2015-06-01
John Locke, Duvid Hume, Adam Smith os IDEÓLOGOS da AUSTERIDADE ?
John Locke (1632 - 1704) grande filósofo inglês é o primeiro ideólogo do liberalismo. Representante da burguesia em ascensão ele é um grande ideólogo da liberdade individual e da propriedade privada contra o poder discricionário e abusivo do rei e da nobreza, contra o absolutismo.
Com Locke nasce a primeira teorização do liberalismo económico, do indivíduo contra o Estado.
Mark Blyth na sua obra
"AUSTERIDADE a História de uma Ideia Perigosa" (Quetzal 2013) diz que Locke foi o pai teórico da AUSTERIDADE, e que esta se ergue de tempos a tempos, ao longo da história do capitalismo. A AUSTERIDADE que assola a Europa do Euro e é seguida com entusiasmo e volúpia acrítica pelos
regentes da Troica em Portugal, Passos/Portas/Cavaco.

Outros grandes figuras da Filosofia ou da Economia se lhe seguiram com novas "nuances" adequadas às circunstâncias, como o escocês
David Hume (1711-1776) ou o grande e também escocês
Adam Smith (1723-1790) .
Vem daqui a quadratura do circo da doutrina liberal ( no sentido económico) acerca do
ESTADO: 1) NÃO SE PODE VIVER COM ELE, 2) NÃO SE PODE VIVER SEM ELE, 3) NÃO QUEREMOS PAGÁ-LO.
Remetendo-nos à época deste grandes pensadores e interpretando os interesses dos capitalistas NÃO SE PODE VIVER COM ELE porque cobra-nos impostos , NÃO SE PODE VIVER SEM ELE porque é necessário manter a ordem e para defender o direito sagrado à "nossa" propriedade. NÃO QUEREMOS PAGÁ-LO percebe-se.
Nos tempos da UE e do EURO a tradução é:
NÃO SE PODE VIVER COM ELE (quando é controlado por gente má como a do Syriza) e deve em qualquer circunstância ser reduzido ao mínimo, privatizando-se tudo o que dê lucro (mesmo que a privatização seja uma nacionalização chinesa como no caso da EDP),
NÃO SE PODE VIVER SEM ELE porque é preciso manter parlamentos e governos que façam as leis que convêm ao capital financeiro e tenham fortes polícias para manter o respeitinho da "populaça" incluindo aqui as classes médias.
NÃO QUEREMOS PAGÁ-LO: Cortem nas pensões, cortem do serviço nacional de saúde, cortem na Educação, rebentem com a segurança social, em geral.
Não estou contra Locke, Hume ou Smith. eles lutavam contra o poder despótico e senhorial dos reis e dos nobres e interpretavam as forças progressistas em ascensão. Estou é contra os actuais paladinos da AUSTERIDADE posta ao serviço da nova nobreza do dinheiro mas que mesmo com esse propósito é ao que parece e os EUA tendem a comprová-lo é uma orientação pouco inteligente e de curto alcance.
Etiquetas: Adam Smith, austeridade, David Hume, John Locke, liberalismo, neoliberalismo
2015-02-25
O Baptista Bastos está na
"linha justa" por isso fica aqui muito bem. Mas que é isso de "linha
justa"? É a dos interesses dos que são empobrecidos pelas políticas
de governos dominados pela especulação financeira, como sucede na UE, com a
esperançosa excepção do governo grego do Syriza, para enriquecer mais os 1%
de multimilionários e sustentar os 9% da sua empregadagem que troca a decência
e a honra por umas migalhas, desde o infeliz jornalista que não
quer perder o emprego e tenta ser a agradecida "voz do dono" -
fica com umas "migalhinhas" - até aos pançudos administradores a
quem cabem umas migalhas grossas. Vejam o que o BB diz. E diz bem.
Há sempre solução
Os gregos podem ser o exemplo de que não há impossibilidades.
