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2020-05-28

 

Portugal e a escravidão no Brasil

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2019-01-15

 

RODRIGO TAVARES : Manual de Instruções para Entender o Governo Bolsonaro

Artigo de Rodrigo Tavares* original aqui: link
14 DE JANEIRO DE 2019 - 13:19

O problema do novo governo brasileiro não é a ideologia de extrema-direita mas a falta de uma ideologia.

A embalagem diz que o governo de Jair Bolsonaro é de extrema-direita, antissistema, tecnocrata e formado pelos mais resilientes à corrupção. Porém, as primeiras semanas de administração destapam um cenário diferente, que vai ficando cada vez mais ostensivo à medida que o tempo passa.
Sem experiência executiva e, por isso, sem acesso a uma equipe de trabalho lubrificada e preestabelecida, Bolsonaro não conseguiu compor um governo conexo.
Na verdade existem pelo menos três governos dentro do governo Federal, com vasos comunicantes coagulados entre eles.
O primeiro é o dogmático. É a concessão de Bolsonaro às suas inquietações néscias e às igrejas evangélicas dos subúrbios das grandes cidades. É o regresso ao julgamento de Galileu pela Inquisição. Sem eloquência nem 
ciência,  defende-se o fim do "globalismo" e do "marxismo cultural" (Ministro das Relações Exteriores), creem ter tido visões de Jesus Cristo em cima de uma goiabeira (Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos) ou acreditam que "Deus está de volta ao Brasil" (Ministro da Educação). É o grupo dos despreparados e dos que gerarão a matéria-prima para o escárnio internacional.
Mas serão úteis também. Servirão para desviar as atenções das medidas impopulares aplicadas por outros grupos, darão conforto emocional aos brasileiros que verdadeiramente acreditam que o criacionismo deve ser ensinado nas escolas e o socialismo abolido dos livros, e ajudarão a cultivar bodes expiatórios. Se alguma coisa der errado, a culpa será dos opositores do regime: os defensores dos direitos humanos, a esquerda que "propaga que um feto humano é um amontoado de células descartável," ou os intelectuais e artistas "que vivem à custa de subsídios públicos."
É um grupo que idolatra Bolsonaro.
O segundo é o jurídico-militar-policial. É quem gosta de dar um murro na mesa e pôr ordem na casa. São os tratores que passam por cima do cereal para cortar caminho. Se for necessário dar ordens ao presidente, darão. Dos 22 ministros, sete são militares. É o grupo responsável pela coordenação estratégica, infraestrutura, segurança e defesa nacional, ciência, e minas e energia. Controlam os temas ligados à soberania nacional. Têm destaque o Vice-Presidente Hamilton Mourão, o Ministro da Justiça Sérgio Moro, o chefe da Secretaria de Governo (ministério que faz a ponte com o Congresso) Carlos Alberto dos Santos Cruz e o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (responsável pelos serviços de inteligência), Augusto Heleno. Participam no governo com régua e esquadro. Encaram-no como uma missão de paz no Congo ou no Haiti.
É um grupo que mantém uma relação meramente institucional com Bolsonaro.
O terceiro grupo é o económico. Aqui o interesse é monetário. Liderado pelo Ministro da Economia Paulo Guedes, é composto por pessoas de ideias liberais que fazem uma incursão rápida pelo governo para vitaminar as suas carreiras e garantir o enxugamento da máquina do estado. Conhecem-se todos há muito tempo, partilharam universidades no estrangeiro, palestras em São Paulo e dividendos anuais em fundos de investimento. É por causa deste grupo que a elite brasileira votou em Bolsonaro. Marcarão o governo pelo pragmatismo. Tanto farão alianças com a China quanto com os EUA, cortarão dinheiro para a segurança social, apoios culturais e programas sociais até que o Excel fique no azul. Direitos trabalhistas, interesses indígenas e vontades da população negra não fazem parte do algoritmo. Mudança da Embaixada para Jerusalém? É um cataclismo irrelevante, desde que não afete as contas públicas.

