só me causa náusea e comiseração. É tão só raciocínio de lacaio a abanar a cauda à vista dos patrões. Merecíamos mesmo tudo isto?

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2011-07-23

 

Bairrão ainda mexe

Após embandeiramento em arco quase geral após cimeira europeia (continuo a dizer e a pensar que não se mexeu no fundamental e aí voltarei num próximo escrito), o caso Bairrão é que continua na berra e promete continuar ou então quem cala consente. Aguardemos pela resposta do Governo e de Bairrão.

Mas já serviu para demonstrar que, a ser verdadeiro o que o Expresso e nomeadamente o seu Director continua a escrever e dá mostras de que bem fundamentado, Passos Coelho entrou no governo a falsificar a verdade pois negou ter recorrido às secretas, quando de facto as usou.

Mas o Expresso levanta outros véus sobre quem indicou Bairrão para o cargo, o papel de Marques Mendes e o de Miguel Relvas, que afinal só demonstraram serem um pouco amadores, para além do metediço professor dos domingos, que terá sabido a novidade no sábado por dois ministros. Foi um grande corrupio.

O mais grave de tudo dos artigos do Expresso, em minha opinião, é a promiscuidade que insinua ter havido entre a Ongoing e os serviços secretos.

Como explicação para o caso sugere como ponto de partida relações maçónicas, escrevendo que é voz corrente que o Presidente do grupo Nuno Vasconcellos e Jorge Silva Carvalho, o ex-espião que saiu de director do SIED directamente para a Ongoing, partilham a mesma loja maçónica Mozart da Grande Loja Regular e Legal de Portugal, juntando ainda, "entre outras personalidade e políticos que ocupam agora cadeiras governamentais".

É lógico e aqui não acrescenta muito pois esta é a Grande Loja onde a maioria dos membros são figuras ligadas ao PSD, como no GOL predominam figuras ligadas ao PS.

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