2015-04-06
Teixeira dos Santos ministro das Finanças de Portugal ou dos Bancos?
Teixeira dos
Santos esteve hoje na TVI a explicar como, na qualidade de ministro das
finanças, traiu o 1º M José Sócrates, a conselho dos bancos e por convicção
própria. Submeteu assim o país à humilhante e dramática intervenção da troica.
O 1ºM dizia que não queria governar com o FMI cá dentro a mandar. Passos Coelho
em nome da facção neoliberal do PSD, punha-se em bicos de pés, oferecia-se aos
credores e aos mercados e ufano, anunciava "eu governo com o FMI! Eu
governo com o FMI !!". E governou e governa. Para o FMI, para o BCE e para a UE às ordens da
Alemanha de Merkel. Com a ajuda do PSD, do CDS e o apoio do PCP e do BE que
chumbaram o voto de confiança no Parlamento.
Pode-se
dizer que o PEC IV não levaria a lado nenhum e que a troica era inevitável. Não
se sabe. É mera presunção da direita e dos que se comprometeram com ela.
Poder-se-ia dizer o mesmo de Espanha que estava em condições idênticas às de Portugal.
Mas a Espanha não tinha lá um Passos Coelho e um Portas ansiosos por governar
mesmo que às ordens do FMI e... não quis a troica.
Teixeira dos
Santos veio à TVI dizer como trocou a sua obediência ao 1º M pela obediência à
banca (e à sua consciência !) que é suposto não terem ido a votos para governar Portugal. E como se sabe
a agiotagem financeira confunde os interesses do país com os interesses dos
oligarcas donos dos bancos e com as remunerações dos seus administradores
acima, sempre acima, "Deus é grande", dos 100 mil euros mensais.
Etiquetas: FMI., Teixeira dos Santos, Troica
2013-07-21
A política do Governo é boa ou é má? É má para uns mas é... boa para outros!
Nicolau Santos, hoje no Expresso. Os destaques a amarelo já vinham na imagem que apanhei no Facebook. Os meus seriam um pouco diferentes. No seu artigo, NS, diz que "um novo estudo do FMI sobre 173 casos de consolidação orçamental entre 1978 e 2009 mostra que ela aumentou a desigualdade, diminuindo a parte dos rendimentos do trabalho em relação aos lucros e aos rendimentos de rendas, aumentado o desemprego de longo prazo e o seu risco de agravamento como um problema estrutural.
"Mais: contra a tese comummente aceite, os efeitos distributivos de um ajustamento por via de um corte na despesa pública não são menos recessivos do que aqueles que decorrem por via do aumento dos impostos. Pelo contrário, tem efeitos muito maiores na desigualdade de rendimentos."
Um pouco adiante já no fim do seu artigo NS diz que
"... o que se espera é que da parte da troika, haja alguma réstia de bom senso e de humildade para reconhecer que a receita não está a funcionar, pelo que tem de ser alterada. Convenhamos contudo que isso é tão expetável como a Torre de Pisa ter começado a endireitar-se. A troika continua cega e surda -mas não muda".
Nicolau Santos atribui a posição da troika a falta de "bom senso", talvez por compaixão para com os credores. Ora nem os patrões da troika nem os seus técnicos que vêm inspecionar o trabalho do governo de Portugal são gente insensata. E sem dúvida que tanto como NS percebem que os resultados são terríveis para os trabalhadores e as classes médias portuguesas. Mas... paciência... desde que não matem o paciente são bons para os credores, são bons para a clique financeira e plutocrática nacional e internacional.
Quando se qualifica de boa ou má a política de austeridade, de privatizações, etc, têm de se colocar sempre a indispensável interrogação: bom... mau... para quem?
(Clique na imagem amplia-a.)
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Etiquetas: austeridade, Nicolau Santos., Troica
2011-08-13
O 1º M de Portugal O chefe da missão do FMI dirigiu-se ao país
Poul Thomsen chefe da missão do FMI, andou por aí em inspeção para se certificar de que as decisões da tutela, a UE, o FMI e o BCE, estão a ser cumpridas à risca pela comissão administrativa que dá pelo nome de Governo de Portugal.
Feita a inspecção, num gesto de simpatia para com os autótones o 1º Ministro chefe da missão do FMI decidiu dar uma entrevista que correu pela TVI.
O representante da troica sem retirar o seu apoio aos tipos que fazem o papel de Governo de Portugal não deixou de lhes dar um puxão de orelhas. Avisou que o
«Programa não pode ser cortes e mais cortes» a certa altura da sua comunicação ao país até se dignou gentilmente afirmar
«que está preocupado com um programa excessivamente austero. Se este programa for só cortes e mais cortes, cortes nas áreas orçamental e financeira, se não for sobre reformas estruturais para criar emprego e crescimento, então sim estou preocupado que o programa seja político e socialmente insustentável».
Muito elucidativa foi também a informação de que a troika «foi consultada a propósito do imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal» talvez para deixar bem claro que mesmo medidas extra para revelarem conduta de "bom aluno" não deixam de exigir autorização prévia.
Passos Coelho no seu afã de mostrar serviço à troica faz-me lembrar o régulo bom que, para revelar fidelidade, informa o capataz que além das chibatadas impostas pelo patrão ao pessoal da roça ele gostaria, por convicção, aplicar mais umas vergastadas.
(Mais sobre a entrevista do chefe da missão do FMI ver aqui.)
Desculpem lá, mas não é demasiado humilhante, depois de impor um programa governativo a troica mandar um seu representante inspecionar o Governo e este dirigir-se ao país, pela televisão, permitindo-se um comportamento de verdadeiro capataz? Não é excessivo? Ou foi o próprio Governo, em pose de "bom aluno" que, no afã de ir para além do que manda a troica, teve o desplante de sugerir a ida de Poul Thomsen à televisão, falar ao país e opinar sobre o que vai bem ou vai mal na governação?
Etiquetas: FMI, Passos Coelho., Poul Thomsen, Troica
2011-07-09
O PSD não está interessado em mexer nas Autarquias
A grande base de apoio do PSD são as autarquias. É aqui rei e senhor. E o lobby é muito forte no sentido do imobilismo.
É manifestamente evidente que urge mexer na situação desde há muito. Fácil não é, mas as épocas de crise são propícias para isso.
As autarquias dizem muito à população no bom e mau sentido. No mau, porque, em muitos casos, atribui-se-lhes um certo ambiente susceptível de corrupção designadamente nas suas ligações com a construção, mas as pessoas têm sempre presente também os bons serviços. Há um sentimento de grande proximidade na prestação de serviços à população.
Hoje os Municípios reúnem-se e o Governo fez constar que vai negociar com a Troica a não fusão de Câmaras.
Maus indícios fechar a questão desta forma.
É manifestamente evidente que urge mexer na situação desde há muito. Fácil não é, mas as épocas de crise são propícias para isso.
As autarquias dizem muito à população no bom e mau sentido. No mau, porque, em muitos casos, atribui-se-lhes um certo ambiente susceptível de corrupção designadamente nas suas ligações com a construção, mas as pessoas têm sempre presente também os bons serviços. Há um sentimento de grande proximidade na prestação de serviços à população.
Hoje os Municípios reúnem-se e o Governo fez constar que vai negociar com a Troica a não fusão de Câmaras.
Maus indícios fechar a questão desta forma.
Etiquetas: Autarquias, Governo, Troica