O Ministro do Meio Ambiente, que em entrevista exclusiva à TSF , deixou claro que a sua prioridade é garantir a eficiência da máquina pública, diminuir o assistencialismo do estado às ONGs ambientalistas e cimentar uma aliança entre a sustentabilidade e o desenvolvimento económico, também faz parte deste grupo.
Quando a faca bater no osso, os integrantes deverão começar a sair do governo e a reocupar cargos no mercado financeiro. É um grupo que abomina os seus colegas dogmáticos, inquieta-se com o peso que o grupo militar possa vir a ter e que não nutre um particular respeito por Bolsonaro. Se conseguirem concluir o trabalho no primeiro mandato, vão torcer para que o presidente não se recandidate. Preferirão apoiar um republicano em sentido americano e alguém menos constrangedor. Um Sebastián Piñera brasileiro.
É por isso que o governo Bolsonaro, contrariamente ao que indica o anúncio, está longe de ser um governo ideologicamente homogéneo e mais longe ainda de ser um governo de extrema-direita. A maioria dos seus membros é simplesmente uma massa utilitarista e pragmática - seguem o poder. Também está longe de ser um governo antissistema. A maioria passou por governos anteriores, pelo Congresso Nacional ou por Assembleias Estaduais e quase todos são filiados a partidos políticos. O novo presidente do banco estatal de desenvolvimento BNDES, a joia da coroa da economia brasileira, foi ministro das Finanças da petista Dilma Rousseff.
Também não é um governo tecnocrata, que conseguiu atrair as melhores cabeças. 

Com meia dúzia de exceções, a qualidade técnica das pessoas é baixa. O Ministério da Educação, por exemplo, foi ocupado por educadores que se destacaram nas redes sociais e em blogues pelas suas teses radicais e autodidatas. O novo responsável pelo ENEM, a prova que dá acesso ao ensino superior, já defendeu publicamente que os professores no Brasil "pregam o aborto, incesto e pedofilia."
Finalmente, está muito longe de ser um governo dos puros. Alguns ministros e pessoas próximas a Bolsonaro, incluindo a própria família, ocuparam as manchetes dos jornais nas últimas semanas com suspeitas de corrupção e casos de improbidade administrativa e de fraude. E em nenhuma destas situações Bolsonaro tomou uma posição de força, de líder, ao afastá-las enquanto estivessem a ser investigadas.
E Agora?
Nos primeiros meses o Governo deverá anunciar medidas significativas, algumas delas durante o Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, ligadas à reforma da segurança social e do sistema tributário, à manutenção (ou não) do subsídio ao óleo diesel para os camionistas ou à privatização de empresas e infraestruturas públicas. Gerarão alguma empolgação.
Mas estes anúncios não deverão conseguir mascarar os riscos inerentes a este governo.
A comunicação entre os três grupos é gaguejante, como se viu logo na primeira semana quando Bolsonaro anunciou um conjunto de novas medidas económicos e foi humilhado por um secretário de estado que, a pedido do Ministro da Economia, desmentiu-as todas em público no mesmo dia. É como António Costa apresentar, de manhã, o novo aeroporto do Montijo e o Secretário de Estado das Infraestruturas dizer, à tarde, que afinal vai ser na Ota.
Por isso, os maiores riscos deste governo não advêm do tamanho de criança do vocabulário de Bolsonaro nem da sua feição intolerante. O presidente é apenas um ser "ignorante, abanando com a cabeça que sim" (como Eça de Queiroz descreveu a Assembleia da República). Alguém que preza o escapismo e a desconversa para disfarçar as suas ignorâncias. A maior ameaça é a possibilidade do governo começar a esfarelar-se por dentro - conflitos internos, duplicação de funções, falta de comunicação, adoção de medidas inoperantes, casos de corrupção.
Se a sua 8.ª maior economia tornar-se ingovernável, o mundo será afetado. E Portugal necessariamente também.
* Rodrigo Tavares é fundador e presidente do Granito Group. A sua trajetória académica inclui as universidades de Harvard, Columbia, Gotemburgo e California-Berkeley. Foi nomeado Young Global Leader pelo Fórum Económico Mundial.

