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2010-11-14

 

O Valor das Palavras

"O país está em crise e, em seu nome, pedem-se sacrifícios aos portugueses...  A necessária compreensão passa, no entanto, pela consciência de que o que se pede aos cidadãos é distribuído proporcionalmente por todos e, por isso, as medidas têm de ser transparentes." ... [aqui]
É Manuela Ferreira Leite a falar, no suplemento de economia do Expresso, desta semana. Artigo de opinião com o título DEMAGOGIA E PREPOTÊNCIA.
Li e conclui: ora aí está, até que enfim que estamos de acordo.
Mas...Pelo sim pelo não, fui ler o resto. 
"Não é o que está a acontecer. Sob o pretexto da igualdade de sacrifícios, o Governo ‘dispara’ medidas que criam profundas desigualdades e injustiças ... Reduzir rendimentos legitimamente auferidos, como é o caso de salários e pensões, ... É uma medida prepotente que só se aplica a alguns ... Paira no ar um ambiente de ‘PREC’... Reincidir é não ter memória e isso não tem perdão."

A Drª MFL tem razão, devia-se atingir mais os ditos rendimentos "obscenos"- cogitei. Mas ficou-me no ouvido:  reduzir os "rendimentos legitimamente auferidos, como é o caso de salários e pensões" E reflecti, realmente, um cidadão anda aí com um salário de 500, 1.000 ou 2000 euros e tem uma pensaozeca de 400 ou 700 euros... não está bem. Parei então para pensar, o que nem sempre ocorre, e lembrei-me que a imposição de perda da reforma em simultâneo com o salário atinge quem aufere (salário e complementos) 5.000, 10.000 e mais euros por mês.
Moral da história: a conversa da Drª MFL procura impressionar o cidadão sensível a "medidas que criam profundas desigualdades e injustiças" mas as suas dores vão para os que não se impressionam nada com isso.
MORAL DA HISTÓRIA fazer DEMAGOGIA aos gritos de agarrem o Governo que faz... demagogia:

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2009-09-17

 

Será isto a tal "asfixia democrática"


A revista Sábado vem hoje comprometer António Preto e Helena, Lopes da Costa com práticas de compra de votos nas eleições internas do PSD.
«Várias fontes da SÁBADO, que trabalharam de perto com António Preto ou Helena Lopes da Costa, confirmaram estas histórias. Refira-se que ambos entraram nas listas do PSD na quota da líder, Manuela Ferreira Leite, debaixo de uma chuva de críticas por estarem acusados em processos judiciais.»
«O voto num determinado candidato pode custar 25 ou 30 euros... a militantes angariados em bairros sociais, denunciam militantes e ex-militantes do partido que aceitaram dar a cara fazendo depoimentos em vídeo para a SÁBADO.
«..Estas fontes ... acusam os deputados António Preto e Helena Lopes da Costa de serem coniventes, dando cobertura a estas práticas, quando tiveram poder ou influência na distrital de Lisboa.
« ... sendo que a secção “E” até sextuplicou os filiados.
« Uma das estratégias de angariação de inscritos no PSD passa pela contratação de avençados em juntas de freguesia que, para manterem os empregos, têm de garantir a manutenção do poder ao presidente da sua secção angariando militantes que votarão em quem lhes indicarem.» [link]

Será isto afinal a prova que faltava da tão reclamada "asfixia democrática"?

A imagem de  dirigente política virtuosa que MFL tão laboriosamente construiu vai pela rua da amargura e sofre novo revés. O que Pacheco Pereira tem de sofrer para voltar à política no PSD. Teve de engolir o Santana Lopes escolhido por MFL para Lisboa, tem de aguentar o fuck them da Madeira, tem de encaixar o António Preto, enfim tem de aceitar... tudo o que mais detesta na política.
É a vida. Lá dizia o outro. É difícil ter tudo. Honra e poder. 

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2009-09-08

 

Perdoem-me a minha falta de Perspectiva

Não percebo "a visão" de muitos analistas políticos.

A alguém passar-lhe-ia pela cabeça que Ferreira Leite fosse à Madeira para não dizer o melhor possível de Alberto João Jardim? O mais democrata, o mais iluminado, o mais de tudo quanto a nossa mente alcança? Se até Jaime Gama já o fez, não entendo o espanto. Tenham dó de nós. Estavam à espera de que seria o Homem a morder o cão?

Não vamos queimar cartuchos nessa caça.

Agora, não é a mesma coisa Ferreira Leite estar em campanha do PSD, mesmo que por pouco tempo, e a utilizar carro oficial do Governo Regional. E isso aconteceu. Não é pelo custo. É pela ética e isso merece repulsa e queixa formal. Merece. Mas só o PND apresentou queixa do facto. Se o fez, fez bem e há que ficar desgostoso por os restantes partidos não o terem feito. Sabemos também que nada acontece. Mas é sempre um princípio.

Até o Público, esse "insuspeito jornal se equivocou" sobre este aspecto, com títulos on line espantosos e enviesados. E só veio a corrigir o sucedido, mais tarde pela pena do jornalista Tolentino de Nóbrega. Ou seja, Ferreira Leite usou mesmo na pré campanha, como noticiaram a SIC e o DN, em primeira mão, os carros de Alberto João, entendido como Presidente do GR.

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A cada um a sua democracia

Foto de João Henriques no Público online

Manuela Ferreira Leite asfixia com a democracia do continente e viceja no oásis do Alberto João.