Baptista-Bastos, CM 25.02.2015
Jean-Claude
Juncker, presidente da Comissão Europeia, chega ao proscénio e diz que a Troika
exagerou na imposição da austeridade, por desnecessária, e roubou a decência
aos povos de Portugal, Espanha e Irlanda. Surge, afobado, o dr. Passos Coelho,
e desmente Juncker, quase declarando que a Troika trouxe consigo felicidades
inauditas. As aldrabices, mentiras e omissões deste cavalheiro atingem as zonas
da coprolábia. Ou, então, pior do que tudo, usa os óculos de Pangloss, e vê um
Portugal abençoado pelos deuses, embora esses deuses sejam desconhecidos, e o
país seja absolutamente outro.
Um milhão e
quinhentos mil desempregados; dois milhões na faixa da miséria: cento e
quarenta mil miúdos que vão diariamente em jejum para a escola; quase duzentos
mil jovens que abandonaram o País por carência de futuro; dezenas de doentes
que morrem nos corredores dos hospitais por falta de assistência; velhos a quem
foi subtraído todo e qualquer meio de subsistência; funcionários e outros aos
quais cortaram todos os escassos salários – isto não terá como consequência a
perda da decência e da dignidade? E perda da decência e da dignidade não
consistirão nos constrangedores actos praticados por membros do Executivo, e
pelo dr. Cavaco, relativos ao governo e, decorrentemente, ao povo grego?, com a
torpe recusa em apoiar as propostas de quem foi legitimamente eleito, e colando-se,
vergonhosamente, à estratégia da política alemã?
O grupo do
dr. Passos é, por sistema, apupado e execrado, e o governo do Syriza recebe
banhos de multidões a apoiá-lo e a incitá-lo.
A melancolia
portuguesa e a dor do nosso viver sem luz advêm desta subalternidade que nos
corrói a decência, a dignidade e a integridade moral. Fomos coagidos a perder
os valores que cimentaram o nosso ser, mesmo em tempos sombrios. A nossa
honradez e probidade foram substituídas pelo individualismo mais atroz.
Resta-nos, afinal, quê? Estes mentirosos, esta casta de indigentes mentais, e
este mutismo dos que se deviam opor e alimentam a apagada e vil tristeza são
sintomas de quê? Da indeclinável decadência em que vivemos. Sem solução?
Cabe-nos a última palavra no próximo combate. Os gregos podem ser o exemplo de
que não há impossibilidades na História.
Etiquetas: austeridade, Baptista Bastos, Syriza, Tsipras, Varoufakis.
2013-12-21
"Austeridade": tirar aos pobres e dar aos multimilionários
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A política de austeridade imposta na UE pela Alemanha a Portugal, e outros "países do sul" resume-se na essência a salvar os bancos e o sistema financeiro em geral à custa dos cidadãos suas vítimas. Mas não de todos os cidadãos. À custa principalmente dos mais pobres, poupando ou aumentando as fortunas dos mais ricos.
Mark Blyth calcula em cerca de 3 triliões de euros, à escala global, o buraco gerado pelo sistema financeiro internacional em consequência da sua desenfreada e aventureira ação de agiotagem, com as super alavancagens e a criação de produtos financeiros cada vez mais sofisticados e fora de controlo para sugar dinheiro.
A política de austeridade representa uma monstruosa transferência de riqueza dos que menos têm para os que têm mais e sem que sirva sequer os objetivos que oficialmente se propões atingir, antes agravando-os como se vê em Portugal, com a dívida do Estado a crescer a par do agravamento da austeridade e do empobrecimento.
A política de austeridade imposta a Portugal pela Alemanha através da União Europeia, que controla, através do Eurogrupo que domina, através do BCE em que manda, está a levar o país aceleradamente ao desastre. Isso não seria possível se o governo de Passos Coelho/Paulo Portas amparado por Cavaco Silva não se tivesse assumido - traindo quem o elegeu - como representante dos credores, como defensor dos interesses dos "mercados". Se este governo legitimado pelo voto não tivesse perdido a legitimidade ao contrariar tudo o que prometeu se este governo não se tivesse revelado uma espécie de capataz de interesses estrangeiros, de Merkel, do FMI, dos credores e agiotas internacionais, a situação seria diferente apesar dos constrangimentos da União Europeia. Apesar do contexto europeu adverso não é indiferente ter um governo que defenda Portugal e os portugueses ou um governo como o destes "cipaios" que querem ir além da Tróica, cujo sentido da dignidadede nacional é o de se colocarem ao nível dos empregados do BCE, da UE ou do FMI e de possivelmente aspirarem a uma confortável recompensa dos seus tutores logo que corridos pelos portugueses do governo.