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2019-01-03

 

Bolsonaro quer despedir funcionários com "ideias socialistas e comunistas"


Com Bolsonaro o Fascismo Anuncia-se SEM DISFARCE, Impante e brutal  O texto que se segue foi obtido em 2019-01-03 TSF online   aqui

Intenções do governo liderado por Bolsonaro foram dadas a conhecer por Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil.

Lorenzoni explicou que esta questão foi abordada na reunião que Bolsonaro teve esta quinta-feira com seu Conselho de Governo, que inclui os titulares dos 22 ministérios, e que será aplicado em todos os setores da administração pública.
Lorenzoni destacou ainda que os "critérios" para decidir sobre a situação dos funcionários também serão "técnicos" e que ainda irão definir se os cargos dos funcionários demitidos serão preenchidos novamente ou se serão extintos.
Na reunião, Bolsonaro e os seus ministros decidiram que cada área do Governo brasileiro vai fazer um inventário de imóveis para realizar uma futura venda dos que não são necessários.
"A primeira informação diz que o Estado tem cerca de 700 mil propriedades em todo o país, o que causa imensos custos de manutenção", afirmou Lorenzoni.
O ministro da Casa Civil acrescentou que o novo Governo identificou que há ministérios que, apesar de terem os seus próprios imóveis, ainda "alugam outros espaços", o que "não faz sentido", aumentando desta forma o gasto público "que o Presidente Bolsonaro está determinado a reduzir". 
Lorenzoni insistiu que todas essas decisões serão tomadas com critérios "absolutamente técnicos", como Bolsonaro defendeu durante a campanha eleitoral.
"Como diz o capitão [Bolsonaro], estamos aqui para servir a sociedade e não as ideologias", concluiu o ministro da Casa Civil.

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2018-11-20

 

Bolsonaro, o submisso - perante Trump


Artigo de Gleisi Hoffmann, senadora e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores no jornal digital brasileiro BRASIL 247 em 19 de Novembro de 2018  
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O governo de Jair Bolsonaro ainda nem começou e o povo brasileiro já está sentindo os efeitos de sua total subserviência aos Estados Unidos. Foi de lá, do Conselho de Segurança Nacional, presidido pelo ultrarreacionário John Bolton, que partiu o único elogio oficial ao rompimento do acordo para a participação de médicos cubanos no programa Mais Médicos. 

Bolsonaro praticamente expulsou os 8.500 médicos cubanos, que atendem quase 30 milhões de brasileiros em localidades mais pobres e remotas, fazendo exigências descabidas e ofendendo esses colaboradores voluntários, que vão aonde os médicos brasileiros não estão presentes. São quase 3 mil municípios prejudicados pela arrogância, pela ignorância e pelo preconceito ideológico. 

A crise do Mais Médicos é o primeiro sintoma do que pode acontecer ao Brasil em um governo totalmente submisso ao Departamento de Estado dos EUA. Por trás de sua retórica falsamente nacionalista está um “entreguismo” nunca visto na história do Brasil. Esse agachamento do país se revela nas escolhas que ele faz para postos estratégicos do futuro governo. O futuro chanceler Ernesto Araújo é um adorador de Donald Trump, sem nenhum preparo para conduzir nossa política externa. Foi uma escolha que contraria a rica tradição diplomática do Itamaraty. A exemplo de seu chefe, Araújo não desceu do palanque. Ao invés de cuidar do país, faz ataques levianos ao PT nas redes sociais, ofendendo diplomatas de estatura mundial, como o ex-chanceler Celso Amorim. Só um irresponsável diria que vai investigar “possíveis falcatruas” que ele sabe que não existem. 

Mas não é só no Itamaraty que as escolhas de Bolsonaro colocam o Brasil em posição humilhante. O futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, operou a Lava Jato com procuradores aliciados pelo Departamento de Justiça dos EUA, com claros interesses sobre o mercado e a economia do Brasil. 

O futuro presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, defende a privatização da estatal, o que só interessa aos estrangeiros. Sem falar do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, que pensa até em vender o Banco do Brasil ao Bank of America. Faz jus aos Chicago Boys. 