«A líder do PSD rejeitou a crítica de que existe "asfixia democrática" neste arquipélago [da Madeira], argumentando que "quem legitima o poder é o voto do povo e não está ninguém aqui por imposição, é em resultado dos votos"».
"Acho que há asfixia democrática no continente" - dia a Manuela. E mais - enfatizou - "todos os jornalistas, todos os empresários, muitas das pessoas da sociedade civil, percebem que estão sob algum tipo de chantagem".

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2009-07-17

 

A proposta de revisão constitucional do PSD/M (2)

Jardim, ontem, teve os palcos todos por sua conta: Tv's, rádios, blog's, etc, depois do DN ter divulgado as "teses" da revisão constitucional do PSD/M, subcritas por Jaime Ramos mas que toda a gente sabe serem da autoria de Alberto João Jardim. Via-se que estava radiante, com a coincidência ainda de falar de Beja.

"Dimensionou" bem a factura que quer ver Ferreira Leite pagar-lhe, se algum dia se viessem a cruzar no poder. Esperemos que não, mas isso são outras guerras.

Jardim ganhou por KO. Ferreira Leite, debilitada, lá terá de recuperar. Apenas tem como saída arranjar uma gafe, onde jure fidelidade a Jardim e o seu contrário. Neste momento, ela precisa de Jardim e tem de adiar ou entrelinhar umas ideias obtusas para responder à oposição. O Presidente Cavaco Silva, tão alinhativo e opinativo que anda, tem "desculpas formais" para não falar. Mas se falou no caso PT/TVI não se compreenderá o mutismo, ou melhor, compreende-se.

Jardim deu o nó a Ferreira Leite.

Mais do que uma proposta de revisão constitucional o que Jardim fez foi apresentar, por métodos indirectos, um caderno reivindicativo "leonino" a Ferreira Leite.

A oposição de esquerda é que tem de exigir muito firmemente a Ferreira Leite que se explique.

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2009-03-17

 

De derrota em derrota até...

... o resultado final, a derrota de Ferreira Leite nas legislativas, ou então o mundo estaria de pernas pr'ó ar!

A derrota?

Sim. Ferreira Leite daquela pessoa tão credível, tão qualificada, que os seus poucos amigos que a elevaram a Presidente, entenda-se do PSD, desde logo por um score quase de empate, diziam ser.

Os efeitos dessa credibilidade não se têm reproduzido. E, se alguma tinha, perdeu-a com tiradas menos felizes que têm caracterizado o seu mandato.

Melhorou um pouco, pois deve ter tido algumas lições. Mas não melhorou o suficiente para que o apoio interno no PSD subisse. Já se houve é falar em como evitar grandes prejuízos. Pouca gente dá a cara no seu apoio.

Alguns entusiasmos iniciais esmoreceram. E Ferreira Leite nem da crise tem sabido retirar dividendos.

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2008-11-18

 

PRODUÇÔES FICTICIAS CONTRATAM FERREIRA LEITE


PARA QUE O POVO ACREDITE e NÂO SE ESQUEÇA.

Líder do PSD comenta reformas do Governo
Ferreira Leite pergunta se "não seria bom haver seis meses sem democracia" para pôr "tudo na ordem"

18.11.2008 - 17h20 Lusa

A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, perguntou hoje se "não seria bom haver seis meses sem democracia" para "pôr tudo na ordem", num comentário às reformas que o actual Governo tem realizado em áreas como a justiça, educação ou saúde.

No final de um almoço promovido pela Câmara de Comércio Luso-Americana, Ferreira Leite elegeu a reforma do sistema de justiça "como primeira prioridade" para ajudar as empresas portuguesas. Questionada sobre o que faria para melhorar o sistema de justiça, a líder social-democrata demarcou-se da atitude do primeiro-ministro, José Sócrates, que "na tomada de posse anunciou como grande medida reduzir as férias do juiz".

Defendendo a ideia de que não se deve tentar fazer reformas contra as classes profissionais, Ferreira Leite declarou: "Eu não acredito em reformas, quando se está em democracia...". "Quando não se está em democracia é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se", observou em seguida a presidente do PSD, acrescentando: "E até não sei se a certa altura não seria bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia".

"Agora em democracia efectivamente não se pode hostilizar uma classe profissional para de seguida ter a opinião pública contra essa classe profissional e então depois entrar a reformar - porque nessa altura estão eles todos contra. Não é possível fazer uma reforma da justiça sem os juízes, fazer uma reforma da saúde sem os médicos", completou Manuela Ferreira Leite.

A presidente do PSD disse que a última coisa que faria num discurso de posse como primeira-ministra seria "atacar fosse quem fosse" e acusou o Governo de ter falhado as reformas da educação, saúde, Administração Pública e justiça.

"Qualquer político que pretenda alterar um sistema não o pode fazer contra esse sistema. Portanto eu acho que estão arrumadas, no mau sentido, as reformas da educação, saúde, Administração Pública, justiça. Fizeram-se umas coisitas, mas não é a reforma", considerou.

À saída do almoço-debate, Manuela Ferreira Leite não quis responder às perguntas dos jornalistas, que tentaram questioná-la sobre as suas declarações relativas à democracia.

A presidente do PSD respondeu apenas à primeira questão, sobre o ministro da Agricultura, Jaime Silva, dizendo que mantém todas as críticas que fez à política agrícola do Governo: "Não retiro uma vírgula àquilo que disse".

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