Etiquetas: austeridade, Cavaco, Mark Blyth, Passos Coelho, Portas
2013-07-21
A política do Governo é boa ou é má? É má para uns mas é... boa para outros!
Nicolau Santos, hoje no Expresso. Os destaques a amarelo já vinham na imagem que apanhei no Facebook. Os meus seriam um pouco diferentes. No seu artigo, NS, diz que "um novo estudo do FMI sobre 173 casos de consolidação orçamental entre 1978 e 2009 mostra que ela aumentou a desigualdade, diminuindo a parte dos rendimentos do trabalho em relação aos lucros e aos rendimentos de rendas, aumentado o desemprego de longo prazo e o seu risco de agravamento como um problema estrutural.
"Mais: contra a tese comummente aceite, os efeitos distributivos de um ajustamento por via de um corte na despesa pública não são menos recessivos do que aqueles que decorrem por via do aumento dos impostos. Pelo contrário, tem efeitos muito maiores na desigualdade de rendimentos."
Um pouco adiante já no fim do seu artigo NS diz que
"... o que se espera é que da parte da troika, haja alguma réstia de bom senso e de humildade para reconhecer que a receita não está a funcionar, pelo que tem de ser alterada. Convenhamos contudo que isso é tão expetável como a Torre de Pisa ter começado a endireitar-se. A troika continua cega e surda -mas não muda".
Nicolau Santos atribui a posição da troika a falta de "bom senso", talvez por compaixão para com os credores. Ora nem os patrões da troika nem os seus técnicos que vêm inspecionar o trabalho do governo de Portugal são gente insensata. E sem dúvida que tanto como NS percebem que os resultados são terríveis para os trabalhadores e as classes médias portuguesas. Mas... paciência... desde que não matem o paciente são bons para os credores, são bons para a clique financeira e plutocrática nacional e internacional.
Quando se qualifica de boa ou má a política de austeridade, de privatizações, etc, têm de se colocar sempre a indispensável interrogação: bom... mau... para quem?
(Clique na imagem amplia-a.)

Etiquetas: austeridade, Nicolau Santos., Troica
2012-05-15
RTP Açores - debate austeridade e autonomias
2012-02-22
A Irlanda e Portugal estão agora na fase do programa em que a Grécia começou a falhar
Esta frase não é minha. É da jornalista Helena Garrido, Directora-adjunta do Jornal de Negócios, no editorial de hoje "o teste à terapia da austeridade".
Fiquei a matutar nesta frase. E de facto faz sentido. Até à data Portugal, ou melhor dito, o governo português produziu uma série de medidas de austeridade com efeitos recessivos e só agora começam a aparecer os resultados. E esses resultados pouco aboanam em favor das medidas tomadas; menores as receitas fiscais (a quebra das receitas segundo os dados públicos rondam os 10%) e a despesa pública apresenta a mesma tendência dos governos anteriores, ou sejam nem sequer estabilizam, o que face aos cortes salariais da função pública, no mínimo, pouco se percebe.
A conclusão é lógica, a terapia da austeridade não nos leva a muito longe. Afunda-nos e mostra que é preciso outro caminho, ou que pelo menos por este não se chega a lado nenhum.
Etiquetas: austeridade, resultados nada abonatórios, Terapia tróika
2011-11-25
austeridade menos crescimento e mais desemprego
Vale a pena ler Joseph Stiglitz: Austeridade é receita para suicídio económico Mesmo quem defende que as medidas da Tróika apontam para a saída da crise deve minimamente colocar a questão e se a Tróika estiver errada?Ou melhor quem deveria interrogar-se sobre isto eram os partidos que alinharam com a Tróika, talvez desesperadamente, porque da Tróika já se conhece há muito aonde quer chegar.Não oferecerá dúvidas se tudo anda a "correr bem", se o governo actual carrega,carrega nas medidas de austeridade, cortes e mais cortes no rendimento das pessoas, que venham as empresas de Rating americanas afundar ainda mais a situação baixando a notação?Etiquetas: austeridade, Stiglitz, Tróika