Nos governos do PT, construímos uma política externa ativa e altiva, que levou o Brasil a ser respeitado mundialmente. Multiplicámos por quatro o comércio exterior, ampliando as transações com a América Latina, com os BRICS, com o Oriente Médio e a África, sem reduzir o volume de comércio com a Europa e os EUA. E isso foi possível porque não falávamos grosso com a Bolívia nem falávamos fino com os Estados Unidos. Como diz o presidente Lula, ninguém respeita quem não se dá ao respeito. 

Diferentemente de Bolsonaro, que nos acusa de ter ideologizado a política externa, nenhum presidente ou chanceler do PT beijou a bandeira dos Estados Unidos como fez o candidato eleito. Nossa bandeira é a do Brasil, de um Brasil de todos e para todos, que defende a democracia, a convivência pacífica entre os povos, a integração latino-americana, a cooperação com a África e o diálogo multilateral entre os países. E é, principalmente, a bandeira de um Brasil soberano, trabalhando pelo nosso povo e pela paz mundial.

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2018-11-14

 

CUBA ABANDONA O PROGRAMA MAIS MÉDICOS, EM PROTESTO CONTRA BOLSONARO

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2018-04-09

 

Lula da Silva: os tribunais o condenam, a história o absolverá

Artigo de Boaventura Sousa Santos no Público 9-04-2018 :


O processo Lula da Silva põe a nu de forma gritante que algo está podre no sistema judicial brasileiro, evidenciando procedimentos e práticas incompatíveis com princípios e garantias fundamentais de um Estado de direito democrático, os quais devem ser denunciados e democraticamente combatidos.
Totalitarismo e selectividade da acção judicial. O princípio da independência dos tribunais constitui um dos princípios básicos do constitucionalismo moderno como garantia do direito dos cidadãos a uma justiça livre de pressões e de interferências, quer do poder político quer de poderes fácticos, nacionais ou internacionais. 

O reforço das condições de efectivação daqueles princípios dá-se através de modelos de governação do judiciário com ampla autonomia administrativa e financeira. Mas, numa sociedade democrática, esse reforço não pode resvalar para um poder selectivo e totalitário, sem fiscalização e sem qualquer sistema de contrapesos. O processo Lula da Silva evidencia um judiciário em que tal resvalamento está em curso. Eis dois exemplos. É clara a disjunção entre o activismo judiciário contra Lula da Silva – célere, eficaz e implacável na acção (Sérgio Moro decretou a prisão de Lula escassos minutos após ser notificado da decisão de indeferimento do habeas corpus, do qual ainda era possível recorrer, e desde a denúncia à execução da pena decorreram menos de dois anos) – e a lentidão da acção judicial contra Michel Temer e outros políticos da direita brasileira. 

A campanha anti-petismo faz lembrar a campanha anti-semitismo dos tempos do nazismo. Em ambos os casos, a prova para condenar consiste na evidente desnecessidade de provar.

E não pode colher o argumento de que essa inacção foi bloqueada por manobras do poder político porque não se conhece igual activismo do judiciário na denúncia dessas manobras e em procurar ultrapassá-las. O segundo é a restrição totalitária de direitos e liberdades constitucionalmente consagradas. Num Estado de direito democrático, os tribunais têm de ser espaços de aprofundamento de direitos. Ora, o que se assiste no Brasil é precisamente o contrário. A Constituição brasileira determina que ninguém será considerado culpado até ao trânsito em julgado de sentença condenatória, isto é, até que se esgotem todas as possibilidades de recurso. 

A Constituição Portuguesa tem uma norma semelhante, e não se imagina que o Tribunal Constitucional português viesse determinar que uma pessoa fosse presa com o seu processo em recurso no Supremo Tribunal de Justiça. Ora, foi isso mesmo o que a maioria dos juízes do Supremo Tribunal Federal brasileiro fez: restringiu direitos e liberdades constitucionais ao determinar que, mesmo não tendo o processo transitado em julgado, Lula da Silva poderia começar a cumprir pena. Qual a legitimidade social e política do poder judicial para restringir direitos e liberdades fundamentais constitucionalmente consagrados? Como pode um cidadão ou uma sociedade ficar à mercê de um poder que diz ter razões legais que a lei desconhece? Que confiança pode merecer um sistema judicial que cede a pressões militares que ameaçam com um golpe se a decisão não for a que preferem, ou a pressões estrangeiras, como as que estão documentadas de interferência do Departamento de Justiça e do FBI dos EUA no sentido de agilizar a condenação e executar a prisão de Lula?

Falta de garantias do processo criminal. O debate mediático em torno da prisão de Lula enfatiza o facto de o processo ter sido apreciado e julgado por um tribunal de segunda instância que não só confirmou a sua condenação como ainda agravou a pena. Este agravamento obrigaria a uma justificação adicional de culpabilidade. Infelizmente, a hegemonia ideológica de direita que domina o espaço mediático não permite um debate juridicamente sério a este respeito. Se tal fosse possível, compreender-se-ia quão importante é questionar as provas materiais, as provas directas dos factos em que assentou a acusação e a condenação. Ora essas provas não existem no processo. 

A acusação e a condenação a 12 anos de prisão de Lula da Silva funda-se, sobretudo, em informações obtidas através de acordos de delação premiada e em presunções. Acresce que as condições de recolha e de validação da prova dificilmente são escrutináveis, dado que quem preside à investigação e valida as provas é quem julga em primeira instância, ao contrário do que, por exemplo, acontece em Portugal, onde o juiz que intervém na fase de investigação não pode julgar o caso, permitindo, assim, um verdadeiro escrutínio da prova. O domínio do processo, na fase de investigação e de julgamento, por um juiz confere a este um poder susceptível de manipulação e de instrumentalização política. Compreende-se a magnitude do perigo para a sociedade e para o regime político no caso de este poder não se autocontrolar.

Instrumentalização da luta contra a corrupção. O debate sobre o Caso Lula protagonizado por um sector do judiciário polariza o combate contra a corrupção, colocando de um lado os actores judiciais do processo Lava Jato, a eles colando o combate intransigente contra a corrupção, e do outro todos aqueles que questionam métodos de investigação, atropelos aos direitos e garantias constitucionais, deficiências da prova, atitudes totalitárias do judiciário, selectividade e politização da justiça. Essa polarização é instrumental e visa ocultar justamente atropelos vários do judiciário, quer quando age quer quando se recusa a agir. 

O roteiro mediático da demonização do PT é tão obsessivo quanto grotesco. Consiste na seguinte equação: corrupção-igual-a-Lula-igual-a-PT. Quando se sabe que a corrupção é endémica, atinge todo o Congresso e supostamente o actual Presidente da República. O Estado de São Paulo de 7 de Abril é paradigmático a este respeito. Conclui o roteiro com a seguinte diatribe: "a exemplo do que aconteceu com Al Capone, o célebre gângster americano que foi preso não em razão de suas inúmeras actividades criminosas, mas sim por sonegação de impostos, o caso do triplex, que rendeu a ordem de prisão contra Lula, está muito longe de resumir o papel do ex-presidente no petrolão". Esta narrativa omite o mais decisivo: no caso de Al Capone, os tribunais provaram de facto a sonegação dos impostos, enquanto, no caso de Lula da Silva, os tribunais não provaram a aquisição do apartamento. Por incrível que pareça, da leitura das sentenças tem de concluir-se que a suposta prova é mera presunção e convicção dos magistrados. A campanha anti-petismo faz lembrar a campanha anti-semitismo dos tempos do nazismo. Em ambos os casos, a prova para condenar consiste na evidente desnecessidade de provar.

Os democratas e os muitos magistrados brasileiros que com probidade cívica e profissional servem o sistema judicial sem se servirem dele têm uma tarefa exigente pela frente. Como sair com dignidade deste pântano de atropelos com fachada legal? Que reforma do sistema judicial se impõe? Como organizar os magistrados dispostos a erguer trincheiras democráticas contra o alastramento viscoso de um fascismo jurídico-político de tipo novo? Como reformar o ensino do direito de modo a que perversidades jurídicas não se transformem, pela recorrência, em normalidades jurídicas? Como devem as magistraturas autodisciplinar-se internamente para que os coveiros da democracia deixem de ter emprego no sistema judicial? A tarefa é exigente, mas contará com a solidariedade activa de todos aqueles que em todo o mundo têm os olhos postos no Brasil e se sentem envolvidos na mesma luta pela credibilidade do sistema judicial enquanto factor de democratização das sociedades.

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2016-04-19

 

"Gangster" promove a destituição de Dilma.

Dilma foi tramada por um "gangster" chamado Eduardo Cunha

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2016-03-28

 

Nem Dilma nem Lula entre os 200 políticos pagos pela Odebrecht

Para memória futura guardo aqui:

Mais direto, impossível | Peçam desculpas a Lula e Dilma!


Eu sempre afirmei da tribuna da Câmara Legislativa do Distrito Federal e em todos os locais onde tenho oportunidade, que eu sempre lutei e desejei que essa lista com o nome de todos os políticos que receberam dinheiro das empreiteiras aparecesse.
Nessas oportunidades, afirmei sempre ser razoável separar o que era dinheiro de campanha do que seria dinheiro para pagamento de propinas.

Mas o PSDB, parte do PMDB e o DEM, que são os partidos mais corruptos deste País, sempre fizeram questão de dizer que os recursos destinados ao Partido dos Trabalhadores eram oriundos de propinas.
Agora, desfaz-se o véu. Temos a lista completa da Odebrecht (http://goo.gl/etpmGM), com os nomes de todos eles citados, inclusive com os valores recebidos. Isso eles não vão ter como contestar.
A lista traz até mesmo seus apelidos. O probo líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Imbassahy, que abocanhou propinas da empreiteira desde o tempo em que foi diretor da Companhia de Eletricidade da Bahia, a Coelba, é chamado de “Almofadinha”.
Além dele, estão na relação o presidente do PSDB, Aécio Neves, o senador tucano José Serra, o presidente da Câmara dos Deputados,Eduardo Cunha. Enfim, toda a direita está envolvida.
Agora, eu pergunto aos que foram às ruas clamar “fora Lula”, “Fora Dilma”, aos que, em algum momento, disseram “Somos Todos Cunha”, qual moral vocês têm?
São um bando de canalhas que querem desestabilizar a República e tirar da Presidência uma mulher proba e honesta como é a presidenta Dilma Rousseff.
Fundamental é que começa a aparecer para toda a sociedade o que vocês sempre foram: corruptos.
Também fica provado que o juiz Sérgio Moro tem um peso e duas medidas. Quando age contra o PT, pode tudo. Exemplo disso, foi a divulgação ilegal do grampo feito contra Lula e Dilma, sob o argumento de que havia interesse público.
A lista da Odebrecht não é de interesse público porque tem seus amigos do PSDB?

Cadê sua seriedade, juiz Moro? Dessa forma em que atua, mais parece um tucano de toga.
Peçam desculpas a Lula e Dilma!
CHICO VIGILANTE
Deputado Distrital

#ChicoVigilante #NãoVaiTerGolpe

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2012-01-03

 

Lista de torturadores durante a ditadura militar está disponível no Arquivo Nacional | Jornal Correio do Brasil

Lista de torturadores durante a ditadura militar está disponível no Arquivo Nacional Jornal Correio do Brasil

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Vinte e um dos 38 ministros de Dilma estão de férias | Jornal Correio do Brasil

Vinte e um dos 38 ministros de Dilma estão de férias Jornal Correio do Brasil

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2011-12-15

 

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2011-12-07

 

InfoMoney :: Europa e PIB brasileiro preocupam e juros futuros fecham em queda

InfoMoney :: Europa e PIB brasileiro preocupam e juros futuros fecham em queda

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2010-12-03

 

Grande tristeza na PSP!


Portugal tem um ministro e uns altos dirigentes da PSP, especialistas em cenários a feijões.


E então nesses cenários saiu que Portugal ia ser parceiro pequeno de Espanha na organização do campeonato mundial de futebol 2018.


E daí que com a antecipação devidamente estudada desatassem a adquirir blindados de guerra para a cimeira da Nato, mas se não chegassem a tempo, como aconteceu, ficavam em stock para o campeonato do mundo. Uma visão de mestre.


Sem dúvida uma grande decisão inovatória numa época em que Portugal abarrota de dinheiro.


Mas ontem ficaram tão desanimados. Não é que aqueles ex-comunas russos nos levam a prenda! Afinal aqueles russos não esqueceram como se influencia o mundo. Nós e os espanhóis eramos os melhores.


Aqui há rublos, mas só daqui a uns tempos a Wikileaks publica.


Mas agora os blindados? Nem o ministro nem os Chefes PSP sabem o que fazer.


Deixo aqui um aconselhamento gratuito ao ministro. Não sou como esses grandes grupos de consultores que exigem fortunas sem contrato.


Talvez seja de os emprestar para as favelas brasileiras.


Como o nosso "rei" com futura nacionalidade timorense veio aconselhar que as finanças portuguesas se deveriam endividar junto do Brasil, o melhor é Portugal oferecer esses tanques, já que não se vê que sirvam para alguma coisa, nem daqui a oito anos. O Brasil talvez nos mande uns reais como apoio ao pagamento dos 2 primeiros que já chegaram. Talvez assim se consiga o défice de 7,6% em 2010.

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2010-10-31

 

[1997] BRASIL é MULHER

    A        56       %   













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2010-04-05

 

"A corrupção (no Brasil) está no DNA" diz a deputada Cidinha Campos

NÂO PERCA ESTA INTERVENÇÂO NO PARLAMENTO BRASILEIRO SOBRE O TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO (TCE) E UMA COMISSÂO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO (CPI).


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2009-03-16

 

Brasil -13ª potência no turismo mundial

Em conferência de imprensa realizada ontem em Berlim, o WTTC - World Travel and Tourism Council apresentou uma estimativa da conta satélite do turismo para 2009, elaborada pelo Oxford Economics, relativa a 181 países.

Para o ano de 2009, o WTTC prevê uma retracção no PIB do turismo mundial de 3,5%, e para o Brasil apenas -0,4%. Daí essa subida no raking para 13º, quando antes era 14º.

Entre os 10 primeiros países do Mundo em criação de emprego líquido durante 2009, o Brasil ocupa a 5ª posição e nas exportações de produtos de turismo a 8ª entre os 181, entendidas estas como os gastos de estrangeiros em produtos e serviços ligados ao turismo, realizados no Brasil.

O relatório da conta satélite tem outro grande interesse pois integra pervisões e cenários para os próximos 10 anos.

Fonte: EMBRATUR (13/3/2009)

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2009-02-15

 

“Cadeia no Brasil é para preto, pobre e prostituta”

Este texto vem a propósito da nossa Justiça e dos casos que por aí andam. Vejamos o que disse o subprocurador-geral da República Federativa do Brasil.
Wagner Gonçalves concorda com o dito popular “cadeia no Brasil é para os três ‘p’: preto, pobre e prostituta”.
Em entrevista ao Contas Abertas, afirma que, infelizmente, há uma grande lacuna entre os que podem pagar bons advogados e os mais desfavorecidos económica e socialmente.
Para o subprocurador, os réus que dispõem apenas de assistência judiciária gratuita (defensores públicos) são prejudicados, pois, ainda que existam esses profissionais nas Comarcas, eles estão abarrotados de processos, seja por falta de estrutura ou pela reduzida quantidade de pessoal. Segundo Wagner Gonçalves os defensores não conseguem acompanhar uma acção penal, em todas as instâncias, como os advogados “regiamente” pagos fazem. “Assim, eles não podem, nunca - e isso é óbvio - acompanhar uma acção penal da mesma forma”, acrescenta.

Gonçalves, que já ganhou o V Prémio Cidadão Mundial, em 1999, concedido àqueles que contribuem para a prosperidade da humanidade, também comentou a respeito da aparente contradição da Justiça brasileira ao julgar o caso da mulher que “pichou” uma parede de uma salão na 28ª Bienal de Artes de São Paulo, no fim do ano passado, e o caso do banqueiro Daniel Dantas, acusado de vários crimes considerados mais graves. Caroline Pivetta da Mota ficou presa por cerca de dois meses e Dantas foi solto duas vezes durante a mesma semana depois ter sido preso pela Polícia Federal.

“Um é poderoso, tem recursos e pode pagar bons advogados. Se a moça tivesse o mesmo advogado, ou outro que ela pudesse pagar regiamente, também não ficaria tanto tempo presa ou estaria solta no dia seguinte. Além disso, havia muito mais fundamentos a justificar a prisão de Daniel Dantas, com base nos pressupostos do artigo 312 do Código de Processo Penal (CPP) do que quanto à prisão da moça. Aliás, a favor dela havia todas as razões para relaxar o flagrante”, disse.

Pois, digo eu,em Portugal também temos "prisão da moça"
Fonte: Contas Abertas

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Brasil, um bom exemplo para o ecoturismo em Portugal



Um dos destinos turísticos mais conhecidos e reconhecidos do Brasil e do Mundo, a cidade de Bonito já foi cenário para programas de televisão, inclusive internacionais, e continua sendo opção de lazer para famílias e até para os adeptos dos desportos radicais. Na última terça-feira (10), a equipa do projecto Economia da Experiência, do Ministério do Turismo, esteve em Bonito para apresentar as acções possíveis para transformar experiências ligadas à emoção em oportunidade de negócios turísticos.

Neste primeiro momento, foram apresentados os conceitos do projecto a micro e pequenos empreendedores que têm interesse em participar do Economia da Experiência. Entre as atracções turísticas de Bonito, destacam balneários cristalinos, cardumes coloridos, flora silvestre do cerrado, cavernas cortadas por feixes de luz natural e possibilidade para viver emoções surpreendentes do alto do rappel ao mundo subaquático.

O projecto Economia da Experiência faz parte de uma política do Ministério do Turismo dedicada a consolidar redes de cooperação regional, estimulando e inovando a oferta turística local. A iniciativa é uma cooperação técnica entre o Ministério e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), sob gestão do Instituto Marca Brasil (IMB).

Segundo Rosiane Rockenbach, coordenadora geral de Segmentação do Ministério do Turismo, o projecto cria diferenciais competitivos no mercado.
"O empreendedor analisa seu negócio e trabalha para que seus produtos e serviços representem uma oportunidade de qualificar ainda mais a experiência do turista no destino", afirma.
O Economia da Experiência encontra-se já em andamento na Costa do Descobrimento (BA) e na região turística da Uva e Vinho, na Serra Gaúcha (RS), onde o Ministério do Turismo aplicou a experiência-piloto. Actualmente, os empreendimentos na Bahia recebem consultoria para aplicar o conceito do projecto em produtos e serviços.
Um pouco mais avançada, a iniciativa no Rio Grande do Sul já conta com resultados concretos, como a "Caminhada da Lua Cheia". A experiência mistura informações sobre estudos e descobertas de Copérnico e Galileu ao resgate dos costumes dos imigrantes italianos da região.
Durante o trajecto de 2 quilómetros, o turista conhece a acção da lua no quotidiano da população, sendo-lhe oferecido a degustação de produtos típicos da culinária local, como queijos, salames, pães, biscoitos, tudo acompanhados por vinhos e espumantes produzidos na região.
As cidades de Petrópolis (RJ) e Belém (PA) serão os próximos destinos a receber o Economia da Experiência.
Para participar do projecto, o município precisa atender aos seguintes critérios: ser um dos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico Regional, um destino turístico consolidado e fazer parte de uma região de alta cooperação e densidade cultural. Entre as metas estão o aumento de novidades nos empreendimentos, a ampliação do grau de satisfação do turista e a criação de empregos e divisas.
Fonte: Portal Bonito

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